<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335</id><updated>2012-01-04T07:24:12.716-03:00</updated><category term='show'/><category term='perestroika'/><category term='Pelada'/><category term='sociedade'/><category term='nostalgia'/><category term='Paul McCartney'/><category term='Política do futebol'/><category term='Pedro Ayub'/><category term='São Paulo'/><category term='Crônicas'/><category term='Pelé'/><category term='Dunga'/><category term='futebol'/><category term='Grêmio'/><category term='eu'/><category term='Brusque'/><category term='Copa do Brasil'/><category term='ditadura'/><category term='STJD'/><category term='Juca Kfouri'/><category term='Las Vegas'/><category term='Copa SC'/><category term='Adriano'/><category term='Bruscão'/><category term='histórias do futebol'/><category term='Agressão'/><category term='Viagem'/><category term='Tropa de Elite'/><category term='promessas'/><category term='Mulheres'/><category term='Perfil'/><category term='palestra'/><category term='Suca'/><category term='Paulo Turra'/><category term='in loco'/><category term='Cinema'/><category term='Fifa'/><category term='treinadores'/><category term='entrevistas'/><category term='Hugo Chávez'/><category term='Seleção'/><category term='Matérias publicadas no Município Dia a Dia'/><category term='Jornalismo'/><category term='Política'/><category term='Exterior'/><category term='Cerveja'/><category term='Música'/><category term='jovens'/><category term='Eduardo Galeano'/><category term='Vagner Mancini'/><category term='Ronaldinho'/><category term='Copa do Mundo'/><category term='tribunal'/><category term='Gilmar Gasparoni'/><category term='meandros'/><title type='text'>Pelejador</title><subtitle type='html'>Vai Encarar?!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>67</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-3974322713861983662</id><published>2011-01-13T21:12:00.001-03:00</published><updated>2011-01-16T15:06:23.160-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grêmio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perfil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Matérias publicadas no Município Dia a Dia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedro Ayub'/><title type='text'>Ayub, o Caça Craques</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;**O texto que segue foi publicado no Jornal Município Dia a Dia, de Brusque, em 24 de dezembro de 2010**&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TS5IA8bx0kI/AAAAAAAAAlk/JkmtgNwFPZc/s1600/Pedro%2Bno%2BGr%25C3%25AAmio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 291px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TS5IA8bx0kI/AAAAAAAAAlk/JkmtgNwFPZc/s400/Pedro%2Bno%2BGr%25C3%25AAmio.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561461770908979778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Posição honrosa essa de volante. Volante de contenção. Não para o mainstream, não para os narradores, nem para as televisões, ou revistas, ou jornais, que costumam chamá-lo de "grosso", de "brucutu". Mas para o próprio jogador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boleiro satisfeito, pode ter certeza, é volante de contenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara tem que ser muito autossuficiente para jogar ali, entre a grande área da sua defesa e o círculo central. Protege a zaga como se fosse sua filha de 16 anos, predicado antigo do volante de contenção. E, hoje em dia, além "cão de guarda", começa o jogo, tem passe preciso, orienta o posicionamento dos companheiros. Vez ou outra até se arrisca ao ataque, é elemento surpresa. Até faz gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Ayub Julião Júnior, aos 33 anos, volante do Brusque, é espelho da posição. Isso porque todo volante tem que saber seu lugar, tem que ser humilde o suficiente para aparecer pouco, e orgulhoso o bastante para mostrar quem manda no território. Um volante de verdade, como Pedro Ayub, não se importa em passar 90 minutos apenas perseguindo um só jogador, ser o "caça-craques", como ele se definiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tenho mais vaidade. Se o treinador pede pra eu anular o craque do time adversário, faço sem problemas. Importante é meu time ganhar o jogo. Eu não preciso aparecer, mas se ele também não aparecer, está bom. Um jogador diferenciado pode definir o jogo" - explica, deixando transparecer o sotaque do interior gaúcho, da cidade de Itaqui, onde nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lateral de origem, Ayub fez a maior parte de sua carreira no futebol como volante. Em 2002, quando caiu nas mãos do técnico Hélio Vieira (aquele que treinou o Brusque no segundo turno do Catarinão 2010), jogando pelo Santa Cruz/RS, riscou a palavra lateral da carteira de trabalho e escreveu VOLANTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como lateral foi jogador do Grêmio de 1996 a 2000, mas teve um desentendimento com o técnico Celso Roth (olha o Celsão aí) e sua carreira não decolou com a intensidade que se imaginava. No banco por muito tempo, acabou emprestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Queria ser titular de qualquer maneira e acabei discutindo com o treinador. Passei quase todo ano de 99 sem jogar. Imaturidade. Hoje me arrependo. Coisa de criança - lembra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não tira o adjetivo de "bom jogador" do currículo de Ayub. Depois do Grêmio, fez grandes jornadas em outros clubes (veja a ficha completa mais abaixo) e conseguiu, financeiramente, encaminhar bem o futuro de sua família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TS5In0fpEQI/AAAAAAAAAls/vw3Ezfdjzlc/s1600/Pedro%2Bno%2BAva%25C3%25ADu.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TS5In0fpEQI/AAAAAAAAAls/vw3Ezfdjzlc/s400/Pedro%2Bno%2BAva%25C3%25ADu.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561462438792597762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Além da quatro linhas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Fora de campo, Ayub mostra outras qualidades. Cristão atuante, não é raro vê-lo distribuindo carinho e compaixão aos colegas de trabalho. Volta e meia presenteia um dos seus com uma chuteira aqui, um par de luvas ali e, pela maioria dos clubes que passa organiza com os companheiros de bola uma "caixinha" para fazer doações no fim de ano. Em 2010, como o grupo do Brusque se moldou há pouco mais de um mês, não deu tempo de fazer "caixinha", mas Ayub providenciou uma cesta básica gorda para os funcionários que fazem o dia a dia do Bruscão acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- São pessoas que fazem muito por ti, e às vezes não aparecem. Mas merecem - resume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua passagem anterior pelo Brusque, ainda no Catarinense-2010, jogou dois meses e meio, o time não estava bem, e uma proposta tentadora do Brasiliense bateu à sua porta. Ayub conversou com a diretoria do Bruscão, devolveu o dinheiro que havia recebido nos dois primeiros meses, abriu mão do que ainda teria para receber, e foi. Deixou as portas abertas e voltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traços da personalidade deste volante que tem contrato com o Brusque até final deste ano. No time de Paulo Turra - com quem jogou no Caxias/RS - divide as funções de "volância" com Leandro Leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando eu saio, o Leandro faz a cobertura. E quando ele sai, eu seguro mais. Quando o lateral sai pro ataque, o volante fecha o lado dele. Os jogadores de frente têm que decidir o jogo. Nós temos que dar segurança - ensina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O futuro a Deus pertence&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não tem época marcada pra parar de jogar. Ayub costuma dizer que "o futuro a Deus pertence", mas sabe que tentará continuar trabalhando com futebol. Talvez treinador. Quem sabe empresário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Enquanto meu telefone tocar pra eu jogar, e eu tiver saúde, vou jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim da conversa, o volante faz um pedido a todos: colegas, imprensa, torcedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos tornar o Brusque maior, e vamos crescer todos juntos. Vamos marcar nosso nome no Brusque. É um ano com muitos jogadores de qualidade. Temos que fazer uma família e buscar títulos. Temos um calendário, uma base, vamos dar continuidade ao sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TS5J3rEYMNI/AAAAAAAAAl0/n0b8UEOduGo/s1600/Ayub%2BBrusque.JPG" style="font-style: italic; "&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TS5J3rEYMNI/AAAAAAAAAl0/n0b8UEOduGo/s400/Ayub%2BBrusque.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561463810651861202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;i&gt;No Brusque, Ayub é uma das lideranças. Na foto (tirada por Thiago Andrade) aparece treinando com Aloísio Chulap&lt;/i&gt;&lt;i&gt;a&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ficha técnica&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nome&lt;/b&gt;: Pedro Ayub Julião Jr.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posição:&lt;/b&gt; Volante&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Data de Nascimento&lt;/b&gt;: 15/6/1977&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Naturalidade: &lt;/b&gt;Itaqui-RS&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Títulos: &lt;/b&gt;Campeão Brasileiro Seleção Gaúcha (1996), Campeão Copa Dalto Menezes (2005) e Campeão Copa Emídio Perondi (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Clubes:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;1993-1997: Caxias-RS&lt;br /&gt;1997-2002: Lerida-Espanha&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;1998-2000: Grêmio FBPA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;2000: Brasil de Pelotas-RS&lt;br /&gt;2001: Santa Cruz-RS&lt;br /&gt;2002: Ipatinga-MG&lt;br /&gt;2003: Vila Nova-GO&lt;br /&gt;2004-2006: Novo Hamburgo-RS&lt;br /&gt;2006: Avaí-SC&lt;br /&gt;2007: Portuguesa-SP&lt;br /&gt;2007: Brasil de Pelotas-RS&lt;br /&gt;2007-2008: Avaí-SC&lt;br /&gt;2009: Brusque-SC&lt;br /&gt;2009-2010: Brasiliense-DF&lt;br /&gt;2010: Chapecoense-SC&lt;br /&gt;2010: Brusque-SC&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-3974322713861983662?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/3974322713861983662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=3974322713861983662&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3974322713861983662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3974322713861983662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2011/01/o-caca-craques.html' title='Ayub, o Caça Craques'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TS5IA8bx0kI/AAAAAAAAAlk/JkmtgNwFPZc/s72-c/Pedro%2Bno%2BGr%25C3%25AAmio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-6439050152231130541</id><published>2010-12-05T20:57:00.002-03:00</published><updated>2011-09-16T15:25:20.140-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Matérias publicadas no Município Dia a Dia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paulo Turra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entrevistas'/><title type='text'>ENTREVISTA: Paulo Turra</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;img align="right" alt=" " height="500" hspace="15" src="http://www.sistema.v3internet.com.br/Commons/JSFiles/Editor/imagemanager/images/15/dezembro2010/primeiro_treino_103.jpg" width="375" /&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Confesso que fiquei embevecido quando entrevistei Paulo Turra, 36 anos, técnico de futebol. Foram 50 minutos de perguntas e respostas, muitas vezes em tom descontraído, sempre com muito profissionalismo e sobriedade, características claras na personalidade deste treinador que assumiu o Bruscão no dia 16 de novembro de 2010.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Fiquei impressionado com sua capacidade de persuasão e, principalmente, com sua história e com sua autoconfiaça. Não é que ele seja "cheião", "nariz empinado", mas o homem tem certeza do que fala. E fala bem, tem bom discurso. Tem convicção em suas ideias. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Percebi que seus 18 anos como jogador lhe deram vivência suficiente para querer ser treinador bem sucedido. Jogou de Copa Santa Catarina a Champions League. Deu "cerrotadas", como ele mesmo definiu, em Ronaldinho Gaúcho, David Beckham, Ruud Van Nistelrooy, entre outros. Jogou em estádios de Barcelona, Manchester, Dortmund, Glasgow e outros tantos lugares e templos do futebol. Quase sempre vestindo a faixa de capitão. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Na "vida normal" é casado com uma psicóloga, mantém residência fixa em Caxias do Sul/RS. É natural de Tuparendi, cidade com menos de 10 mil habiantes situada às márgens do Rio Uruguai, no Noroeste Gaúcho. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Como a entrevista foi concedida na quarta-feira, 1º de dezembro, três dias antes da estreia do Bruscão na Recopa, não pudemos discutir sobre o desempenho do time no certame, mas invadimos com vigor o campo de jogo, suas táticas, suas histórias e o futuro. "Um dia vou estar em alto nível. Pode ter certeza que eu vou chegar", foi a promessa que Turra fez.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Jornal Município: Hoje tu contas com 23 jogadores no elenco do Bruscão. É o suficiente para a temporada 2011?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Paulo Turra:&lt;/b&gt; Estamos buscando mais duas posições. Mais um zagueiro e mais um lateral-esquerdo. E no decorrer do trabalho, até o dia 16 de janeiro, na estreia do Catarinense, vamos ver a necessidade (de contratar mais). Até lá devemos fazer mais uns quatro jogos-treinos pra ver a evolução. Com 25 jogadores estamos encaminhados para iniciar o campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Já te adaptaste à cidade?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Só estou com dificuldade de encontrar apartamento. Têm apartamentos, mas não encaixa naquilo que a gente quer. Sempre falei que salário não era problema, mas gosto de ter uma condição de vida boa. Agora estou no hotel. Meu dia a dia se resume a estádio, treinamento, hotel. Não conheço nada da cidade, nada da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Nunca havia jogado em Brusque?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Já. Em 2007, pelo Avaí, num Catarinense. Conhecia o estádio já. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: E o começo no futebol foi lá em Tuparendi?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Foi. Na várzea de Tuparandi. Com 15 anos recebi uma proposta para jogar no Caxias e fui. Fiquei e me transformei em jogador profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Sempre foi zagueiro?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Sempre. Joguei alguns jogos de lateral. Lateral "fincado" (risos).&lt;br /&gt;&lt;img align="left" alt=" " height="180" hspace="15" src="http://www.sistema.v3internet.com.br/Commons/JSFiles/Editor/imagemanager/images/15/dezembro2010/palmeiras.jpg" vspace="15" width="250" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: E a partir do Caxias, decolou?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Em 97 fui para o Botafogo do Rio, campeão da Taça Guanarabara, campeão carioca e disputei o Brasileiro. Tinha 22 anos. Treinador era o Joel Santana. Depois retornei para o Caxias, fomos campeões Gaúcho em 2000 e depois fui para o Palmeiras, onde fui campeão da Copa dos Campeões. Este título deu direito a jogar a Libertadores em 2001. E naquele ano também fomos vice-campeões da Copa Mercosul. Fizemos a final contra o Vasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: O jogo do 4 a 3, de virada...&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Isso. No fim ficou marcado positivamente para o Vasco e negativamente para o Palmeiras. Mas eu não joguei. O Marco Aurélio (técnico do Palmeiras na época) me tirou para colocar um jogador com "mais experiência" da zaga. Eu já tinha 26 anos. Colocou Gilmar, aquele que jogou no Cruzeiro, no São Paulo. Tomamos 4 a 3. Estávamos ganhando de 3 a 0, eu estava no banco. Aí eles fizeram 3 a 1, na saída para o intervalo, e o Júnior Baiano foi expulso do Vasco. Mas eles fizeram 3 a 2. Quando fizeram 3 a 3 o Marco Aurélio mandou eu entrar. Estava pra entrar e eles fizeram 4 a 3, bem no finalzinho. Olhei pra ele e ele mandou voltar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Quem jogava contigo naquele time?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Tinha o Tuta, o Galeano, o Basílio, o Arce, Taddei, que agora está na Roma, o Juninho, atacante muito rápido que está há 10 anos no Japão, é rei lá. Tinha o Lopes, que se envolveu num monte de confusão mas é um baita jogador. O volante Fernando também jogava. Era um timaço. Considerado o "bom e barato", que foi um time montado logo depois do fim da parceria com a Parmalat. Naquele ano chegamos nas quartas-de-finais da João Havelange, perdemos para o São caetano, que depois eliminou o Grêmio e perdeu na final para o Vasco também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Foi tua melhor época?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; De 2000 até 2005 fui muito bem. No Caxias fui campeão Gaúcho em 2000, em cima do Grêmio. O Tite era meu treinador. No Palmeiras fui campeão da Copa dos Campeões. Em Portugal, no primeiro ano fui vice do Campeonato Português pelo Boa Vista, no outro ano chegamos nas semifinais da Taça Uefa (atual Liga Europa), jogamos contra Celtic lá em Glasgow, empate em 1 a 1 e em casa perdemos por 1 a 0 aos 38 do segundo tempo. E esse jogo em casa não joguei porque tomei o terceiro amarelo lá em Glasgow. Dois anos depois fui pro Vitória de Guimarães, em Portugal, e chegamos em quarto no nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Jogar em Glasgow deve ter sido emocionante...&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Foi o ambiente mais fantástico que já joguei. Não tem descrição. Pessoal fala em São Paulo, Flamengo, mas não tem igual. Eram 67 mil pessoas. Quando entramos em campo tinha um barulho ensurdecedor. É uma torcida organizada, diferente do Brasil. Não pula, não... mas eles vibram o jogo todo, incentivam sem parar. Em termos de torcida foi o jogo mais marcante que já participei. Eles são devotos do futebol. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img align="right" alt=" " height="431" hspace="15" src="http://www.sistema.v3internet.com.br/Commons/JSFiles/Editor/imagemanager/images/15/dezembro2010/contra_o_manu.jpg" vspace="15" width="250" /&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Onde mais você jogou na Europa?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Joguei em Dortmund, Munique, Manchester, Barcelona... Em Manchester tinha 76 mil pessoas no estádio. Entramos lá e tomamos 3. Mas 3x3 não seria nenhum absurdo. Jogamos de igual pra igual.&lt;br /&gt;Me considero um jogador realizado. Só não disputei Copa do Mundo porque não joguei na Seleção. Disputei desde Copa Santa Catarina, série A, B e C do Brasileiro, Libertadores, Mercosul, Copa do Brasil, Português, Taça de Portugal, Taça Uefa e Champions League. Disputei tudo o que um jogar sonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: E enfrentou vários jogadores de nome reconhecidos internacionalmente...&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; O Ronaldinho enfrentei duas vezes e ganhei as duas. Uma no Caxias, quando ele estava no Grêmio, e lá na Europa contra o PSG, eliminando eles. Além dele marquei o Owen, David Beckham, Larsson, e mais um monte desses atacantes. Passei o cerrote em todos (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Mas o mais difícil, quem foi?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Foi o Van Nistelrooy. Grandão, forte, faz gol. É rápido. Foi o mais difícil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: É difícil encontrar jogadores que seguiram estudando mesmo jogando futebol. Você estudou até que série?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Fiz o segundo grau. E até prestei vestibular. Mas não passei. Mas não me rebaixo a ninguém que tem o certificado. Nesses anos todos de futebol conheci 35 países, culturas diferentes. Só não tenho o certificado. E sempre tive a liderança, desde criança. E gosto muito de assistir programas de história. Me interesso. Assisto os jornais na TV, me informo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Tu és bastante comunicativo. Tem Facebook, Orkut, Twitter, site pessoal. Tu mesmo cuidas disso tudo?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Sim. Por enquanto consigo dar conta. Também não fico dando "bom dia" pelo Twitter, como muitos fazem. Mas acho importante manter este contato. Uso muito essas ferramentas para interagir com o pessoal, com a torcida. Gosto de manter uma boa relação com a imprensa também. Mas tudo tem um limite. Não pode ser extremo de nenhum lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Em 18 anos de carreira de jogador, passou por diversos treinadores. Quem mais te influenciou?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Tive um treinador em 1993 que me ensinou muito no trato com os jogadores. Professor Ademir dos Reis. Está lá em Caxias hoje. Eu era jogador do Caxias. Eu, o Washington, Luciano Almeida, fomos campeões gaúchos de juniores. Ele ensinou pra mim a ser o comandante e ser amigo. A hierarquia é bem definida, mas nada impede de ser amigo. Depois ele foi auxiliar do Felipão na Arábia, no início da carreira do Felipão, mas depois voltou a Caxias, trabalhou por ali e ficou.&lt;br /&gt;Dos mais recentes, me inspiro muito no Tite, uma baita pessoa. Felipão e Murtosa, que são os caras que me deram a oportunidade de ir pro Palmeiras e depois, em Portugal, a gente interagia muito. Eles me ligavam pra pedir informações dos jogadores. Também aprendi muito nos 15 dias que passei com o Muricy lá no Fluminense, recentemente. O cara me recebeu muito bem. Me deixou totalmente a vontade. Foi uma aula. E gosto muito da maneira como o (José) Mourinho trabalha. Leio muito sobre o trabalho dele, assisto os jogos dele, as entrevistas. Disso tudo tiro as coisas boas. Mas tenho meu perfil. Sou o Paulo Turra, e não o "Felipinho" ou o "Mourinhozinho".&lt;br /&gt;&lt;img align="right" alt=" " height="333" hspace="15" src="http://www.sistema.v3internet.com.br/Commons/JSFiles/Editor/imagemanager/images/15/dezembro2010/com_muricy.jpg" vspace="15" width="250" /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Como tu gostas de montar tua equipe?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Tenho três esquemas. Vai ser muito difícil tu me ver usando o 3-5-2. Talvez, determinada situação dentro do jogo, que eu precisar que um volante marque o segundo atacante pra eu liberar os laterais, pode até ser. Mas de sair jogando com o 3-5-2 não é meu foco. Gosto de duas linhas de 4, alternando a segunda linha, que pode ser 2-2, ou em losângulo ou linha bem definida, como se joga bastante na Europa, mas pra isso tem que ter os jogadores certos. Aqui no Brusque estou fazendo 4-2-2-2, justamente porque é um clube que vem de títulos nessa formação. No futuro posso fazer o losângulo, ou o 4-2-3-1, como a Seleção vem jogando com o Mano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Tens pouco tempo de trabalho no Brusque, mas o que te chamou a atenção nestes primeiros dias?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Gostei muito do João Neto. Fiquei impressionado com o potencial desse rapaz. Ele passou por cima dos caras (no jogo-treino contra o Tupi de Gaspar). Comigo ele vai jogar e vai dar o salto. Se ele continuar demonstrando o que demonstrou, vai crescer muito. Ele vai pra cima dos caras, passa por eles. Lógico que precisa melhorar na marcação, fazer a cobertura no lado contrário, mas tem uma força muito grande. Nosso time é muito bom. É muito rápido, é o que eu gosto. Força e velocidade. Encurta os espaços, compacta a equipe, e quando tiver a bola sair em velocidade.&lt;br /&gt;Tenho certeza que vamos chegar forte nesse campeonato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Gostaria que você falasse da tua filosofia de trabalho?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Em seis dias treinamos físico, técnico, tático, fizemos um jogo-treino, ganhamos. Trabalhamos com bola desde o início. Não acredito em treino que bota jogador pra ficar dando volta no gramado. Isso faz parte do passado. Jogador é com bola. E tu faz campo reduzido, 3 contra 3, 4 contra 4. Tudo com simulação de jogo. Os jogadores sabem a função que vão fazer. Todo mundo tem que atacar compactado, defender compactado, fazer o balanço. Mesmo em campo reduzido, trabalho o tático. Não vai ser fácil, mas tu vais ver a minha equipe bem posicionada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Mas isso só não garante vitória...&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Não. Mas é o caminho mais curto para a vitória. E com a qualidade que temos, não tenho medo nenhum de dizer que vamos fazer um campeonato muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Consegues tempo para assistir futebol na TV?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Assisto muito. Principalmente Champions League. Assisto muito jogo. Assisto segunda divisão de São Paulo na Rede Vida. O que aparecer estou vendo. É meu trabalho. Lógico que às vezes tem que dar um tempo. Mas estudo muito futebol. Vejo as duas equipes posicionadas, o que eu faria no lugar do treinador. Procuro fazer esta interação comigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;img alt=" " height="333" src="http://www.sistema.v3internet.com.br/Commons/JSFiles/Editor/imagemanager/images/15/dezembro2010/turra007.jpg" width="500" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: O que você vê no teu futuro?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; A cada dia aprendo mais. E não tenho dúvida que vou chegar no topo. Daqui a alguns anos vou estar treinando um time grande no Brasil, que nem é meu objetivo. Meu objetivo é treinar lá fora mesmo. Vou estar lá no topo. Tenho convicção no meu trabalho. Minha filosofia é diferente, tenho algo a dizer. Vai dar certo aqui, daqui a pouco vai dar algo errado, o que é normal. Mas vou chegar.&lt;br /&gt;Só que aqui no Brasil tem uma coisa: às vezes o "certo não é o certo". Mas o certo é o caminho mais próximo pra se chegar a vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Da onde vem essa nova filosofia&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Aprendi muito em Portugal. No Vitória de Guimarãaes tinha um baita treinador. Manoel Machado, um cara tranquilo, de conversa mansa, muito bom taticamente. Comecei a me colocar no lugar dele, a pensar o que seria bom para a equipe. Conversando com jogadores mais experientes, comecei a ler, e vi que poderia ser treinador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Fala-se muito em o Brusque contratar um "medalhão", um jogador de nome, como foi o Viola nesse ano. Qual a tua opinião sobre isso?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Tenho uma ideia. Se daqui a pouco a direção me chamar e colocar essa ideia, vamos discutir. O marketing é muito importante, mas tem uma série de coisas a se considerar. Têm atletas e atletas. Tem que ser exemplo. O bom seria trazer um Kaká, que é exemplo dentro e fora de campo. Se eles quiserem realmente trazer alguém assim, eu posso até indicar, porque conheço muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Quem tu indicarias?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Aí não vou te falar. Tenho amigos que estão jogando e que poderiam vir. Mas não posso falar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JM: Fora o futebol, o que te atrai?&lt;br /&gt;PT:&lt;/b&gt; Nada. Minha esposa fica braba, mas fora o futebol gosto de ficar em casa vendo futebol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-6439050152231130541?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/6439050152231130541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=6439050152231130541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6439050152231130541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6439050152231130541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2010/12/entrevista-paulo-turra.html' title='ENTREVISTA: Paulo Turra'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-2915681127299713703</id><published>2010-11-13T13:38:00.006-03:00</published><updated>2010-11-18T16:55:12.308-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Las Vegas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cerveja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Exterior'/><title type='text'>Viva Las Vegas!</title><content type='html'>Uma vez fui pra Las Vegas. Na verdade era a segunda vez. Tinha ido seis anos antes, mas naquela época tinha 19, e com menos de 21 se faz pouco nos EUA. Não bebia naquele tempo, e nem se quisesse poderia comprar uma cerveja. E não podia entrar em nenhuma boate, nenhum bar que só abre à noite. E tem mais, tinha namorada, no Brasil, é verdade, mas era minha namorada. E respeito é algo que você tem ou não. Eu tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TN6_n0vhrxI/AAAAAAAAAk0/WHhPCLQrMZk/s1600/DSC04160.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TN6_n0vhrxI/AAAAAAAAAk0/WHhPCLQrMZk/s400/DSC04160.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539075282606075666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, bueno. Lá estava eu novamente em Las Vegas, agora com 25 anos, solteiro, um bêbado em potencial e muita vontade de conhecer as americanas. E como elas ficaram mais bonitas nestes seis anos! Antes só se encontravam rochunchudas e bagaceiras. Agora não. Mulheres bem vestidas, com charme, rostos de Laura Jean Reese Witherspoon, pernas de Cameron Diaz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava fascinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problema que estava em família. Avós, tios e tia-avó. Meu tio, que poderia ser parceiro pelo menos na bereja, estava toda noite cansadaço de tanto perambular com as mulheres pelos sedutores outlets, aquela espécie de shopping que vende casaco da Kalvin Klein por 20 dólares. As mulheres, em especial as brasileiras, se perdem lá. Isso não mudou nada dos seis anos que separaram minhas duas visitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perco meu tempo comprando em viagem. Claro, uma comprinha aqui e ali sempre acontece. Mas é que o verbo que emprego quando saio de casa é “viajar” e não “comprar”. E também, até hoje, nunca viajei de bolso cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que enquanto todos carregavam sacolas cheias de roupas por entre corredores refrigerados tais quais nos shoppings brasileiros, eu andava pela Las Vegas Boulevard e admirava sua arquitetura impensável, com seus prédios imitando Paris, Nova York, Veneza, Roma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Las Vegas é assim: todos os hotéis são cassinos – ou todos os cassinos são hotéis?. E quase todos os cassinos-hotéis imitam um lugar do mundo. Estávamos hospedados no Caesars Palace, que imita a Roma de César. Do outro lado da rua está o Paris e sua Torre Eifel com a metade do tamanho da original bem na frente, e o Veneza, com rios e gôndolas e praças desde o seu sub-solo até o segundo andar. Uma loucura. Algo inacreditável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos dali, caminhando, está o New York New York, imitando, obviamente, Nova York. Lá tem até montanha russa que passa por dentro do prédio. Tem a Brodway. E tem pubs irlandeses. Não me pergunte por quê, nunca estive em Nova York, não na original. Mas, de certo é porque lá tem muitos pubs irlandeses. Os donos de Vegas não cometeriam uma gafe deste tamanho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, se há ou não pubs na Nova York original, os do cassino são demais. Antes de chegar a um deles, comprei uma cerveja na rua. Miller Draft. Pedi pra colocar dentro de um saco de papel marrom, igual nos filmes, e saí faceirão caminhando, sozinho, e bebendo. Acabou aquela, comprei outra. E mais outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei no pub levinho. Mostrei, com o peito estufado e cabeça erguida, meu passaporte na entrada, afinal já tinha passado dos 21 e estava autorizado a entrar. Lá dentro, um astral elevadíssimo. Pessoas dançantes e eu, meio bêbado e com a camisa da Seleção Brasileira, com Ronaldinho escrito às costas, logo me enturmei. E bebi mais. Com companhia a gente sempre bebe mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois pianistas postados um de frente pro outro em seus pianos de calda comandavam o agito. Só música dos anos 80 pra trás. Foram de Queen a Beatles, com muita qualidade. E eu já tava doidão, feliz da vida. Na primeira noite em Vegas pela segunda vez eu já estava tirando todo tempo perdido da primeira vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí de lá quando pararam de tocar, pelas 3h da madruga. É assim: de segunda à quinta os pubs e boates fecham entre 2 e 3 da madrugada. Sexta, sábado e domingo ficam abertos até as 4, bem tenteadinho até as 5h. Só os cassinos e suas mesas e maquininhas não fecham. Não se perde tempo para perder dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a felicidade grafada no rosto voltava cantente para o hotel, já realizado. No caminho, quando ia subindo uma escada rolante a céu aberto, vejo a loira mais linda do mundo descendo, ao lado, cruzando por mim e me encarando como se tivesse se apaixonado por esse rostinho ali mesmo. Amor à primeira vista, pensei na hora. Vou casar em Las Vegas, arrumar um emprego e nunca mais volto pro Brasil. Tá feito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela termina a descida e eu termino a subida. Ainda nos olhamos. E ela começa a subir, em minha direção, me olhando. Meu coração começa a bater mais forte. Desejo aquela mulher como nunca desejei outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar descrevê-la: tinha perto de um metro e sessenta e cinco, não muito mais, nem muito menos. O cabelo era loiro, meio encaracolado nas pontas, se é que você me entende. O rosto era fino, o nariz era esguio, e as bochechas, magras. Mas o que me quebrou mesmo foram os olhos verdes abduzidores, contornados por uma maquiagem escura mas leve. E seu corpo era igualzinho ao da Carolina Dieckmann. É sério! Não to contando vantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se aproximou e eu puxei papo num inglês mediano. Ela não se importou. Sorriu o sorriso mais lindo do mundo e perguntou da onde eu era. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriu de novo e eu congelei. Não acreditava em tamanha sorte. Assim, no primeiro dia, aquilo tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima frase ela perguntou se eu estava procurando diversão. E comecei a entender tudo. Na seguinte ela quis saber se eu queria sexo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse que sim e perguntei quanto custava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Em qual hotel você está hospedado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Caesar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sozinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podemos ir pra lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 300 pila mais um outro quarto de hotel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado, mas hoje não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-2915681127299713703?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/2915681127299713703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=2915681127299713703&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2915681127299713703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2915681127299713703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2010/11/uma-vez-fui-pra-las-vegas.html' title='Viva Las Vegas!'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TN6_n0vhrxI/AAAAAAAAAk0/WHhPCLQrMZk/s72-c/DSC04160.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-6654099756585482486</id><published>2010-11-12T18:34:00.007-03:00</published><updated>2010-11-16T21:53:31.760-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='show'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paul McCartney'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='in loco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Matérias publicadas no Município Dia a Dia'/><title type='text'>Paul Macca, nós fomos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TN202yBu28I/AAAAAAAAAkk/7BS3WfLV_Ew/s1600/Paul%2BMcCartney-759089.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TN202yBu28I/AAAAAAAAAkk/7BS3WfLV_Ew/s400/Paul%2BMcCartney-759089.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538781969970551746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Beatlemaníaco ou não, fã do Paul McCartney ou não, você ainda tem (ou tinha?) uma chance de assisti-lo no Brasil esse ano. Ele toca em São Paulo no domingo, 21, e na segunda-feira, 22. Serão as duas últimas apresentações dele em 2010. E acredite: vale muito a pena estar na frente do palco quando Sir Paul McCartney entrega todas as suas energias aos acordes de "Venus and Mars", a primeira música do setlist.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos ao show dele em Porto Alegre, no dia 7. Não tínhamos grana suficiente, não tínhamos tempo, mas tínhamos muita vontade de ver um beatle no palco. Teríamos que fazer uma viagem "bate e volta", de carro, pagar R$ 160 no ingresso, comer na estrada, dormir ou não e voltar para trabalhar na segunda-feira. A vontade foi mais forte. Compramos os ingressos e caímos na estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois das três horas de show, há quem tenha saído do estádio Beira Rio certo de que um espetáculo daqueles pode mudar o mundo. O jornalista Felipe da Costa Conti, que também viajou de Brusque até Porto Alegre nesta mini-caravana MDD e David Coimbra, editor do Jornal Zero Hora, concordam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se tem um show destes por semana, acabam-se as guerras do mundo -, falou David Coimbra no dia seguinte, em sua participação no programa Pretinho Básico, da Rádio Atlântida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Passei a acreditar que um show de rock pode mesmo mudar o mundo. Não acreditava nisso antes. Saí diferente de lá. Fui trabalhar feliz no outro dia -, explica Felipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, Mauricio Haas, sabia que seria um grande show, que o Paul era um grande músico, um artista fora de série, mas não sabia que era uma pessoa tão "do bem", simpático, atencioso e cortês. Ele agradeceu cada aplauso, em cada música!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já eu, Aline Camargo, empolgada, na volta só sabia dizer: 'Inesquecível! Valeu cada centavo! Foi demais! Ele é incrível! Daqui alguns anos não vamos lembrar quanto custou o ingresso, se tínhamos ou não dinheiro para ir, vou lembrar da sensação de cada momento espetacular do show. Como aquilo marcou minha vida!'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TN21lxuPx5I/AAAAAAAAAks/0I0coseGay4/s1600/IMG_2032.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TN21lxuPx5I/AAAAAAAAAks/0I0coseGay4/s400/IMG_2032.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538782777342674834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Marcas para toda a vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A volta para Brusque foi cheia de teorias e lembranças sobre os fatos do terceiro show de Paul McCartney no Brasil - ele já havia tocado em 1990 e 1993, no Rio de Janeiro e em Curitiba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As pessoas não têm senso histórico, e só pela história já vale a pena ver o show do Paul. Ele é um beatle, um dos quatro integrantes da maior banda de todos os tempos. Uma lenda esteve entre nós - dizia Felipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assistir a um show do Paul é participar da história. Não sabemos se ele vai voltar a tocar no Brasil, podemos ter visto a última turnê de um beatle pela América do Sul - completava Maurício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o cara tá em plena forma aos 68 anos! Lembram dele agitando no palco, tocando, cantando e dançando o tempo inteiro? Eu não imaginava que ele fosse assim. Esperava um show mais contido, que ele fosse mais blasé. E de repente ele entra "sir" Paul McCartney, arrumadinho, de terno, e três músicas depois vira nosso amigão, todo descabelado, interagindo com o público a todo instante - relembra Aline.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deu para perceber que ele estava extremamente feliz no palco, e que tinha se preparado para tocar em Porto Alegre. No meio do show larga aquele "mas bá, tchê", levando o estádio inteiro ao delírio. Sem falar nas outras frases em português -, empolga-se Maurício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, em "My Love", ele explicou em português, com sotaque britânico: "Esta música eu fiz para minha gatinha, Linda. E hoje ela é para todos os namorados" - repete Aline.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você ainda está se perguntando "será que vou no show em São Paulo?", esqueça os empecilhos e vá. Se pudéssemos, repetiríamos a dose. Já estamos arrependidos de não termos enfrentado a estrada até Buenos Aires, onde ele tocou quarta e quinta-feira desta semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="290"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/otBYXSZuanE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/otBYXSZuanE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="290"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Resumo em vídeo feito por Paulo Morelli&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;___________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Matéria escrita a quatro mãos com Aline Camargo. Publicada no dia 12 de novembro, no Jornal Município Dia a Dia, de Brusque.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-6654099756585482486?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/6654099756585482486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=6654099756585482486&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6654099756585482486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6654099756585482486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2010/11/paul-macca-nos-fomos.html' title='Paul Macca, nós fomos'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TN202yBu28I/AAAAAAAAAkk/7BS3WfLV_Ew/s72-c/Paul%2BMcCartney-759089.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-3131521116094963338</id><published>2010-10-05T22:08:00.001-03:00</published><updated>2010-11-12T19:58:13.601-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palestra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='in loco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Juca Kfouri'/><title type='text'>Juca Kfouri em Blumenau</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TKpSh-fdehI/AAAAAAAAAis/VVy3inuQBNI/s1600/001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TKpSh-fdehI/AAAAAAAAAis/VVy3inuQBNI/s400/001.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524318636587448850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Juca Kfouri entra no pomposo Teatro Carlos Gomes, em Blumenau, vestido como se fosse ao Pacaembu assistir Corinthians X Mogi Mirim pelo Paulistão: calça jeans, tênis e uma camisa pólo preta nitidamente bastante usada. Está lá para palestrar a aproximadamente 150 pessoas que sentaram para ouví-lo falar sobre Dunga versus Fátima Bernardes, Neymar, Copa do Mundo, Olimpíadas, gestão esportiva e outros assuntos ligados ao esporte e a política. Era quinta-feira, 30 de setembro, quatro dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil, país que, segundo ele, nunca teve uma política esportiva em 510 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A seguir, os melhores momentos dos aproximados 90 minutos em que este jornalista de 60 anos - 40 de profissão - falou, insinuou e bradou contra os que travam o crescimento do esporte brasileiro. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Primeiro o blá, blá, blá...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TKpSrjNGj1I/AAAAAAAAAi0/fa1l0EaKUtQ/s1600/002.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TKpSrjNGj1I/AAAAAAAAAi0/fa1l0EaKUtQ/s400/002.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524318801061384018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Eeeeu? Magiiina&lt;/i&gt;!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Jogar bonito ou ganhar?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"O que você prefere: ganhar jogando feio, ou perder jogando bonito? Eu respondo que prefiro ganhar jogando bonito. Já vi a Seleção ganhar jogando bonito nas Copas de 58 e 70, e já vi a Seleção ganhar jogando feio na Copa de 94. E vi perder jogando feio agora, na África do Sul. É possível dar espetáculo e ganhar. E, se só vale o resultado, por que vou ver (o jogo)?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dunga, o mal educado&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Quero deixar bem claro: eu não considero o Dunga um fracassado. Ele é que se considera. A Seleção perdeu (para a Holanda, na Copa 2010) porque tomou um susto. De repente o melhor goleiro do mundo sai mal do gol e Felipe Melo faz um gol contra. Dunga olhava pro banco e perguntava pro Jorginho: e agora? Júlio Baptista, Josué, Grafite. Cadê o Pato? Cadê o Ganso? Não estavam por teimosia do técnico.&lt;br /&gt;Mas ele fez uma coisa certa. Não favoreceu nenhum veículo de imprensa. Tratou indiscriminavelmente mau a todos. Teve a coragem de não permitir privilégios a ninguém, o que é bom. Outra coisa é ser mal educado, como foi com o Escobar (repórter e apresentador da Rede Globo) e com a Fátima Bernardes (apresentadora do Jornal Nacional)."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Missa ou farra?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Na Copa de 70, a delegação brasileira foi chefiada pelo brigadeiro Jerônimo Bastos, designado pelo governo brasileiro, do general Emílio Garrastazu Médice, em plena ditadura. Pelé, Rei do Futebol, autor de mais de mil gols já então, conta que saía da concentração na caminhonete de roupa suja. O Felipão, na Ásia, combinou com os jogadores como seria. A ponto de Roberto Carlos, que esteve em 2002 e em 2006, dizer que a festa foi muito maior em 2002. E eles foram campeões. Nem um nem outro."  "Uma copa não se ganha nem na farra nem na missa" - título da palestra apresentada naquela quinta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Depois o cascalho...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TKpTOXwjOmI/AAAAAAAAAi8/bHUufh5zWls/s1600/003.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TKpTOXwjOmI/AAAAAAAAAi8/bHUufh5zWls/s400/003.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524319399284259426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;O Curíntia vai ser campeão da Libertadores ano que vem&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;"Há muita hipocrisia", brada Juca Kfouri sobre o caso Neymar. "Punição a esse moleque, o Neymar!", continua, sarcástico, antes de arrematar. "Mas que não teve infância, que desde os 13 anos vem sendo preparado para ser jogador de futebol, para ser o melhor do Brasil. E a gente o quer sob prisão perpétua. Mas o filho da gente, não queremos preso, punido. Não sei como seria se pegasse meu filho de 19 anos, colocasse pra jogar bola no Corínthians, ele virasse ídolo, passasse a ganhar R$ 350 mil por mês. Isso que ele sempre fez as três refeições diárias, estudou nos melhores colégios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Imagina o Neymar. Imagina o Adriano. Não estou justificando, estou querendo mostrar que vivemos numa situação tal que nossos clubes pagam R$ 350 mil para um moleque que saiu da favela, do cortiço, e não paga um psicólogo pra cuidar desse jogador. Esse é o futebol que nós temos. Talentosíssimo, melhor do mundo, mas inteiramente amador do ponto de vista da gestão. País sede da Copa do Mundo em 2014. E das Olimpíadas, em 2016.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;As Olimpíadas estão chegando&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Acabamos de fazer os Jogos Pan-americanos, no Rio, em 2007. Estavam orçados em R$ 400 milhões. Custaram R$ 4 bilhões. O Tribunal de Contas da União (TCU), em seu relatório, disse que realmente houve superfaturamento, falta de licitação, obras feitas em regime de urgência sem serem de urgência justificável, e a desculpa para não penalizar o comitê organizador é porque há muito tempo o Brasil não sediava um evento daquele porte, e as falhas foram por inexperiência. Engraçado é que as mesmas pessoas agora vão fazer a Copa do Mundo e as Olimpíadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vocês se lembram que os legados do Pan no Rio seriam a despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas, da Bahia de Guanabara e uma nova linha de metrô. Se uma destas três coisas tivessem ficado de legado, apesar do orçamento estourado dez vezes, estaria legal. Só que nada disso aconteceu. Pior, ficaram os elefantes brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O estádio de futebol, o Engenhão, que é o mais moderno do Brasil (inaugurado em 2007) sequer é cogitado para a Copa do Mundo de 2014. O Parque Aquático Maria Lenk, descobriu-se agora, não atende as exigências de capacidade de público do Comitê Olímpico Internacional e, portanto, será usado apenas para o aquecimento dos atletas nas Olimpíadas de 2016.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vamos receber as Olimpíadas aqui a troco de quê? Das nossas brilhantes participações em anos anteriores? Dos nossos Guga's produzidos a 3x4? Cielo's a 3x4 por causa da política de natação? O Brasil tem 510 anos de idade e nunca teve uma política esportiva, embora esteja em nossa constituição que é dever do Estado prover a população e é direito do cidadão ter acesso ao esporte. A última coisa que se fala é em democratização ao acesso à área esportiva. E olha que a Organização Mundial da Saúde tem uma estatística que mostra que cada dólar investido em esporte economiza três na saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um país do tamanho do Brasil, com a população que tem, colheria qualidade da quantidade. A qualidade você põe na mão da iniciativa privada que ela cuida, melhor que o Estado. Não é função do Estado fazer campeões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Copa 2014 com cara de Brasil ou de Alemanha?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TKpTa-z8cbI/AAAAAAAAAjE/OV00NLMQyr0/s1600/004.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 272px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TKpTa-z8cbI/AAAAAAAAAjE/OV00NLMQyr0/s400/004.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524319615925907890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ricky Teixeira é um mumuzinho de pessoa&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Vamos lembrar. Copa do Mundo na França, em 1998: ergueu-se apenas um estádio. Quatro anos antes, no país mais poderoso do mundo, os Estados Unidos, não construíram um estádio, adaptaram os de futebol americano e baseball para o "soccer". Nós estamos falando em fazer arenas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O comitê organizador da Copa na França era presidido por um ex-jogador, Michel Platini. Na Copa da Alemanha, o comitê era presidido por um ex-jogador de futebol: Franz Beckenbauer. Como aqui não temos nenhum jogador de grande nome, nenhum craque, o presidente do comitê é também o presidente da CBF: senhor Ricardo Teixeira. E a secretária executiva desse comitê é a dona Joana Havelange (filha de Teixeira, neta de João Havelange).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse presidente do Comitê, dez anos atrás saiu com 17 indiciamentos de uma CPI em Brasília. E, por birra, nos faz engolir que o Morumbi não pode receber a Copa do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há 50 anos o estádio recebe jogos de nível internacional. Foi palco de decisões da Libertadores, de inúmeros jogos da Seleção Brasileira, do Mundial de Clubes da Fifa. Agora não pode mais receber um evento de um mês. Cinco jogos. São Paulo precisa de uma nova arena: o "Fielzão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O presidente já disse que o "Fielzão" vai custar R$ 350 milhões. Curiosamente, a nova Fonte Nova - estádio em Salvador -, que será construída no lugar onde estava a velha, custará R$ 580 milhões. Gozado também que é a mesma empreiteira que vai fazer os dois. Mais gozado ainda é que a reforma do Maracanã está orçada em R$ 1 bilhão, pela mesma empreiteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estamos fazendo estádio novo em Cuiabá (MT), onde não tem um time importante no futebol brasileiro. Mas Florianópolis está fora da Copa. Vamos ter estádio em Brasília, onde não tem tradição em futebol profissional. Teremos um Manaus, onde também não tem futebol profissional. Estádios para três ou quatro jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Morumbi não é um estádio ideal? Não, não é. Mas não estamos em condições de brigar por estádio ideal. Temos que brigar pelo ideal nas estradas, nos aeroportos, na rede hospitalar, rede hoteleira. Podemos fazer uma Copa do Mundo no Brasil, mas a Copa do Mundo do Brasil, não da Alemanha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-3131521116094963338?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/3131521116094963338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=3131521116094963338&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3131521116094963338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3131521116094963338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2010/10/juca-kfouri-manda-as-bombas.html' title='Juca Kfouri em Blumenau'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/TKpSh-fdehI/AAAAAAAAAis/VVy3inuQBNI/s72-c/001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-1246301419593667618</id><published>2010-09-25T20:54:00.003-03:00</published><updated>2011-09-15T22:32:22.304-03:00</updated><title type='text'>Garoto sem rumo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-R285qdV6log/TnKnGN9v7QI/AAAAAAAAApg/pbIJEQ735kw/s1600/PQAAAPryXnZb36LR1-8lY7wji-MW_cOMpo8XlfIuUI0MGeWwWbNDwPfC0vwz_3etP8I17CX1rL-c5zmgCS5KPqLuEu8Am1T1UK5_y6ufP76P590nKy7Ni3oJPY3y.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-R285qdV6log/TnKnGN9v7QI/AAAAAAAAApg/pbIJEQ735kw/s320/PQAAAPryXnZb36LR1-8lY7wji-MW_cOMpo8XlfIuUI0MGeWwWbNDwPfC0vwz_3etP8I17CX1rL-c5zmgCS5KPqLuEu8Am1T1UK5_y6ufP76P590nKy7Ni3oJPY3y.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Vi meu avô perder o rumo da mente porque perdeu o objetivo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dos 70, sedentário, restrito a cobrar aluguéis e tomar chimarrão, arrumou uma festa destas de família com o mesmo sobrenome para organizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolveu-se naquilo por dois anos. Enviou convites, telefonou, contratou bifê, banda, som, escolheu o local da festa, a decoração, a carne, reuniu os filhos e os netos, as noras. Deu tudo certo. Quase 400 pessoas de todo Brasil com o sobrenome Haas almoçaram juntas num baita domingo de sol. Talvez tenha sido o dia mais feliz da vida do meu avô. Impossível esquecer o sorriso dele caminhando no meio da festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que no outro dia ele não conseguia mais registrar sua assinatura num simples pedaço de papel. Seu raciocínio era tão lento que o impedia de terminar as frases. Sua mente estava perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início achei que era stress, ressaca. Depois percebi que ele tinha perdido o sentido. Não havia mais rumo para a sua vida. Teria que voltar para a rotina de aluguéis, TV, chimarrão. Era pouco para mantê-lo plenamente vivo, feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua saúde, antes, já não era a de um atleta. Mas dali pra diante, foi minguando. Sua fala, sua memória, sua barriga grande e exuberante, seus movimentos, jamais foram os mesmos. Até que um dia ele despediu-se, no hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dói contar esta história e observá-la com certa frieza. Jamais fui um verdadeiro parceiro pra ele. Não porque eu não quisesse, ou ele não quisesse.  Gostaríamos. E adorávamos quando estávamos juntos. Chimarrão ao lado dele sempre foi prazeroso. Mas estivemos distantes por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, ele deixou esta história como ensinamento. Ela serve para mostrar que uma vida sem objetivo se acaba. Vida. Qualquer coisa que possa morrer, se não tiver algo para perseguir, passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então comecei a pensar nos meus objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciei pelos já alcançados. Fui um boleiro de rua bem sucedido. Ainda sou. Fui bicicleteiro. Até cavaleiro e baterista já fui. Saí duma cidade de interior para ser o primeiro da turma a fazer intercâmbio no exterior, a ter um emprego pós facul, a morar solito longe dos velhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabada a faculdade, queria trabalhar com esporte. Acabei num jornal diário, escrevendo só sobre esporte. Queria fazer este jornal se vender pela editoria de esporte. Está feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois vieram alguns fracassos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava em casar com uma bióloga linda, com quem vivi ao longo de nove anos. Não rolou. E quando errei o alvo, me vi sem foco, talvez pela primeira vez na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até entender que errar o gol faz parte do jogo levou um tempo. Nesse período perdi a taça do campeonato de vista. Ela nem me interessava mais. Assim, perdi a faixa de capitão e acabei no banco de reservas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é hora da remuntada, como diriam os espanhóis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-1246301419593667618?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/1246301419593667618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=1246301419593667618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/1246301419593667618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/1246301419593667618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2010/09/garoto-sem-rumo.html' title='Garoto sem rumo'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-R285qdV6log/TnKnGN9v7QI/AAAAAAAAApg/pbIJEQ735kw/s72-c/PQAAAPryXnZb36LR1-8lY7wji-MW_cOMpo8XlfIuUI0MGeWwWbNDwPfC0vwz_3etP8I17CX1rL-c5zmgCS5KPqLuEu8Am1T1UK5_y6ufP76P590nKy7Ni3oJPY3y.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-426394357230426488</id><published>2010-07-14T00:02:00.004-03:00</published><updated>2010-07-14T00:19:32.129-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa SC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agressão'/><title type='text'>A estupidez gravada na memória</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  border-collapse: collapse; font-family:arial, sans-serif;font-size:13px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Dia 10 de julho presenciei uma das maiores barbaridades que já vi diante das minhas ventas. Saí intacto, mas o amigo e narrador Rodrigo dos Santos, não. Sangrou pelo nariz e pela boca após ser agredido por um funcionário da Federação Catarinense de Futebol durante a transmissão do tricampeonato da Copa Santa Catarina, conquistado pelo Brusque FC, diante do Joinville, na Arena da Manchester Catarinense. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Abaixo está o que publiquei no Jornal Município Dia a Dia, de Brusque, na edição da segunda-feira, 12 de julho. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A agressão do filho do presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Mário de Pádua Peixoto Neto, 39 anos, ao narrador da Radio Cidade e colunista do Jornal Município (de Brusque/SC), Rodrigo dos Santos, 31 anos, já repercutiu em sites, jornais, rádios e televisões de todo Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Escrevo para relatar o que vi, pois estava dentro da cabine onde Rodrigo foi agredido, no momento da estupidez. Além de nós dois, estava Paulo Sérgio "Xirú", comentarista da Rádio Cidade. E se não estivéssemos em três, talvez o "Delfinzinho" - como é conhecido o filho de Delfim de Pádua Peixoto Filho, o presidente da FCF - tivesse conseguido efetuar com êxito esta tentativa de homicídio contra Rodrigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quando percebi, Delfinzinho, vestindo um casaco da CBF, já estava dentro da cabine de imprensa número 6 da Arena Joinville, onde a Rádio Cidade de Brusque fazia a transmissão do jogo Brusque 1x1 Joinville, e eu escrevia sobre a partida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Era dia 10 de julho de 2010. O jogo tinha acabado há poucos minutos, os microfones estavam ligados e a brutalidade do filho do presidente foi transmitida ao vivo. Resguardado por quatro "guarda-costas", Delfinzinho entrou socando o narrador Rodrigo dos Santos. Eu, Paulo Sérgio "Xirú" e Rodrigo estávamos de costas para a porta da cabine, olhando para o campo, onde a festa do tri do Bruscão começava. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Vi o Delfinzinho derrubar o Rodrigo da cadeira com um soco. Caído, o narrador não teve chance de se defender dos chutes que recebeu no estômago e no rosto. Eu e Xirú, atônitos, levantamos para defender o colega e amigo. Pedimos, aos gritos, que parassem, e tentamos segurar os agressores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Dois guarda-costas cuidavam da porta e outros dois distribuíam cadeiradas em mim e no Xirú. A atitude durou intermináveis segundos, até que conseguimos tirar os cinco intrusos da cabine. Não consigo explicar como os espantamos para fora. Também não tenho explicação para a fuga deles, para o fato de a Polícia não tê-los prendido já no estádio, em flagrante. Os cinco simplesmente sumiram. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Rodrigo foi atendido pelos Bombeiros, passou três horas no hospital da Unimed em Joinville, tirou raio-x do rosto e constatou que não havia fratura.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A imprensa, a diretoria do Brusque e diversas pessoas prestaram solidariedade. Todos sabem que Rodrigo é um amante do futebol. Trabalha dia e noite pra saber e trazer as notícias do esporte a seus leitores, ouvintes, telespectadores. Tem muito conhecimento do que fala, tem uma credibilidade imensa, busca a informação e passa adiante. Sabe dos bastidores, e sabe que lidar com Delfim e companhia é muito perigoso. Mas nunca se acovardou por isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Estranho é que a diretoria joinvilense não prestou nenhuma solidariedade. Sequer a pergunta "está tudo bem?" partiu dos senhores do JEC quando eles nos observavam sair do estádio às luzes apagadas. Delfim, o pai, disse no microfone da Radio Cidade que "nada tem a ver com isso". No mínimo, deveria ter educado melhor seu filho que, aliás, esteve preso até 2008 por tráfico de drogas e porte ilegal de arma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Voltamos a Brusque de madrugada, escoltados pela Polícia de Itajaí, que foi nos encontrar no meio do caminho. A cena da atitude ridícula de Delfinzinho invadindo a sala e distribuindo socos e chutes jamais sairá da memória. Só espero que o fato sirva pra mudar o panorama do futebol em Santa Catarina. Pessoas assim não podem fazer parte da cúpula que controla o esporte mais importante do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;----------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Três dias depois o caso ainda repercute. ADI, Adjori, Acesc, a própria FCF, Comuniqui-se, Jornais de toda SC, entre outros órgãos se manifestaram contra a agressão. O próprio Delfinzinho, em entrevista a Ric-Record, admitiu que subiu até a cabine e envolveu-se em confusão com o narrador. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-426394357230426488?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/426394357230426488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=426394357230426488&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/426394357230426488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/426394357230426488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2010/07/estupidez-gravada-na-memoria.html' title='A estupidez gravada na memória'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-7117031879522326078</id><published>2010-03-09T23:48:00.003-03:00</published><updated>2010-03-09T23:53:00.979-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dunga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='perestroika'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entrevistas'/><title type='text'>Papinho com Dunga</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S5cI_6x9tHI/AAAAAAAAAe0/KojVhknRXVU/s1600-h/Dungas+012.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S5cI_6x9tHI/AAAAAAAAAe0/KojVhknRXVU/s400/Dungas+012.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446832168531506290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(51, 51, 51); line-height: 20px; font-size:13px;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Aí está: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;escrevi abaixo os principais trechos do que anotei na “aula” do dia 27 de outubro, quando tive este encontro com o professor Dunga em Porto Alegre, numa das aulas do curso Kick Off 2, da Perestroika.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O chamado para a Seleção&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Dunga contou detalhes do momento em que foi chamado para treinar a Seleção Brasileira. Disse que não imagina tal convite, achou que, quando o assessor de Ricardo Teixeira lhe telefonou, era para convidá-lo para algum cargo dentro da CBF, não para ser “O” treinador. “Estava jantando com minha família em Porto Alegre. O assessor do presidente me ligou e disse que o Ricardo queria fazer uma reunião comigo. Pediu segredo e avisou que era pra semana seguinte. Desliguei e brinquei com meu filho: ‘vou ser treinador da Seleção’. Rimos e uma semana depois fui ao Rio de Janeiro encontrar o Ricardo. Chegando lá, a primeira coisa que ele me disse: ‘Dunga, pela primeira vez desde que sou presidente da CBF um segredo durou sete dias’. Foi uma atitude normal, mas que me deu moral com o presidente. Fechamos e no outro dia saiu a notícia. Meu filho estava na Bahia. Viu o jornal e me ligou cobrando: ‘pô, pai! Por que tu não me disse nada?’”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Dunga ainda admitiu: “fui escolhido pela minha maneira de ser, não porque era treinador”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Escalação da Copa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Dunga não deu a escalação com todas as letras, mas pelo que vazou tem os 11 escalados para começar a Copa. Julio César, Maicon, Lúcio, Juan e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Mello, Elano e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Elano, ou Ramires, ou Daniel Alves, são, definitivamente, peças fundamentais no esquema que gosta o professor Dunga. Ele diz que estes jogadores são os homens ideais para a 3ª função do meio-campo. Marcam e armam, além de terem bom chute de fora da área e, nos casos de Elano e Daniel, serem os homens da bola parada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Outras preocupações com a Seleção&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Além de passar os dias assistindo jogos ao vivo ou gravados, convocar, escalar e treinar o selecionado brasileiro, Dunga revelou ter que se preocupar com diversos fatores extra-campo, como a altura do gramado onde a Seleção vai mandar os jogos e com o hino. “Nosso time é rápido, gosta de jogar em velocidade. Pra isso a grama tem que ser baixa. Aí eu peço pra cortar e os caras dizem que não porque na TV vão aparecer as falhas. Não estou preocupado com o que vai aparecer na TV. Quero ganhar o jogo”, disse.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sobre o hino, Dunga reclamou: “preparo os jogadores para entrarem fervendo, com sangue nos olhos. Aí colocam um artista pra executar o hino nacional numa versão toda melódica. Artisticamente é muito bonito, mas não serve pro jogo. O hino tem que ser tocado por uma banda militar, com toda força que ele merece”, opinou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Táticas de Dunga&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O que ele mais pede é que todos estejam focados na Seleção. Tem que DESEJAR estar lá para estar de fato. Depois, Dunga os põe para jogar. Esta, assim como a pergunta sobre Adriano, tive a oportunidade de fazer para o treinador da Seleção Brasileira. Pedi pra que se levantasse e explicasse no quadro como joga a sua Seleção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Eu gosto de duas linhas de quatro e dois atacantes, que é como jogador brasileiro sabe jogar. Este é meu SISTEMA de jogo preferido. A TÁTICA varia de acordo com o jogo. Se sei que o adversário tem um lado mais fraco, vou tentar armar algo por ali”, explicou Dunga. Simples, assim, sem muitas idéias mirabolantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Robinho e Kaká&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Robinho vem sendo contestado, mas Dunga sequer cogita deixá-lo fora da Copa 2010. “O Robinho sempre me deu a resposta. Quando não foi decisivo individualmente, foi importante taticamente”, disse Dunga. “Ele e o Kaká têm total liberdade dentro do jogo para trocarem de posição. O Robinho, assim como Kaká, joga de meia, segundo atacante e centroavante. Jogador brasileiro tem muito disso. Faz a sua e tem noção de como se faz as outras posições. São muito mais versáteis que os europeus”, analisou Dunga.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ronaldinho Gaúcho &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por que Ronaldinho Gaúcho não consegue jogar mais o futebol que lhe consagrou? Professor Dunga também tem a sua teoria: “o Ronaldinho perdeu a alegria das coisas simples. Hoje ele não pode ir ao restaurante, não consegue ir shopping sem ser rodeado de gente. E isso afeta ele dentro de campo. Se tu não estás bem fora de campo, dentro de campo não vais estar também”, comentou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Adriano&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Cheguei e conversei com Adriano, pedi pra ele maneirar. Se vai pra festa, vai devagar, não vai todo dia, se comporta. Não toma cinco cervejas, toma duas. Não pega 10 menininhas, pega cinco. Não estou pedindo pra parar – não seria louco de fazer isso – só estou pedindo pra se controlar. E outra: na Seleção, ele é o cara que tenho que tirar do treino, se não fica até de noite”, confidenciou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Começo suado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Uma namorada ou dois sanduíches&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quando começou no Internacional, aos 14 anos, Dunga cultivava o hábito de treinar ao meio-dia, com um saco sobre o corpo, que era pra aumentar a dificuldade e o suador. “Nos finais de semana, o Inter nos dava dois sanduíches pra passarmos sábado e domingo. Os guris mais abonados iam pra casa. E nós ficávamos. Ficava e roubava a comida deles de dentro dos armários. Virava armário, fazia furo atrás. Limpava. Tinha uma época também que a gente jogava na várzea pra fazer uma grana. Depois, tinha a tática de arrumar uma namorada. Aí, no domingo, ia almoçar na casa dela e levava mais uns quatro jogadores juntos. Assim fomos nos virando”, contou Dunga em meio a risos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Na balada com roupa consignada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O professor também aprontou umas boas. Quando ainda não tinha dinheiro para comprar roupas novas para freqüentar as festas em Porto Alegre, ia nas lojas, pegava roupa em consignação, usava na noite, depois devolvia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Pênalti de 94&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Dunga foi o quarto cobrador na sequência de batedores brasileiros na final dos pênaltis em 94, contra a Italia. Não era batedor oficial do time e não sabia que seria relacionado por Parreira para as cobranças. Caminhando em sua direção, Parreira chamou: “meu capitão”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Gelei na hora. Mas aquele pênalti é o resumo da minha vida. Em 90, quando perdemos, a Era Dunga, tudo aquilo veio na minha cabeça. Numa noite depois de 90, tomando cerveja com meu pai, disse pra ele que precisa de mais uma chance. Uma só. E então veio aquele pênalti em 94. Era o momento de reverter a minha história. Saí do meio de campo, fui caminhando e rezando tanto que estou pagando promessa até hoje. Estava 100% concentrado, não escutava nada. Se não ganhássemos aquela Copa, acho que eu não voltava para o Brasil”, contou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-7117031879522326078?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/7117031879522326078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=7117031879522326078&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/7117031879522326078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/7117031879522326078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2010/03/papinho-com-dunga.html' title='Papinho com Dunga'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S5cI_6x9tHI/AAAAAAAAAe0/KojVhknRXVU/s72-c/Dungas+012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-2708957585985713102</id><published>2009-08-21T13:59:00.003-03:00</published><updated>2009-08-21T16:37:02.625-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bruscão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Matérias publicadas no Município Dia a Dia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brusque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gilmar Gasparoni'/><title type='text'>Suca sem retranca</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/So7S_B5Ne3I/AAAAAAAAAYA/gOV8Vx7atfU/s1600-h/Suca+003.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/So7S_B5Ne3I/AAAAAAAAAYA/gOV8Vx7atfU/s400/Suca+003.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372463385781566322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;div style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 3px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; width: auto; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; text-align: left; "&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;Esta entrevista foi publicada hoje no Jornal Município Dia a Dia de Brusque. Suca é Gilmar da Luz Gasparoni, natural de Bagé/RS, nascido em 6 de maio de 1960. Teve 21 anos de carreira como jogador e já completou 12 anos como treinador. Treina o Brusque Futebol Clube desde de junho de 2008.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;------------------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Certo dia, numa conversa sem microfone, sem gravador, "mateando" nas dependências do Augusto Bauer, perguntei pro Suca se ele ficaria em Brusque caso o Bruscão fosse eliminado da Série D. Faltava ainda jogar em Porto Alegre, contra o Zequinha, pela rodada derradeira da primeira fase do campeonato. A resposta veio num tom de conformismo, sombreada por decepção:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;- Acho meio difícil - respondeu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Naquele dia aproveitei e sugeri que, caso fosse embora, não o fizesse sem antes dar uma entrevista de despedida ao Jornal Município Dia a Dia, onde poderíamos conversar sobre os assuntos vividos pelo treinador no Berço da Fiação Catarinense durante os 14 meses à frente do Brusque Futebol Clube.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;O mundo girou e Suca acabou renovando o contrato para mais uma competição. Aceitou a proposta da direção e vai ser o treinador do time em busca da terceira taça da Copa Santa Catarina, que começa dia 18 de outubro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Homem de palavra que é, Suca não correu da entrevista mesmo continuando no cargo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Na sexta-feira, dia 14 de agosto, visitou o Jornal acompanhado de sua filha. Cara a cara, o treinador não se omitiu, não se esquivou, não escondeu o jogo. Enfrentou as perguntas, explicou porque o Valdo não chuta, porque o Bitencourt não sai do time, revelou qual o outro jogador que estava na balada com Felipe Oliveira, falou da época que atuava dentro das quatro linhas e peleou em duas Libertadores, da falta que a família faz após um resultado adverso, da dificuldade que teve com o elenco da Série D, sobre propostas para sair. Enfim, o "professor" saiu da retranca e mandou ver. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Após três títulos (Divisão Especial, Copa SC e Recopa Sul-Brasileira - todos em 2008) e dois campeonatos (Catarinão 2009 e Série D) em que o time ficou abaixo da expectativa, não era muito arriscado renovar o contrato? A pressão não será bem maior agora?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca: &lt;/b&gt;A pressão existe no começo de qualquer trabalho. Por menor que seja a capacidade de investimento que um clube tenha, ele sempre vai querer o máximo de ti. Se for no Navegantes, no Timbó, não tem diferença, a pressão vai existir. Encaro isso normalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Ano passado foi um ano de glórias, mas no Catarinão e agora, na Série D, o time não alcançou os objetivos. Qual é a explicação?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; No Catarinense esbarramos justamente no aspecto de investimento. O clube não tinha naquele momento a condição de fazer investimento maior. Tanto é que no primeiro turno, quanto tivemos condições de contar com todos os atletas, fizemos uma campanha boa, ficamos a três pontos do líder. E no segundo turno tivemos desgastes, suspensões, e aí a equipe teve um decréscimo. Poderia ter sido melhor se tivessemos a condição de fazer um grupo bem mais parelho nas questões de experiência, qualidade técnica, e se tivéssemos maior quantidade de jogadores. Em diversos momentos tivemos que recorrer a jogadores inexperientes para a ocasião. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;E futebol tem duas coisas: estrutura e planejamento. Se não tiver isso, pode até acontecer, mas é difícil. Durante a Série D, por exemplo, faltou campo, faltou bola pra treinar. Fomos ter a bola do campeonato três dias antes da estreia. Só que não tínhamos o que fazer quanto a isso. Ligamos na Federação e eles não tinham. Ligamos na Nike e ela só poderia fornecer 15 dias depois do pedido. Ligamos para o Marcílio, pra pedir emprestado, não tinha. E cada bola custava R$ 420. Então o Avaí emprestou três bolas três dias antes do jogo. E depois fomos juntando a cada jogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: E a Federação Catarinense de Futebol não poderia ajudar?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Isso é outra situação complicada. A Federação poderia ajudar mais os clubes do interior. Sabemos que em outros estados é diferente. No Rio Grande do Sul, por exemplo, os clubes do interior não pagam bola, não pagam taxa de arbitragem, principalmente segundo semestre, sem falar que às vezes a Federação patrocina os clubes. E aqui se paga tudo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Fora o planejamento, quanto da desclassificação é creditada a ti?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; O que me deixa triste é que quando se perde um jogo, a culpa é do treinador. E quando se ganha, ganha o grupo. Quando ganhamos do Jaraguá (ano passado) ou do Figueirense (neste ano), que foram jogos vencidos principalmente pelo aspecto tático, nunca me coloquei como o "causador" do resultado. E agora, principalmente no empate com o Corinthians-PR, foi creditado a mim toda culpa. Mas eu não faço gol, eu treino para que os jogadores façam. Eu não sou jogador que vou lá e defendo a bola, treino para que façam isso. Não estou me eximindo da culpa, mas não podemos ficar achando um culpado quando se trabalha em grupo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Mas esta é uma visão geral da imprensa futebolística brasileira. E até do cidadão brasileiro...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Por isso procuro não me envolver em noticiário. Claro que sempre ficamos sabendo dos comentários daqui e dali, mas tento não ler jornal, não ouvir rádio. Por mais experiência, por mais tranquilidade que tu tenhas, tu não gostas de ouvir ou ler uma notícia de que tu foste o causador de uma situação negativa. Convivo com naturalidade, não deixo a situação abalar. Aprendi que o elogio não me faz me achar o melhor do mundo e a crítica não me torna um derrotado. Tudo faz parte. E tem mais: uma pessoa quando comenta tem que estar fundamentada. Ou pelo acompanhamento dos treinamentos, o que é fundamental, ou se a pessoa tem um profundo conhecimento do que está fazendo. Nem todos tem isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: E além da imprensa tem o torcedor, como aqueles que ficam atrás da casamata te mandando "elogios". Como tu trabalhas com isso?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Eu converso. Poucas foram as vezes em que me desentendi com um ou outro. Normalmente dou atenção. Nem sei se é certo ou errado, mas não tem como não dar atenção ao cara que está ali sofrendo tanto quanto a gente. Às vezes até sai alguma coisa que eles não gostam, o que é natural, um palavrão, e às vezes nem é direcionado àquela pessoa. Mas o torcedor do Brusque sempre fez as cobranças normais que um torcedor faz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Antes da renovação, vazou que o Metropolitano tinha interesse em tua contratação. Chegaste a negociar?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Não. Eu não conversei com ninguém do Metropolitano. Soube, depois que voltei do sul, que havia sido comentado. Mas não teve nenhuma proposta. Se me ligaram, não atendi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: E as propostas do Oriente Médio?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Isso esfriou um pouco, mas teve sondagem. Geralmente, aquelas propostas são feitas no mês de junho. É nessa época que os empresários montam uma comissão técnica pra se apresentarem em julho. Eu até conversei com algumas pessoas, mas nada de concreto. Tinha uma possibilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Quando ocorreu a proposta?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca: &lt;/b&gt;Uma das últimas conversas foi recente, para ir para a Arábia, já estávamos jogando a Série D. Durante o Catarinense também, após fazer aquele bom primeiro turno, fomos procurados e tivemos uma situação bem encaminhada para ir para os Emirados Árabes. O empresário chegou a vir a Brusque. Depois, quando enfrentamos o Avaí em Florianópolis, ele foi ao hotel, na sequência foi a Criciúma ver nosso jogo, mas depois do Catarinense não fizemos mais contato. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: E isso não atrapalha no rendimento? Não desvia o foco?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca: &lt;/b&gt;Não, não mexe. Aprendi a ser um cara muito frio nestas situações. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: E agora não há mais possibilidade de sair?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Agora é difícil. Se tiver que dar alguma coisa será lá por novembro, porque o campeonato deles começou neste mês, para em setembro e depois volta. Mas eu não me empolgo muito com isso. Vivo o dia a dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Mudando o foco. Agora vem a Copinha e a montagem de um time novo. Por onde começa esta montagem. Quem tu pediste pra direção segurar dos que jogaram a Série D?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Daquele time que entrou como titular no último jogo, gostaria que ficassem todos (Vanderlei, Nequinha, Marcelo, Thiago, Pereira, Xipote, André Luís, Claudemir, Bitencourt, Paulinho e Valdo). Mas tem que ver seus contratos e as possibilidades de renovação (Nequinha e Claudemir voltarão para seus clubes, Metropolitano e JEC), se eles têm vontade de continuar. E temos alguns nomes para ir atrás. Primeiro temos que recuperar aquele perfil aguerrido de atleta. Não é querer achar culpado, mas na Série D perdemos muito daquele espírito pegador que tínhamos antes. Este não era um grupo aguerrido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Como assim?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Tentávamos motivar os atletas durante a semana, antes do jogo, depois do jogo, mas sentíamos que quatro ou cinco davam resposta e o resto não reagia. Só que isso é uma característica de atleta, de perfil de jogador, não é que seja errado, mas não é o jeito que trabalhamos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Quem mais deve vir?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Ainda não dá para dizer. Mas uma coisa é certa: quero puxar o Daniel pro profissional. Ele é do juvenil, um meia, terceiro homem. O guri joga. Tem um problema de audição, mas joga muito. Eu mesmo já joguei com atleta que era mudo e surdo. Eles melhoram os outros sentidos, percebem o adversário chegando e no fim acabam virando exemplo de superação dentro do grupo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;E depois vamos ver se achamos um atacante, um artilheiro. Queira ou não, temos que buscar este jogador. Tivemos seis atacantes que fizeram nove gols em um ano e pouco. Criávamos e não fazíamos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Valdo pode ser este artilheiro?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Pode ser, vem melhorando muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Mas ele não chuta...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Mas nós treinamos bastante. O Hugo é um cara que cobra e trabalha bastante a finalização do Valdo. Talvez, o Valdo, até pela idade, sempre tenta abrir espaço pra fazer o mais fácil. E atacante geralmente surpreende quando ele está num lance impossível e acaba finalizando, nem que seja de bico. Ele, talvez, fica com um negócio na cabeça que se errar, vão pegar no pé. Mas nós somos os que mais incentivamos o Valdo a finalizar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: E o Bitencourt, ele é teu titular absoluto. Qual é a importância dele na equipe?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Hoje é difícil tu teres um jogador com as características do Bitencourt: potência na finalização, chute de fora da área, bola parada, coisas que o futebol exige. Os espaços estão curtos e a bola parada decide. Sabemos que ele não fez um Catarinense do nível da Especial, mas, na balança, ele teve mais atuações boas que ruins. E outra, levo muito em consideração a aplicação dele. Apesar de ser quase um terceiro atacante, vem ajudar na marcação de um lateral, de um meia adversário. Ele é extremamente importante. Lógico que não é insubstituível. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Contra o Corinthians ele foi "banco". Era um puxão de orelha?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Não. Lá eu queria mais marcação. Mas às vezes isto serve também pra fazer o atleta pensar, se concentrar mais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Mas quando é preciso, assim como no caso do Felipe Oliveira, tu cortas.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Eu acho que o atleta tem que ter uma vida de atleta. Claro, há momentos de descontração e eu não proíbo. Só acho que aquela condição fora não pode interferir dentro de campo. Como atleta, tu és obrigado a abrir mão de algumas situações. Às vezes, terá que negar uma festa, um jantar. Atleta requer esforço físico. E pra ter isso, tem que ter energia armazenada, uma boa noite de sono, alimentação regulada. Se tu fores pra festa, no outro dia vais treinar mal, não vais ter aproveitamento satisfatório e isso vai refletir no jogo. Depois do jogo com o São José, na estreia, eu expliquei pra eles que teríamos que ter um comportamento de entrega muito maior em Curitiba, na próxima rodada. Daí, pra minha surpresa, de quinta pra sexta eu vi os dois atletas saído pra festa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Eram dois? Quem era o outro?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; O outro era o Gil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Mas só o Felipe Oliveira foi dispensado.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Chegou-se a uma conclusão de que, como não conhecíamos os antecedentes do Gil, e o Felipe já tinha passado por situações semelhantes, o Gil teria mais uma chance. Decidiu-se dar uma multa pra ele e dispensar o Felipe. Se tivéssemos como trazer outro pro lugar do Gil, minha opinião é que deveríamos ter dispensado os dois. Mas foi uma luta grande pra trazer ele. Por isso, achou-se que deveria dar uma nova oportunidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Saindo um pouco do gramado. Faz tempo que tu moras longe da família. Isso não atrapalha o psicológico?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; A gente vai se adaptando. Mas têm momentos, como após aquele jogo contra o Corinthians-PR aqui, que o que eu mais queria era estar junto da minha família. Uma conversa mais franca, um ombro pra encostar, ter os filhos por perto. Por isso, dentro do possível, vou ao Rio Grande, ou eles vêm. Só que não é fácil. O torcedor não tem nem o porque de se envolver, ou saber sobre isso. Mas somos como os outros, sentimos falta de carinho, da conversa, daquelas coisas de família. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Ainda não dá pra trazer a família?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Ainda não porque o futebol é muito inseguro. Ainda mais na situação de técnico de time do interior. Na maioria das vezes não temos nem contrato, é tudo na base da palavra. Eu converso com o presidente, ele me dá a garantia que serei técnico, acertamos uma quantia "x" por mês e eu tenho que me apagar aos resultados. Esta é minha garantia. E por isso eu vivo muito o clube. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Recentemente teve um caso de desconfiança, quando surgiu um comentário de que tu trabalhavas pouco. Tem força contrária dentro do clube? Tem gente querendo te derrubar?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Uma coisa é certo: tu só és consenso no início, pode ter certeza. Mas não é comigo, é com qualquer treinador. É uma situação normal. E se os resultados forem bons, a força contrária diminui muito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Vamos voltar no tempo, a época que era jogador. Foram quantos anos de carreira?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca: &lt;/b&gt;Joguei 21 anos como profissional. Comecei no Grêmio Bagé e tive algumas passagens interessantes, como o Palmeiras, Botafogo, Juventude, Coritiba, Pinheiros (hoje Paraná Clube), Cerro Porteño...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Jogou no Cerro?!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Sim, joguei duas Libertadores, uma pelo Cerro e outra pelo Coritiba. As duas como titular. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: E Libertadores é mesmo diferente?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Muito diferente. E eu peguei altitude. Joguei em La Paz, contra o Bolívar. O negócio é pegado. Joguei todo jogo, mas senti. Se tu corres dez metros, tua perna incha. É como se subisse uma escadaria de 90 degraus. Quando tu chegas lá em cima, a perna treme e a sensação pra respirar é como se alguém tampasse tua boca e teu nariz. Isso que nós mastigávamos folha de coca, que até no vestiário tinha de monte. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: E na década de 80 a Libertadores era mais pegada ainda...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca: &lt;/b&gt;Era. A Libertadores é uma guerra. Tu vais correndo e daqui a pouco tomas uma cotovelada, um soco. Cai e levanta. Não dá nem pra reclamar. Mas de repente tu passa e devolve. Era complicado naquela época.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Tu eras o único brasileiro no Cerro?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Não, o Tarciso, que jogou no Grêmio tava lá também. E depois veio o Éder Aleixo, também ex-Grêmio e Seleção. Esse cara batia na bola como poucos. Pra ti teres um ideia, cobrava falta de chaleira nos treinos, só pra brincar. E de cada 5, fazia 3.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: Este foi o ponto alto da tua carreira de atleta?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Acho que o ponto alto foi quando eu tava no Juventude e fui chamado para a Seleção Olímpica, pra ir a Los Angeles, em 84. Fiquei 41 dias convocado, joguei amistoso, mas depois a CBF optou em levar o time do Inter e eu saí. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;MDD: E encerrou a carreira de jogador aonde?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Suca:&lt;/b&gt; Passei pelo Pelotas, pelo BEC (Blumenau), e encerrei no Guarany de Bagé, em 1996. Em janeiro de 1997 comecei a carreira de treinador, passando pelo Guarany, pelo Grêmio Bagé, pelo Avenida, pelo Pelotas (três vezes), São Gabriel, São Luiz, Brasil de Pelotas (quatro vezes) e Brusque. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-2708957585985713102?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/2708957585985713102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=2708957585985713102&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2708957585985713102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2708957585985713102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2009/08/suca-sem-retranca.html' title='Suca sem retranca'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/So7S_B5Ne3I/AAAAAAAAAYA/gOV8Vx7atfU/s72-c/Suca+003.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-3254168476065815593</id><published>2009-08-14T15:00:00.008-03:00</published><updated>2009-08-15T15:01:16.213-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Matérias publicadas no Município Dia a Dia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brusque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pelada'/><title type='text'>Xirupita Futebol Clube</title><content type='html'>&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Futebol de sorriso largo, com regras próprias criadas por craques mirins e adolescentes, sem juízes, sem laterais, sem frescuras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SoWoAqGPTqI/AAAAAAAAAXw/ZdxpiGWFGWc/s1600-h/Pelada+037.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369882859963109026" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SoWoAqGPTqI/AAAAAAAAAXw/ZdxpiGWFGWc/s400/Pelada+037.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É final de tarde e o sol começa a descer do outro lado da rodovia, amarelando o cenário. Estamos no Parque das Esculturas, em Brusque/SC, ao pé do Monte Serrat, campo propício para um futebolzinho depois duma extenuante aula de português (talvez matemática, escolha a sua "predileta"). O friozinho que chega junto da sombra que vai tomando conta do gramado afugenta a maioria das pessoas para dentro de suas casas, menos o Goleirão, o Cabeça de Abacaxi, o Mururuca e seus amigos, moradores das redondezas, crianças e adolescentes que se conheceram por causa da bola de Charles Ferreira, 14 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles é dono da gorduchinha, logo, tem sua vaga garantida em qualquer pelada. E, além do mais, mora de frente para o Parque das Esculturas. Quando ele viu o gramado sendo plantado lá, sua mente fértil começou a tramar batalhas históricas no campinho "particular".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorou a grama fechar, ele já batia uma bolinha com seu pai no meio das pedras brancas com dois, três metros de altura, talhadas por mãos e ferramentas de escultores que jamais imaginaram ver suas obras trabalhando como verdadeiros volantes de contenção na marcação dos peladeiros do Xirupita Futebol Clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nome que, na verdade, não existia até eu aparecer lá no campinho para ver e fotografar a pelada dos moleques. Mas, instigados, eles nomearam o "estádio" como Xirupita em homenagem ao sarcástico (como eles) programa Pânico na TV. Assim, tomei a liberdade e o time daquela quarta-feira, dia 12 de agosto, recebeu a mesma alcunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alex Nandi, 13 anos, serelepe incansável, conversava comigo e cutucava a bola de um lado para o outro naquele entardecer. Saiu mais cedo da aula e esperava com Charles os amigos largarem da escola para jogar. Cada um que passava pela rua ouvia seu nome gritado seguido da palavra "joga?!". E até eu fui convidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente vem Matheus Frena saltitante dentro de seu uniforme verde escolar, correndo loucamente em direção ao campo. Matheus, 7 anos, é o Goleirão. Mal passou de um metro de altura e já sofre na mãos do mais velhos, que o colocam no gol para terem as suas vidas facilitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achas que o Goleirão se intimida? Jamais. Ele caminha para a meta com orgulho, olhando todos por cima e, se seus companheiros chutam alto demais, reclama na hora, desferindo impropérios para um arqueiro daquele tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, como na pelada não há juiz, não há treinador, não há pai, não há patrão, (quase) tudo vale. A lateral do campo, por exemplo, só termina no no ribeirão de um lado, e na estrada, do outro. Linha de fundo há, afinal, passou das traves, acabou o campo. Falta? Bem, a falta tem que ser em consenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém dá uma entrada mais ríspida, ambos os times discutem: foi ou não foi? Quem gritar mais forte, ganha. Em casos extremos, uma opinião de fora (talvez um amigo mais velho, alguém passando na rua) pode ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o jogo vai rolando. Enquanto o trio Goleirão, Charles e Alex estavam apenas no aquecimento, outros chegavam. Entre eles, a meiga Rosalina do Nascimento Frener, 10 anos, cabelos loiros, cacheados e longos, presos por um rabicó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela também entra na jogada, assim como Mururuca, que na verdade chama Ânderson Sbardelato, 14 anos, e é famoso por inventar palavras estranhas, tal qual seu apelido. Vem também Alexandre Thomaz Furtado (fui roubado, brinca ele), 13 anos e Maicon Nandi, primo mais novo de Alex, além do irmão de Charles, o Mikael "Cabeça de Abacaxi" Ferreira, 7 anos e 50 centímetros mais alto que o Goleirão. Chegou, largou a mochila e a bicicleta num canto e entrou num dos times, sem cerimônia, sem plaquinha de substituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um gol e outro, pausa para tirar onda do colega, para executar a dancinha do siri, dar uma cambalhota ou para mandar um assobio para as moças que se exercitam apertadas em seus "colants" na beira da rodovia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aqui é todo dia assim. Dá essa hora, cinco e meia, e quem vai chegando da aula para pra jogar. Tem que ver no sábado, enche", diz Alex Nandi, calculando que aproximadamente 20 moleques se reúnem ali aos sábados à tarde. "Fizemos quatro times, joga 10 minutos ou até dois gols cada um e o resto reveza. Compramos umas "Cocas", rachamos e passamos o dia", tabela Charles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os times são formados na hora, por escolha após ferrenho "par ou ímpar". As equipes são, geralmente, equilibradas, que é pra dar jogo bonito. Não é preciso chuteira, nem tênis, e o uniforme, normalmente, é a camiseta que você já estava usando antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples assim. Correu, valeu!&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Texto e foto publicados na edição do Jornal Município Dia a Dia, de Brusque, em 14/08/2009&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-3254168476065815593?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/3254168476065815593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=3254168476065815593&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3254168476065815593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3254168476065815593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2009/08/xirupita-futebol-clube.html' title='Xirupita Futebol Clube'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SoWoAqGPTqI/AAAAAAAAAXw/ZdxpiGWFGWc/s72-c/Pelada+037.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-3828910223846440025</id><published>2009-05-27T18:34:00.005-03:00</published><updated>2009-05-28T10:38:09.440-03:00</updated><title type='text'>Esquecer. Como?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/Sh2zIl6qHGI/AAAAAAAAAS4/CFRqhAANUbM/s1600-h/renaux_1952.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340621693329742946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/Sh2zIl6qHGI/AAAAAAAAAS4/CFRqhAANUbM/s400/renaux_1952.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dia 25 de maio de 1952.&lt;/strong&gt; Trajes de gala desfilavam pela rua Lauro Müller e milhares de pessoas presenciavam a maior goleada já sofrida pelo Avaí Futebol Clube nos seus 85 anos de história. Antes e depois disso, ninguém jamais fez quantidade igual de gols na esquadra azurra e, dificilmente, alguém baterá a marca registrada daquele Clube Atlético Carlos Renaux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhe do confronto que acabou 10 a 1 para os donos da casa: &lt;strong&gt;o goleiro do Avaí era ninguém menos que o maior camisa 1 da história do time da capital: Adolfinho&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a data é tão constrangedora para avaianos que o próprio “goal keaper” faz questão de confundí-la. &lt;strong&gt;"Esse jogo não foi em 1947, não?"&lt;/strong&gt;, indaga, pra dizer na sequência: "lembro que o Meira (treinador do Avaí na época) foi me chamar em casa. Eu estava um tempo parado, mas ele insistiu para eu ir. Como não gosto de dizer não, fui. &lt;strong&gt;E fiz a maior besteira da minha vida&lt;/strong&gt;", recorda Adolfinho do alto de seus 84 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a data, o historiador Adalberto Jorge Klüser, 44 anos, garante que foi mesmo no dia 25 de maio de 1952. E salienta a força do Carlos Renaux daquele ano. “Este time era chamado de “Globotrotters” e tinha Petrusky, o único jogador a marcar seis gols em um único jogo contra o Avaí. Nenhum outro atleta conseguiu tal proeza nos 85 de história do Leão da Ilha”, destaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o livro “O Vovô do Futebol Catarinense”, de Eloy Koch e Antônio Heil, em 1952 o Carlos Renaux jogou 33 partidas. Nelas, fez 138 gols e sofreu 44. Obteve 27 vitórias, dois empates e apenas 2 derrotas, uma para o Flamengo/RJ por 3 a 0 e outra para o Chacaritas Juniors, da Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta a história que o Avaí jogava o campeonato estadual naquela época. Lá pelas tantas, teve uma partida (contra o Hercílio Luz) anulada e o Carlos Renaux aproveitou para convidar o time da capital para um amistoso em Brusque. O Avaí aceitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das poucas memórias vivas daquela época e diretamente ligada ao futebol é seu Érico Zendron, o autor da foto que ilustra esta página. &lt;strong&gt;"Lembro que subi no Expresso Brusquense (ônibus da época) para tirar a foto.&lt;/strong&gt; Foi uma goleada épica. O time deles era um timaço, mas o Renaux era melhor", acentua o ex-fotógrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Germano Schaefer, o seu Pilolo, também era jogador e, apesar do jornal “O Rebote”, datado de 31 de maio de 1952, colocar seu Pilolo como suplente da partida e como autor de um dos gols, ele afirma não ter participado do “match”. &lt;strong&gt;"Sei deste resultado. Lembro dos comentários, mas eu não joguei esta partida.&lt;/strong&gt; Tenho impressão de que estava viajando ou machucado", contesta o ex-jogador, prestes a completar 84 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu lugar, naturalmente estaria Valmor Mafra, colocado como titular na escalação. &lt;strong&gt;“Eu joguei pouco tempo no Carlos Renaux, mas o Pilolo era o titular&lt;/strong&gt;. Ele já era casado e quando não podia jogar, eu era o lateral”, recorda seu Valmor, hoje com 78 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além deles, os únicos do time brusquense que estão vivos, são Teixeirinha (que não respondeu ao nosso contato), Aderbal e Tesoura (atualmente residindo em Florianópolis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá se vão 57 anos daquela jornada única. 10 a 1, com seis gols de Petruscki, um de Pilolo, um de Joine, outro de Otávio e o desconto de Saul para o Avaí. Tempos distantes e memórias difusas. Fatos marcantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escalações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Renaux –&lt;/strong&gt; Mosimann, Afonsinho, (Irineu) e Ivo; Tesoura, Bolonini, Mafra (Pilolo), Petruscki, Otávio, Teixeirinha, Aderbal (Curreca) e Joine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Avaí –&lt;/strong&gt; Adolfinho, Beneval, Barbato (Bolão); Nenem, Jair, Minela, Didi, Nizeta, Bolão (Américo), Miltinho, Saul (Manára) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_______________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Texto publicado no Jornal Município Dia a Dia de 25 de maio de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-3828910223846440025?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/3828910223846440025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=3828910223846440025&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3828910223846440025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3828910223846440025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2009/05/esquecer-como.html' title='Esquecer. Como?'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/Sh2zIl6qHGI/AAAAAAAAAS4/CFRqhAANUbM/s72-c/renaux_1952.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-5741882465762981300</id><published>2008-12-13T13:43:00.004-02:00</published><updated>2008-12-31T11:53:29.868-02:00</updated><title type='text'>12ª vez</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SUPZzqO0MjI/AAAAAAAAAMM/utrmo10Pib0/s1600-h/copsa.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 277px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SUPZzqO0MjI/AAAAAAAAAMM/utrmo10Pib0/s400/copsa.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279302669741339186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Antes que morram de gastura, preciso me pronunciar. Não há muito de diferente para dizer. O balanço do Brasileirão está aí abaixo, no post mais recente (ou antigo?). &lt;strong&gt;Só que preciso assumir que errei no único palpite infundado&lt;/strong&gt;. Pra mim, como torcedor que sou, o Grêmio seria o campeão brasileiro em 2008. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o São Paulo ganhou mais dos outros do que o Grêmio, e por isso foi campeão sobre os outros. É a fórmula justa, temos que respeitá-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que venha a Libertadores, &lt;strong&gt;privilégio de poucos&lt;/strong&gt;, pela 12ª vez. &lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, ia esquecendo do ilustre mais comentado do ano. Depois de dizer que sairia, pediu R$ 300 mil e ficou, mas com 220. Só que se for pra pagar 220 mil pra ele, me paga "déizão" que faço o mesmo trabalho. &lt;strong&gt;Mas, sempre pode dar certo em se tratando do Imortal dos Pampas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-5741882465762981300?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/5741882465762981300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=5741882465762981300&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5741882465762981300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5741882465762981300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/12/13-vez.html' title='12ª vez'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SUPZzqO0MjI/AAAAAAAAAMM/utrmo10Pib0/s72-c/copsa.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-9173868782735929809</id><published>2008-11-18T21:04:00.002-02:00</published><updated>2008-11-18T21:07:41.682-02:00</updated><title type='text'>Enfim</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SSNKVhzFfnI/AAAAAAAAAME/5Km0uZ_k2ek/s1600-h/roth292.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 280px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SSNKVhzFfnI/AAAAAAAAAME/5Km0uZ_k2ek/s400/roth292.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270137722663960178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A peleja está de volta. E volta mais uma vez por causa dele, o mais comentado, aquele que fez comentaristas e torcedores trocarem de opinião a cada duas semanas, aquele que receberá de brinde seu maior título da carreira, de bandeja, entregue pela alma castelhana, pelos gritos de louvor vindos da arquibancada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta porque hoje, neste iluminado dia 18 de novembro, a notícia mais importante de 2009 vazou. Celso Roth confidenciou a amigos que não ficará no Grêmio no próximo ano, mesmo depois de ganhar o Brasileirão. Foi o tal Macedão, da RBS que publicou e eu não fiz força nenhuma pra duvidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda tem quem chame o Celso de burro. &lt;br /&gt;____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltando três rodadas podemos tirar a conclusão final deste campeonato. Uma coisa é certa. A fórmula não é a mais justa e por isso (também) não é a ideal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se o São Paulo for campeão, você dirá com certeza que ele é melhor que o Grêmio?&lt;/strong&gt; Como, se o Grêmio venceu os dois confrontos diretos contra o tricolor paulista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fórmula ideal e justa, seria aquela que obrigasse uma final, em jogos de ida e volta, entre o primeiro e segundo colocado da tabela. Um tira-teima com casa lotada nos dois estádios, &lt;strong&gt;dois domingos especiais em que o Brasil pararia para torcer ou secar&lt;/strong&gt;, renda para os clubes, emoção até o final garantida, festa na casa do campeão, e não numa noite de gala, no Rio de Janeiro, para meia-dúzia de baba-ovo e um punhado de jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fato comprovado, este referente ao Grêmio: quando Odone optou por Roth, eu falei pro meu tio Edinho (nem preciso dizer que ele é gremistaço): pode até dar certo, mas nós vamos nos incomodar.  &lt;strong&gt;De fato, nos estressamos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, sobre a sua atuação à beira do bramado, logo abaixo há um outro texto com o título “Reveja”. O maior mérito do ex-Bigodão foi manter o time na hora que ele encaixou no 3-5-2. Ele botou um gás na galera, fechou o grupo e mandou ver na frase: “em time que está ganhando não se mexe”. Feito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando teve que mexer, se perdeu e &lt;strong&gt;quase pôs a vaga pra Libertadores no lixo.&lt;/strong&gt; Ele provou que é um treinador limitado a armar uma boa defesa e um esquema de jogo. Se o adversário manjar ou der um nó-tático, já era, ele se perde e não consegue desatá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um palpite sem embasamento pra encerrar: O Grêmio vai sair campeão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-9173868782735929809?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/9173868782735929809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=9173868782735929809&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/9173868782735929809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/9173868782735929809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/11/enfim.html' title='Enfim'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SSNKVhzFfnI/AAAAAAAAAME/5Km0uZ_k2ek/s72-c/roth292.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-8485515521260509338</id><published>2008-10-17T15:32:00.002-03:00</published><updated>2008-10-17T15:44:46.989-03:00</updated><title type='text'>Bah chê</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SPjdFKn1UcI/AAAAAAAAAIo/Qx1Vd16Ix5c/s1600-h/papel01-800.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SPjdFKn1UcI/AAAAAAAAAIo/Qx1Vd16Ix5c/s400/papel01-800.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258195645775565250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com essa história de tomar chimarrão e coisaital, voltei um pouco às raizes da terra enxarcada pelo Uruguai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa, conheci um cara. Já tinham me apresentado (O 555 vivia tocando uma baita música dele no violão), mas eu não tinha me atinado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te liga na frase do homem: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Andam falando por aí, de boca em boca&lt;br /&gt;Que a nossa fibra e nossa garra esmoreceu&lt;br /&gt;Que andam pisando em nosso pala&lt;br /&gt;Quem consente é certamente porque a fibra já perdeu"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta é a música que o Elton sempre toca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Batendo água&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Meu poncho emponcha lonjuras batendo água&lt;br /&gt;E as águas que eu trago nele eram pra mim&lt;br /&gt;Asas de noite em meus ombros sobrando casa&lt;br /&gt;Longe "das casa" ombreada a barro e capim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tempo que eu não emalo meu poncho inteiro&lt;br /&gt;Nem abro as asas da noite pra um sol de abril&lt;br /&gt;Faz muitos dias que eu venho bancando o tino&lt;br /&gt;Das quatro patas do zaino pechando o frio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Troca um compasso de orelhas a cada pisada&lt;br /&gt;  No mesmo tranco da várzea que se encharcou&lt;br /&gt;  Topa nas abas sombreras, que em outros ventos&lt;br /&gt;  Guentaram as chuvas de agosto que Deus mandou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu zaino garrou da noite o céu escuro&lt;br /&gt;E tudo o que a noite escuta é seu clarim&lt;br /&gt;De patas batendo n'água depois da várzea&lt;br /&gt;Freio e rosetas de esporas no mesmo trim&lt;br /&gt;Falta distância de pago e sobra cavalo&lt;br /&gt;Na mesma ronda de campo que o céu deságua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tem um rumo de rancho pras quatro patas&lt;br /&gt;Bota seu mundo na estrada batendo água&lt;br /&gt;   Porque se a estrada me cobra, pago seu preço&lt;br /&gt;   E desabrigo o caminho pra o meu sustento&lt;br /&gt;  Mesmo que o mundo desabe num tempo feio&lt;br /&gt;Sei o que as asas do poncho trazem por dentro"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-8485515521260509338?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/8485515521260509338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=8485515521260509338&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/8485515521260509338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/8485515521260509338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/10/bah-ch.html' title='Bah chê'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SPjdFKn1UcI/AAAAAAAAAIo/Qx1Vd16Ix5c/s72-c/papel01-800.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-5995469956594365425</id><published>2008-10-04T14:48:00.002-03:00</published><updated>2008-10-04T14:56:42.058-03:00</updated><title type='text'>Mateando com a província</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SOeuT1-VLbI/AAAAAAAAAIg/6BJxo0xFS_Y/s1600-h/cometa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SOeuT1-VLbI/AAAAAAAAAIg/6BJxo0xFS_Y/s400/cometa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253359146280234418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Meu velho não me ensinou a ter time de futebol. Talvez nem tenha tido tempo pra isso. E, por uma destas coisas da vida, eu fui torcer justamente para o maior rival do time dele. (Ainda bem, é bom que se diga).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se ele não pôde me influenciar na escolha do time, me influenciou em várias outras coisas que fizeram de mim o cara que sou hoje. E, só pra não fazer injustiça (outra coisa que ele sempre me ensinou), vou lembrar que o velho Esporte Clube Cometa, do Estádio da Montanha, sempre foi nosso time em comum. Lá, eu e ele vestimos o preto, vermelho e branco. E gritamos como loucos pela vitória do Cometão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse papo todo é pra dizer que me preparo para esquentar uma água, fazer a cuia e esperar o jogo da retomada do Grêmião, o time que foi mais forte que a influência do meu pai sobre mim. Cuia, erva e bomba que ele, meu velho, me enviou pelo correio nesta semana pra que mais um de seus costumes continue sendo um dos meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se na semana passada eu sofri e reclamei, a minha felicidade é estar nas cabeças e a dele é vencer um clássico e comemorar o oitavo lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acélio Daudt disse um dia:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"O Grêmio é igual ao capim teimoso.&lt;br /&gt;Se a geada mata no inverno,&lt;br /&gt;Na primavera volta mais viçoso".&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-5995469956594365425?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/5995469956594365425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=5995469956594365425&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5995469956594365425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5995469956594365425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/10/mateando-com-provncia.html' title='Mateando com a província'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SOeuT1-VLbI/AAAAAAAAAIg/6BJxo0xFS_Y/s72-c/cometa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-2329595832462390479</id><published>2008-09-27T07:58:00.004-03:00</published><updated>2008-09-27T08:16:25.651-03:00</updated><title type='text'>Little joy</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SN4U4iLiFQI/AAAAAAAAAIY/2eYs8ZnGAog/s1600-h/amarante.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SN4U4iLiFQI/AAAAAAAAAIY/2eYs8ZnGAog/s400/amarante.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250657177040983298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bicho, isso simplesmente se infiltrou na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias o amigo Felipe disse que o Amarante (Los Hermanos) e o Fabrízio (aquele baterista brasileiro que toca no Strokes) tinham feito uma parceria, uma banda, umas músicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, o Felipe, disse que não tinha gostado muito, “nada de mais”, comentou.&lt;br /&gt;Eu não. Fui ao &lt;a href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&amp;friendid=398072115"&gt;myspace dos magreza &lt;/a&gt;e aquilo me viciou. Jamais eu havia visitado o myspce tantas vezes. Têm três músicas lá: No one’s better, Brend new star e With strangers. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os nomes revelam, são todas em inglês. E são cantadas pelo Amarante.&lt;br /&gt;Sei lá, mas ouvi o melhor som novo feito dos últimos tempos das últimas semanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, parece que terá CD em 4 de novembro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-2329595832462390479?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/2329595832462390479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=2329595832462390479&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2329595832462390479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2329595832462390479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/09/little-joy.html' title='Little joy'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SN4U4iLiFQI/AAAAAAAAAIY/2eYs8ZnGAog/s72-c/amarante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-1544206678755046914</id><published>2008-09-06T10:04:00.003-03:00</published><updated>2008-09-06T10:28:07.127-03:00</updated><title type='text'>Reveja</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SMKAkQtDmYI/AAAAAAAAAIQ/I87DU2Wd8Gg/s1600-h/prafrumbarrabravaassinasr3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SMKAkQtDmYI/AAAAAAAAAIQ/I87DU2Wd8Gg/s400/prafrumbarrabravaassinasr3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242894276660271490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todo este tempo sem escrever no blog da peleja, facilitou uma situação. É interessante ver como a gente pode errar o pulo ao registrar uma opinião. &lt;br /&gt;Nos últimos posts o que mais fiz foi criticar Celso Roth, técnico do time líder deste brasileirão que chega a 24ª rodada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, é mentira o que escrevi antes? Não é verdade que o Roth esculhambou o time no Gauchão e na Copa do Brasil, quando fomos eliminados em casa por um time da 2ª e outro da 3ª divisão do futebol brasileiro? Claro que é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como fui homem o suficiente antes pra falar de todas as bobagens que ele fez, tenho que ser igualmente macho pra admitir que o homem acertou o time. Só que aí minha memória traz um fato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não foi o Roth que escolheu de livre e espontânea vontade o esquema de três zagueiros que encaixou desde a primeira rodada.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o acaso que fez Celso perder um homem do meio e o obrigou a optar pelo 3-5-2. Naquela época, uma quarta-feira anterior a estréia no Brasileirão contra o São Paulo, no Morumbi, tudo que o treinador poderia fazer era colocar Pereira entre os outros dois zagueiros e mandar jogar pra ver no que dava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é que o Grêmio fez o crime. Ganhou de 1 a 0 do todo poderoso campeão brasileiro 2007 e depois foi jogar em casa, contra o mais popular do Brasil: Flamengo. E jogou bem de novo. Só não ganhou porque o goleiro rubro-negro pegou tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, o Roth, com a cabeça à prêmio, não mudaria o time que tinha dado certo contra dois candidatos ao título deste ano. Ele tinha inventado contra o Juventude com Paulo Sérgio na esquerda e Rudnei no time. &lt;strong&gt;Se mudasse agora e o Grêmio perdesse, estaria frito como lambari. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ele manteve e o time encaixou. A garra que a torcida manda da arquibancada e a história tricolor fez aqueles jogadores lutarem como sempre se faz ao vestir a camisa do imortal dos pampas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E Roth ficou.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ficando, vou lhe garantir um mérito. Ele não mexeu mais no time, se aliou aos jogadores, tem aproveitado bem quem chegou, e substituído razoavelmente durante os jogos. Mais: viu nesta camisa a chance de ganhar seu maior e único título de grande expressão no futebol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhou reforços (isso é mérito da direção, do Krieger, que eu também xinguei pra caramba) e mantém, com a força da torcida, o time em primeiro desde a 14ª rodada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será mais um feito histórico este. Vamos entregar um grande título nas mãos do treinador mais odiado e amado dos últimos tempos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É o Grêmio fazendo caridade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sirvam nossas façanhas de modelo a toda Terra!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-1544206678755046914?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/1544206678755046914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=1544206678755046914&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/1544206678755046914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/1544206678755046914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/09/reveja.html' title='Reveja'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SMKAkQtDmYI/AAAAAAAAAIQ/I87DU2Wd8Gg/s72-c/prafrumbarrabravaassinasr3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-920156665711972308</id><published>2008-07-04T17:11:00.003-03:00</published><updated>2008-12-09T07:28:12.905-02:00</updated><title type='text'>Sacanagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SG6FKKdD8CI/AAAAAAAAAIA/Orp5p2xfLTY/s1600-h/gremio-X-juv.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SG6FKKdD8CI/AAAAAAAAAIA/Orp5p2xfLTY/s400/gremio-X-juv.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219255427820417058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Assim me obrigo a voltar a escrever neste esquecido blog. Tô cansado, exausto, não posso mais suportar torcer por ídolos de quatro meses. Roger chegou sob desconfiança no início do ano. Janeiro, fevereiro, por aí. Ninguém acreditiva que ia jogar bem. Acharam que tivesse ido atrás das morenas de olhos azuis de Porto Alegre. O cara se recuperou, tava jogando muito e ganhou a torcida. Caiu nas graças da galera, disse que queria se aposentar no Grêmio, tentou esconder o radinho, deixou o Clemer sem pai nem mãe no último GRE-nal e agora anunciaram que uma (mais uma!) proposta milionária do Catar vai levá-lo pra bem longe do Olímpico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim não dá pra ser feliz no futebol brasileiro. Carlos Eduardo, nosso ídolo de quatro meses antes do Roger. Lucas, esse durou tempo, um ano. Leo, um ano. Ânderson, cinco meses de futebol e sete de folia com contratos, idas a Portugal e coisas do tipo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é só no Grêmio, todo mundo sabe. Olha o Pato no Inter. Nem jogou GRE-nal. Ficou três meses, sendo que um foi férias e o outro pré-temporada. É pra acabar! &lt;br /&gt;Será que ninguém vai tomar uma providência em relação a isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sant`Anna, nestes dias de Sala de Redação, sugeriu um troço, pelo menos, interessante. Disse que o Brasileirão deveria começar em Janeiro e terminar em Agosto, nesta tal de abertura da janela de transferências para o exterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, em setembro dá folga pros boleiros, em outubro faz pré-temporada, em novembro e dezembro os estaduais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma boa, não é? Pelo menos diminuía um pouco esta palhaçada de transferência e desmanche de time no meio do campeonato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-920156665711972308?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/920156665711972308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=920156665711972308&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/920156665711972308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/920156665711972308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/07/sacanagem.html' title='Sacanagem'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/SG6FKKdD8CI/AAAAAAAAAIA/Orp5p2xfLTY/s72-c/gremio-X-juv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-3516445682998189078</id><published>2008-04-13T11:47:00.000-03:00</published><updated>2008-04-13T11:49:41.250-03:00</updated><title type='text'>"Vortemo"</title><content type='html'>26 de março. É o dia da última postagem que fiz aqui no Peleja. Home do céu. Senti falta deste negócio, de escrever sobre as coisas que gosto. Talvez, e provavelmente, eu senti mais falta de uma atualizaçãozinha do que vocês, meu amigos leitores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E durante este tempo, exatos 18 dias, não tive muito tempo nem pra pensar no que escrever, nem pra avaliar o turbilhão, o terremoto, a catástrofe que varreu o Grêmio no final deste vácuo que se hospedou aqui neste blog. Queria ter discutido a inesperada (só porque hoje estou “legal”) escalação que o Roth mandou a campo contra o Juventude ou a insistência com o grande camisa 5 Nunes. Queria, mas razões cotidianas me tiraram o foco e o Grêmio afundou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que não foi pro brejo porque eu estive longe. Foi-se porque deixaram o Mano Menezes ir embora no final do ano passado. Se livraram do sangue aguerrido de Sandro Goiano. Despediram a consciência e a maestria dum dos melhores zagueiros que passaram pelo Olímpico nos últimos 10 anos. William, Goiano, Tcheco, Diego Souza, Saja, foram e levaram a alma gremista junto com eles. Os que vieram depois, podem um dia tê-la, mas isso demora um pouco para ser incorporada. É coisa que o Eduardo Costa tem. Que o Léo tem. Que o Paulo Sérgio e o Roger já começaram a ter. Mas que as derrotas abalam, diminuem o ímpeto, fazem perder força. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na pele de Tcheco e Sandro Goiano que o Grêmio recuperou a alcunha de Imortal. (Re)Começou lá nos Aflitos, passou pela virada sobre o Caxias no Gauchão 2007, depois pela virada no Defensor, pela virada no São Paulo e pelo vice da Libertadores. Não ganhamos nada, mas éramos imortais dentro do Olímpico. Tomávamos pau fora. Não importava. Em casa, era nosso o sabor da glória. E, neste início de 2008, fomos desclassificados em casa duas vezes. Perdemos pra times de segunda e terceira divisão em casa, onde só o Boca conseguiu ser superior a nós no ano passado. Ninguém mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é só Roth o problema. Eu botava fé que ele reativaria este sangue gremista. Ele conhece a casa, sabe das coisas do Grêmio. Só que não sabe ser técnico de futebol, infelizmente. Todo mundo sabe que o Nunes é bom jogador, só que na Série C, na Chapecoense, no Marcílio Dias, no Glória de Vacaria, não no Grêmio, nem no Inter, nem no Atlético Paranaense este cidadão seria jogador. E o Roth o escalava com a camisa que já foi do Dinho! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não é tudo culpa do Nunes, claro. Só que eu, tu e qualquer piazote que assiste futebol duas vezes por semana sabe que um time precisa de seqüência, tem que jogar junto pra saber que o lateral vai passar correndo enquanto o centroavante vai puxar a marcação no segundo pau, pro 10 tocar no 2, correr pro meio, receber de volta e mandar um canhão, ou dar no centroavante, ou girar de novo pra outro que ele sabe que está chegando. Mas, pra isso funcionar tem que jogar dez, vinte, cinqüenta vezes. Aí, chega um técnico e testa escalação e sistema de jogo em partida decisiva, pondo tudo a perder. Como uma defesa vai se organizar se ela não sabe como o próprio time joga? Como um lateral vai subir se ele não sabe se existirá alguém que lhe dará cobertura? Como? O Roth, entre improvisação e teste na escalação, mexeu em quatro posições, em três setores, num jogo que não precisava surpreender o adversário, nem ganhar necessitava. Resultado: eliminação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, a Copa do Brasil, foi só conseqüência das burradas no jogo contra o Juventude. Ganhamos, mas nem interessava muito. Interessar, interessava, mas era mais importante baixar a cabeça mais uma vez, admitir o erro pela segunda vez em quatro meses, mandar o Roth juntar as trouxas e apostar em outro comandante para o vestiário tricolor. Vai resolver se o Roth sair? Sinceramente não sei. Acho dificílimo para os jogadores esta troca de comando a cada pouco. Mas agora temos um mês de folga forçada para ambientar um novo homem à beira do gramado. E é isto que tem que ser feito. Roth não tem ambiente com a torcida e isso já basta para a sua demissão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ele ficar, terá que ser muito hábil para escapar das vaias. Teremos que reinventar um Felipão, que também foi vaiado no início lá no Olímpico, mas que com o tempo transformou o desgosto em adoração. Só que sabemos: não se acha um Felipão em cada esquina.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto importante é a saída do Pelaipe, o homem das contratações. Com Mano ele tinha voz mais ativa no vestiário, discutia as situações com o treinador, trocava idéias. E trocar idéias é crescer é acertar mais do que errar. Mancini proibiu a troca de idéias. Roth não dava bola pras discussões com o diretor, porque duvido que alguém tenha compartilhado com ele aquela idéia de time que jogou contra o Juventude. Duvido! Pensou sozinho, errado, alguém avisou e ele não ouviu. Perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vem um novo diretor de futebol, André Krieger. Os jogadores ficarão apreensivos porque suas cabeças podem rolar. O técnico deve ficar, disse o Krieger na primeira entrevista, só que isso não quer dizer nada. Segunda é que as coisas vão se ajeitar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-3516445682998189078?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/3516445682998189078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=3516445682998189078&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3516445682998189078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3516445682998189078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/04/vortemo.html' title='&quot;Vortemo&quot;'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-3000942575273606553</id><published>2008-03-26T13:25:00.004-03:00</published><updated>2008-12-09T07:28:13.095-02:00</updated><title type='text'>Quarta-feira recheada</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R-p6ZjbGhFI/AAAAAAAAAHw/yF8GrvHZ0U8/s1600-h/felipao-2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R-p6ZjbGhFI/AAAAAAAAAHw/yF8GrvHZ0U8/s400/felipao-2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182088900667409490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eram boas as quartas-feiras de folga. Época que só estudava. Ia pra aula à noite e, se fosse o caso, saía mais cedo pra pegar o início do jogo. Eram dias especiais, de luxo puro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quartas-feiras recheadas de futebol. Começavam com uma manhã em busca de notícias, percorrendo “todos” os sites esportivos. Dos brasileiros aos argentinos, europeus algumas vezes, blogs, noticiários, jornais, sites das TVs. Escolhia os melhores jogos e me deleitava em frente a tela. Assistia, analisava. Vi muita coisa boa, como a EuroCopa 2004 inteirinha e quase morri no jogo Portugal contra Inglaterra. Também fiquei “putiado” com a derrota dos lusos na final para a Grécia. Coisas do destino. Os gregos jogaram na retranca a partida inteira – a arma predileta do técnico adversário, o melhor de todos, Luís Felipão Scolari – e acabaram vencendo por 1 a 0, numa cobrança de bola parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre estas e outras coisas acompanhava os medíocres amistosos da Selecinha Brasileira. Até me empolgava pra ver. Gosto (ou gostava) de ver Ronaldinho Gaúcho em campo. Assistia, pensava, e achava que aquela moleza toda em campo e as vitórias “ao natural” eram resultados comuns em amistosos e receitas pagas pelos fortíssimos oponentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, quarta-feira gorda, é um daqueles dias. Dia de amistosos pelo mundo. Começa com Espanha e Itália, França e Inglaterra, Suíça e Alemanha, Áustria e Holanda e Egito e Argentina. E ainda tem Portugal e Grécia reeditando aquela final.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo acontece a partir das 16 horas. A “nossa” Selecinha, recheada de brasieuropeus, entra em campo contra a fortíssima Suécia. Os suecos deveriam mesmo ser um adversário de peso há 50 anos quando decidiram a Copa do Mundo com o Brasil, não hoje. Se bem que na atualidade, todo mundo enche o meio-de-campo e qualquer partida complica. Ainda mais com o Dunga botando Richarlysson pra jogar improvisado na lateral esquerda. &lt;strong&gt;Será que o Brasil não tem nenhum lateral esquerdo a ponto de o técnico da Seleção ter que improvisar um jogador na função¿&lt;/strong&gt; (tão estranho que até o ponto de interrogação se negou a ficar em pé).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bueno. Não poderei ver nenhum. Vou me contentar com o clássico do desespero no Campeonato Catarinense, que começa depois do trabalho, às 20h30. Brusque e Guarani fazem um enfrentamento de proporções inferiores, mas que promete ser mais emocionante que o pomposo Suécia X Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-3000942575273606553?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/3000942575273606553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=3000942575273606553&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3000942575273606553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3000942575273606553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/03/quarta-feira-recheada.html' title='Quarta-feira recheada'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R-p6ZjbGhFI/AAAAAAAAAHw/yF8GrvHZ0U8/s72-c/felipao-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-3166435933251397852</id><published>2008-03-18T00:22:00.006-03:00</published><updated>2008-12-09T07:28:13.200-02:00</updated><title type='text'>Para o alto e "adelante"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R982uPLfxOI/AAAAAAAAAHg/DYQRYvu6tZ0/s1600-h/A050114_OT_V_MARADONA_V.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R982uPLfxOI/AAAAAAAAAHg/DYQRYvu6tZ0/s400/A050114_OT_V_MARADONA_V.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178918264475993314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Maradona, beirando meio século de idade, depois de ter cheirado tudo, fumado o resto, tomado outro monte, comido mais que tudo isso junto, ainda gordo, joga na altitude de La Paz numa boa. Nem reclama. Aliás, faz pra mostrar que é possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evo Morales, que nunca foi jogador profissional, com aquela pancinha, nem precisa mascar folha de coca e joga na altitude de Potosí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, seco, só a carcaça de couro, com as canetas finas, rosto enxugado, 25 horas sem comer, corri pra cima e pra baixo nas ruas de La Paz atrás de hotel. O taxi parava na esquina lá em cima e eu descia na corrida. Entrava no hotel, pedia o preço e corria de volta pro taxi. Fiz umas duas, três vezes no máximo. Ofeguei, tive uma dorzinha leve de cabeça, uma tonturinha. Mas este sou eu. Um guri de nada, sem preparo físico algum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, jogador profissional, que treina, corre todos os dias, tem todos os equipamentos tecnológicos de simulação de respiração, corrida, pressão e o escambau a disposição, fica reclamando porque tem que jogar na altitude. E a Sra. FIFA entra na onda. Vá, vá. Bando de maricón!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o jogo nas alturas! Viva o futebol pra macho! Viva o carrinho, a simulação, o dedo no olho! Viva!!! o futebol precisa voltar a ser o que era!!! Deu pra ti FIFA!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muita intromissão, muita regrinha. Não pode dar carrinho. Não pode simular falta. Não pode dizer palavrão. Não pode xingar as mães dos árbitros. Não pode dizer que eles erraram. Dirigente tem que ser responsável, medir as palavras. Técnico não pode ficar na beira do gramado. Se reclamar do juiz duas vezes é expulso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá, vá. Bando de cagalhão. Quero ver jogar bola em Itapiranga. Lá ainda tem futebol de verdade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-3166435933251397852?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/3166435933251397852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=3166435933251397852&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3166435933251397852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3166435933251397852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/03/para-o-alto-e-adelante.html' title='Para o alto e &quot;adelante&quot;'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R982uPLfxOI/AAAAAAAAAHg/DYQRYvu6tZ0/s72-c/A050114_OT_V_MARADONA_V.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-5677353997663787580</id><published>2008-03-16T22:25:00.002-03:00</published><updated>2008-12-09T07:28:13.414-02:00</updated><title type='text'>Mancini X Roth</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R93LIPLfxNI/AAAAAAAAAHY/dbn_C9ijY04/s1600-h/Figura1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R93LIPLfxNI/AAAAAAAAAHY/dbn_C9ijY04/s400/Figura1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178518488920081618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dei tanto tempo ao Celso Roth que me perdi nas contas. Hoje, depois de derrotar o Santa Cruz por 3 a 2, o homem cumpriu o sétimo jogo no comando gremista. Deveria ter feito esta análise depois do jogo anterior, contra o Caxias, quando completara seis partidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria porque foi com seis confrontos no currículo tricolor que Vágner Mancini, o técnico antecessor, perdeu o emprego. Seu aproveitamento estava na casa dos 70% e não tinha sofrido uma derrota sequer. Tivera cinco jogos de Gauchão e um contra o fraquíssimo Grêmio Jaciara, do Mato Grosso, pela Copa do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Foi tempo suficiente pra os dirigentes gremistas decidirem por tal. E foi também por tudo isso que a diretoria tricolor foi escachada ao escolher seu substituto: Celso Roth. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roth chegou esculhambado e com a velha fama de retranqueiro. Mas isso já é passado e a análise é a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sete jogos, sendo quase todos com os mesmos adversários que Mancini enfrentou, Roth tem um aproveitamento na casa dos 80% - seis vitórias e um empate. A seu favor, tem mais jogadores, e melhores, a disposição. Tem uma equipe previamente entrosada pelo próprio Mancini. Contra, tinha a desconfiança de um grupo que já estava apegado ao jeito calmo do antigo treinador e talvez amedrontado pelo estilo “carrascão” do substituto.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ao final destas sete partidas, os números mostram que Roth está melhor matematicamente. O que ninguém pode mudar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, há outras observações a fazer. O time antes de Roth tinha certa consistência tática, só que jogava num 4-2-4 ao melhor estilo década de 30. Nada a ver com o velho estilo Grêmio de ser. Hoje é 4-4-2 com dois volantes, um meia-armador-marcador e um meia clássico, camisa 10. Em tempos de Roth, o time conseguiu uma seqüência de cinco jogos sem sofrer gols e, mesmo com mais preocupação na marcação, aplicou goleadas de seis, cinco, quatro e três gols. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o mais importante está na forma como a equipe passou a jogar sob comando do “ex-bigodão” Celso. Agora o Grêmio é Grêmio mais uma vez. A gana, a batalha, a peleja está de volta. Os jogadores brigam até a última bola e até o Roger, que tinha tudo pra dar errado e bater de frente com o novo comandante, encarou o estilo operário e está jogando muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo tende a ser melhor a cada confronto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diretoria acertou de novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-5677353997663787580?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/5677353997663787580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=5677353997663787580&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5677353997663787580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5677353997663787580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/03/mancini-x-roth.html' title='Mancini X Roth'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R93LIPLfxNI/AAAAAAAAAHY/dbn_C9ijY04/s72-c/Figura1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-1793783841449047044</id><published>2008-03-13T11:23:00.003-02:00</published><updated>2011-09-05T13:41:32.168-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>O pé esquentou</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R9krdPLfxMI/AAAAAAAAAHQ/5utC_y1F4Z0/s1600-h/Estadio%2520Municipal.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R9krdPLfxMI/AAAAAAAAAHQ/5utC_y1F4Z0/s400/Estadio%2520Municipal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177217027930047682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A chuva caía vagarosa, mal molhava. Eu, de moto, já ia passando do estádio quando parei em frente ao portão. Fazia um tempão que não entrava num estádio. Também não fazia questão. Pelo menos, não hoje. Não torcia pra nenhum dos times que jogavam, Brusque e Joinville. E, além disso, sempre fui um baita pé frio em jogos ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, parei a moto lá e fiquei observando por alguns segundos. Apenas o tempo necessário pra torcida mandar um convidativo “uuuuuhhhhhhhhh!!!!” e me fazer decidir por entrar. Afinal, o jogo tinha alguns bons ingredientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas equipes brigavam pra fugir da degola do rebaixamento para a série A2 do Catarinense. O técnico que deixara o Brusque recentemente após três dias de trabalho, Agenor Piccinin, migrara para o outro lado, por R$ 20 mil a mais por mês. E, por fim, diziam as Tv's por aí que em Santa Catarina todo jogo é clássico. E, clássico é clássico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessei o portão e tratei de conhecer o estádio Augusto Bauer, outrora palco dos jogos do Clube Atlético Carlos Renaux. Localizei a torcida organizada do mandante Brusque ao fundo, atrás do gol visitante. Tratei de ficar longe e observar. O jogo já ia pros 5 ou 10 minutos do primeiro tempo. A garoa ameaçava virar chuva. E eu optei por ficar na tela, na beira do gramado. Em seguida, liberaram o acesso à coberta. Aí, paguei a metade e usufruí o todo. E, sentado lá no alto, pude observar melhor o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chance de gol, daquelas que a galera levanta e grita “uuuuuuhhhhh”, parece que foi só aquela enquanto eu estava lá fora, decidindo entrar. Depois, vi só vontade, desorganização tática, corre-corre e uma torcida esforçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usei o primeiro tempo pra matar a fome com um pacotinho de batata frita molhada pela chuva e um chocolate amassado. Aguardava o início da segunda etapa. Pensei em ir pra casa no intervalo. Mas chovia forte demais e eu estava de moto, lembra? Ali, na social, estava bem mais confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um rapaz do meu lado que passava as informações. Eu tinha achado o zagueiro pela direita, do Brusque, um bom jogador. Negão alto, forte e de muita imposição física. Zagueiro que marca junto e não deixa o atacante respirar. A cada bola que espantava pra longe da defesa, gritava e erguia os braços como se marcasse um gol. O torcedor do lado achava o outro, da esquerda, melhor, mais técnico. Me falou também dos cabeças-de-bagre e elogiou o lateral direito.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado do JEC, meia-dúzia de homens fortes de uma jogada só: lançamento pelas pontas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o apito incial para a etapa derradeira, veio a gana de vencer do time mandante. O Brusque foi pra cima do JEC e quando o cronômetro se aproximava dos 10 minutos, o lateral direito, que corria todo torto, desengonçado, pegou uma sobra de bola dentro da área e colocou no canto direito do goleiro joinvilense.  Um gol bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí pra diante a coisa inverteu. O técnico brusquense tratou de fechar o time. Sacou um atacante e preencheu o meio, passando para alguma coisa parecida com o sistema 4-5-1. O JEC manteve seu 4-4-2, porém, atirou-se ao ataque e pressionou muito o Brusque. Teve boas chances, mas foi totalmente ineficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o jogo era pra se afastar da zona do rebaixamento, era certo que os último minutos seriam os mais dramáticos. Aos 40 a torcida brusquense já pedia o fim da partida. Ao mesmo tempo, os mesmos torcedores batiam boca com o seu ex-técnico, Piccinin. O time do Brusque ainda teria um jogador expulso por falta violenta e o JEC mais umas quatro cobranças de escanteio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 49 minutos do segundo tempo foi dado o último toque na pelota. A torcida ficou cantando para seu time e destratando o adversário. A chuva não parou por um segundo sequer. O pipoqueiro vendeu os últimos pacotinhos, desligou as luzes, engatou no braço da esposa e foi-se. Eu, ainda vi o os repórteres correndo pela última notícia do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Botei meu capacete e voltei pra casa realizado por uma simples noite de futebol ao vivo. E, de quebra, arranquei a touca do pé-frio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-1793783841449047044?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/1793783841449047044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=1793783841449047044&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/1793783841449047044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/1793783841449047044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/03/o-p-esquentou.html' title='O pé esquentou'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R9krdPLfxMI/AAAAAAAAAHQ/5utC_y1F4Z0/s72-c/Estadio%2520Municipal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-5943590604595212642</id><published>2008-03-03T14:39:00.003-02:00</published><updated>2011-09-05T13:27:34.436-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adriano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Imperador</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R8wr0uA5DTI/AAAAAAAAAHI/j0R-tI7CFqg/s1600-h/0,,11946579-EX,00.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R8wr0uA5DTI/AAAAAAAAAHI/j0R-tI7CFqg/s400/0,,11946579-EX,00.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173558256646819122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O São Paulo não é o exemplo de administração séria no futebol brasileiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o clube mais organizado e disciplinado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é, por que o Adriano, mesmo sem jogar nada, sem fazer gols, chegar atrasado, sair pra balada, falar um monte de baboseira, é o titular do time? Por que ele ainda faz parte do elenco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indisciplina acaba com o grupo. Se um pode, todos querem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-5943590604595212642?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/5943590604595212642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=5943590604595212642&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5943590604595212642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5943590604595212642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/03/imperador.html' title='Imperador'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R8wr0uA5DTI/AAAAAAAAAHI/j0R-tI7CFqg/s72-c/0,,11946579-EX,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-4844991854947297045</id><published>2008-03-01T23:12:00.003-02:00</published><updated>2008-12-09T07:28:14.090-02:00</updated><title type='text'>Resposta</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R8n_0uA5DRI/AAAAAAAAAG4/Nm-01LTpPmI/s1600-h/TV-PUBL.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R8n_0uA5DRI/AAAAAAAAAG4/Nm-01LTpPmI/s400/TV-PUBL.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172946928181775634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Certa feita, o Caboclo me pediu “queque tu acha da Band só passar, cobrir, falar, noticiar coisas sobre o Corinthians?” – foi mais ou menos isso. Então, como aqui os leitores são poucos e, também por isso, cativados, aí vai:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;Teve um tempo em que eu ficava PUTIADO porque a TV não passava nada de Motocross. Eu era fissurado e dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Esta merda de TV! É só futebol.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, o Motocross ganhou mais espaço na tela e agora tudo que eu quero é ver futebol. Ainda gosto muito de Motocross, mas as coisas mudam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época eu dava um jeito de ver meu MotoCross. Pedia pra quem tinha TV por assinatura pra gravar na casa deles. Entregava a fita e implorava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Grava lá pra mim. É rapidinho. Uma horinha só. Valeu, valeu!!! Brigadão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, graças a Diós, tem YouTube. E está tudo lá, é só campear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que isso tem a ver com o Corinthians e a Band? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na real, é uma tremenda sacanagem o que os canais abertos fazem. A Band é só Corinthians e os demais times paulistas, vá lá. A Globo é só Rio - Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense.  Antes era a Record/Milton Neves com o Corinthians. E assim as coisas vão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu me remediei. Globo Esporte, Esporte Espetacular, Band Esportes, Esporte Record, só pra coçar o saco e tirar tatu em frente a tela luminosa.&lt;/strong&gt; Porque sei que só vai dar notícia de Rio e São Paulo. Se quero ver futebol de verdade vou pra internet ou pra TV Esporte Interativo(!). Isso sim é canal de esportes. É quase perfeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá sempre passa o melhor jogo, a começar por aí. Que na Globo parece que eles escolhem o pior. Outra: eles passam jogo de Winning Eleven na TV!!! Narrado!!! Os comentaristas falam o que pensam, xingam quem tem que ser xingado, lêem emails dos espectadores, sorteiam camisetas, vídeo-games. Tem programa de entrevista e mesa redonda. E é tudo de graça! É só ter parabólica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, de volta ao assunto inicial. É claro que eu queria ver o Grêmio e o Inter nos jornais mais badalados, só que já estou vacinado e dou a receita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueçam estes caras. Isso só vai mudar o dia que eu ou tu estivermos lá pra fazê-lo. Se não, esperaremos sentados com o dedo coberto por um ranho bem grudento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-4844991854947297045?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/4844991854947297045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=4844991854947297045&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/4844991854947297045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/4844991854947297045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/03/resposta.html' title='Resposta'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R8n_0uA5DRI/AAAAAAAAAG4/Nm-01LTpPmI/s72-c/TV-PUBL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-4321474770228669</id><published>2008-02-20T12:41:00.003-02:00</published><updated>2008-12-09T07:28:14.254-02:00</updated><title type='text'>Para la posteridad</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R7w9O9MJjWI/AAAAAAAAAGw/sQbiLRmYAGo/s1600-h/fidel_castro-big.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R7w9O9MJjWI/AAAAAAAAAGw/sQbiLRmYAGo/s400/fidel_castro-big.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169073799467470178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;El Comandante&lt;/em&gt; deixou o poder. Resolveu que a hora das férias chegara. Depois de 49 anos comandando um país inteirinho, dizendo que sim e que não, preocupando com ameaças yankees, embargos, cobranças internas e pressões ferrenhas externas, Fidel jogou as longas pernas numa almofada macia e disse ao irmão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai, segues o caminho da revolução e nunca te esqueças do que dizíamos há 50 anos – HASTA LA VITORIA, SIEMPRE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora 514 teorias vão surgir. Outras milhares de suposições vão aparecer. Já tem gente dizendo que Cuba vai se abrir economicamente, que Raúl Castro, o irmão, é adepto ao modelo chinês de governo, que eleições diretas vão acontecer na ilha. Teorias que só o tempo revelará certas ou erradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o momento que a direita, que os moralistas, que os telespectadores que nunca viram nada de Cuba, que jamais pensaram sobre Cuba, esperavam angustiadamente para, então, suspirar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ufa! Só falta morrer este desgraçado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante estes 49 anos ele teve forças pra levar suas idéias adiante. Sonhou com comida, moradia, lazer, educação e saúde para todos. Queria isso no mundo. Mandou que Che começasse pela América e então o bloqueio começou. Golpes militares financiados pelos norte-americanos impuseram ditaduras igualmente totalitárias nos grandes países da América do Sul. Cuba tornava-se um país com comando ditador de esquerda. A América à rodeava com comandos ditatoriais de direita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ditaduras de direita terminaram. Muitos foram mortos aqui e lá. Muitos foram presos, torturados, aqui e lá. &lt;strong&gt;Muitos ainda passam necessidades lá, e aqui também.&lt;/strong&gt; A educação cubana é rígida e para todos. Aqui é fraca, indisciplinada e para alguns. A medicina cubana é fonte de conhecimentos para o mundo todo. Até norte-americanos querem aprender lá. Aqui é estruturada com melhor tecnologia, lá, com técnica e sabedoria singular. Moradia? Eu tenho minha casa, tu tens a tua. E teu vizinho? Lá, ele pode até morar contigo, mas não está à deriva quando a enxurrada vier. &lt;strong&gt;Roupas caras, chiques? Tu tens, eu tenho.&lt;/strong&gt; Isso basta? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem está certo? Há alguém com a razão ou somos todos humanos, ridículos, limitados, egoístas, que só usam 10% de sua cabeça animal e ainda nos achamos grandessíssimos doutores, padres, cientistas, jornalistas, oculistas, contribuintes deste esplendoroso quadro social, como diria Raúl, o Seixas?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a vitória, sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-4321474770228669?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/4321474770228669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=4321474770228669&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/4321474770228669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/4321474770228669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/02/para-la-posteridad.html' title='Para la posteridad'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R7w9O9MJjWI/AAAAAAAAAGw/sQbiLRmYAGo/s72-c/fidel_castro-big.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-7492397842210296428</id><published>2008-02-16T00:06:00.004-02:00</published><updated>2008-12-09T07:28:14.382-02:00</updated><title type='text'>Conclusões</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R7ZIgNMJjQI/AAAAAAAAAFg/h635cNlFxa8/s1600-h/roth.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R7ZIgNMJjQI/AAAAAAAAAFg/h635cNlFxa8/s400/roth.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167397340587855106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sentei, encaixei os fones nos ouvidos, aproximei a cadeira da mesa, cotovelos apoiados ao lado do teclado, coluna ereta, olhos fixos na tela. Então, fui aos sites conferir, ouvir e analisar a última decisão da direção gremista. Saiu Vágner Mancini. Chegou Celso Juarez Roth. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou o presidente Paulo Odone, o diretor de futebol, Paulo Pelaipe, o técnico contratado e o demitido, além de comentaristas esportivos: Wianey Carlet, Lauro Quadros, Guerrinha, Zé Aldo, Hiltor Mombach, Juca Kfouri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;--- Isso é fato ---&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre a saída de Vágner Mancini:&lt;/strong&gt; Odone, o presidente, não encontrou a garra característica do Grêmio no comando do treinador. Chegou a dizer que Mancini será feliz em outro lugar, em outro estado, com diferentes características de jogar futebol. Mancini não é do tipo “grosso”, de faca na guaiaca, que comanda aos gritos, que chuta a porta do vestiário quando necessário. É polido demais pra quem ainda tem Felipão na memória. É muito comedido, simpático demais e, em campo, seu time é faceiro demais, não prima pela defesa, característica básica do Grêmio aguerrido e vencedor que é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi Odone quem não quis mais o Mancini. Ele assumiu e disse:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Ele não conseguiu impor o que esperávamos aqui. Eu assumo a demissão dele.  Nosso time, se não vai pela bola, tem que ir pela garra. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre a chegada de Celso Roth:&lt;/strong&gt; É velho conhecido. Sua maior fama é de retranqueiro, já que, na ascensão de Ronaldinho Gaúcho aos profissionais, Roth o deixou no banco em vários jogos. Outra característica muito comentada é a forma antipática com que trabalha com a imprensa, mas, isso é problema pra jornalista, não pro time. &lt;br /&gt;De ordem tática e escalação da equipe, Adroaldo Guerra Filho, comentarista da Rádio Gaúcha que se disse &lt;em&gt;muito&lt;/em&gt; amigo de Roth, emendou na frase a afirmação que o Roger perderá vez no time do novo comandante. Acho cedo pra previsões do tipo. Isso temos que esperar pra ver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Mancini deu a primeira entrevista no Grêmio, confidenciei a quem divido todas as minhas opiniões futebolísticas, meu tio Edinho. Disse pra ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só achei ele (Mancini) meio molengão na fala. Tinha que ser um pouco mais “gaudério”. Falar mais alto, mais forte. Mas gostei da sinceridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Celso Roth notei a &lt;em&gt;gauderiada&lt;/em&gt; no primeiro ERRRRRRRE pronunciado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos resta esperar e torcer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-7492397842210296428?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/7492397842210296428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=7492397842210296428&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/7492397842210296428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/7492397842210296428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/02/concluses.html' title='Conclusões'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R7ZIgNMJjQI/AAAAAAAAAFg/h635cNlFxa8/s72-c/roth.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-3712638698832472745</id><published>2008-02-14T23:42:00.003-02:00</published><updated>2011-08-30T13:20:32.485-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grêmio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='treinadores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Brasil'/><title type='text'>Dúvidas</title><content type='html'>A primeira idéia, aquela que vem antes do pensamento, era de que se tratava de uma pegadinha dos bastidores do futebol, coisa que mestres como Felipão fazem bem. Depois, um quase-pensamento, me disse que era coisa da imprensa tentando desestabilizar o ambiente tricolor. Logo em seguida, em questão de frações de segundo, vi que era verdade. A direção gremista tinha acabado de demitir o técnico Vágner Mancini e Celso Roth já estava chegando à Azenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei: Meu Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendi e imediatamente me conectei à Radio Gaúcha. Falava o Rodrigo Caetano, um dos porta-vozes gremistas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi uma decisão de comum acordo da direção. Entendemos que seria melhor agora do que mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém disse ainda o porquê, mas deu pra entender um pouco quando Pelaipe falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vimos que o plantel que temos poderia render mais do vinha apresentando. Seria mais fácil esperar uma derrota ou algo assim. Mas, não podemos apenas olhar para os pontos somados, temos que ver a situação num todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fica ali, nas entrelinhas, que a direção não via futuro com o time sendo comandado por Vágner Mancini. Eu, confesso, daria mais tempo para ele trabalhar. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vinha bem. Tinha mais acertos do que erros e parecia comandar o grupo. As suas maiores mancadas foram no jogo de quarta-feira frente ao limitadíssimo Grêmio Jaciara, pela primeira fase da Copa do Brasil. Deixou Tadeu, o atacante que mais fez gols até agora nesta temporada, no banco para colocar os velozes André Luís e Perea. Poderia ter dado certo, mas sou da opinião de que se há alguém fazendo gols, pode-se tirar todos do time, menos ele. E, errou colocando o Peter mais uma vez. Este jogador já mostrou que é pura “mala” e pouquíssimo futebol. Pode dar certo ainda, mas será difícil. Além destas mudanças, errou na orientação tática, deixando Roger várias vezes atrás da linha de volantes, o que fez do camisa 10 o número 5 e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando este jogo, o resto vinha bem. Teve a folia contra o Sapucaiense, mas aquilo era apenas o segundo jogo oficial, portanto, cedo demais para julgamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que pode ter chateado a direção tricolor é o fato de Mancini ser muito sincero em suas entrevistas, e quase sempre cobrar mais contratações frente à imprensa. Isso, pra mim, era uma das virtudes dele. Acho que sinceridade é sempre bem-vinda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais um fato a ser mencionado. Com uma demissão repentina assim, os jogadores ficam meio desnorteados, sem saber direito se podem ou não confiar no clube que os contratou. Isso causa espanto. Imagine se, de uma hora pra outra, alguém entrasse na sala que tu trabalhas e dissesse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Teu chefe tá na rua e ainda não sabemos como vai ser daqui pra frente. Pode vir fulano ou cicrano, mas ainda não temos um substituto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa fica desamparada. Os titulares não sabem se continuarão nesta condição, os recém chegados acham que fizeram o negócio errado e as coisas podem desmoronar. Ou não, às vezes, mudanças drásticas trazem bons frutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dúvidas.&lt;br /&gt;É esperar e ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-3712638698832472745?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/3712638698832472745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=3712638698832472745&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3712638698832472745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3712638698832472745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/02/dvidas.html' title='Dúvidas'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-7548521754961793430</id><published>2008-02-12T23:57:00.002-02:00</published><updated>2008-12-09T07:28:14.549-02:00</updated><title type='text'>Salário de patrão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R7JTO9MJjPI/AAAAAAAAAFY/uHWrw_s48oE/s1600-h/pilha_dinheiro%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R7JTO9MJjPI/AAAAAAAAAFY/uHWrw_s48oE/s400/pilha_dinheiro%5B1%5D.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166283238956174578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entre uma página e outra encontrei um troço muito interessante. Vi lá no site INVERTIA (especializado em economia. Tem valores das bolsas, cotação do Dólar, Euro, Poupança, Juros) quanto os presidentes dos países americanos ganham. Vale a pena dar uma olhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os valores são mensais e estão todos cotados em Dólares – e, todos sabemos, são apenas os oficiais. Também, no meu levantamento, está tudo somado (salário base e extras):&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brasil (Luís Inácio Lula da Silva): 6.488,00 dólares&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Argentina (Cristina Fernández): 4.258,00    &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bolívia (Evo Morales): 1.900,00&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Peru (Alan García): 5.400,00&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estados Unidos (George Bush): 33.000,00&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Venezuela (Hugo Chávez): 8.732,00&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cuba (Fidel Castro): 30,00&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Chile (Michelle Bachelet): 13.754&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;México (Felipe Calderón): 13.000,00&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Colombia (Álvaro Uribe): 9.334,00&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paraguai (Nicanor Duarte): 3.385,00&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Equador (Rafael Correa): 5.000,00&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guatemala (Álvaro Colom): 18.657,00&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nicarágua (Daniel Ortega): 3.200,00&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;El Salvador (Elias Antonio Saca): 5.181,72&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;República Dominicana (Leonel Fernández): 1.973,00&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Honduras (Manuel Zelaya): 5.131,00&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Panamá (Martín Torrijos) 7.000,00&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Costa Rica (Oscar Arias): 8.500,00&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por último o &lt;strong&gt;Uruguai&lt;/strong&gt; que, de acordo com o site, é o país que mais faz segredo de quanto ganha o presidente e, por isso, a informação não consta.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante ver Fidel ganhando 30 dólares por mês. Ou ver que a presidente da Argentina ganha cerca de 30% menos que o do Brasil e que a do Chile ganha o dobro que Lula. Ou ainda, que Evo, da Bolívia, tenha diminuído pela metade o próprio salário quando assumira a presidência. Ou então, que na Guatemala, onde muitos vivem na miséria, o presidente ganhe mais de 18 mil dólares por mês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-7548521754961793430?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/7548521754961793430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=7548521754961793430&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/7548521754961793430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/7548521754961793430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/02/salrio-de-patro.html' title='Salário de patrão'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R7JTO9MJjPI/AAAAAAAAAFY/uHWrw_s48oE/s72-c/pilha_dinheiro%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-895070894771566382</id><published>2008-02-10T23:28:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T07:28:14.714-02:00</updated><title type='text'>Vanguarda e Gremismo, não há como negar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R6-oVNMJjOI/AAAAAAAAAFQ/7bBeTPFV3I0/s1600-h/gremio2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R6-oVNMJjOI/AAAAAAAAAFQ/7bBeTPFV3I0/s400/gremio2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165532379888585954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Às vezes é bom não assistir ao jogo. Explico: &lt;br /&gt;Neste sábado não vi o Grêmio e, por causa disso, prestei mais atenção no que li depois e no que disseram os jogadores após a partida. Apesar das atenções terem ficado quase que exclusivamente ligadas à estréia de Roger, algumas outras coisas puderam ser pescadas aqui e ali, entre uma entrevista e outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mancini, o professor:&lt;/strong&gt; A cada declaração mostra-se mais sincero. Diz tudo. Não poupa críticas e é comedido nos elogios, mas nunca deixa de fazê-los, se merecidos. Parece estar com o grupo na mão, ao menos este grupo do início do ano. Tem visto bem os jogos, geralmente substituindo quem está mal e colocando peças que possam mudar a dinâmica da partida. Isso, às vezes fez com um volante (Adilson), outras, com atacantes, como Tadeu e Perea. Ele vai bem. Além de tudo, sempre conseguiu dar certa consistência tática ao time. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eduardo Costa, &lt;em&gt;el volante de contención&lt;/em&gt;:&lt;/strong&gt; O cara tem sido um animal! Parece um senhor pela seriedade e experiência com que joga e, ao mesmo tempo, parece meu primo de três anos de tanta energia que tem. Tá jogando muito. E a faixa de capitão lhe serviu perfeitamente. Saiu do jogo dizendo que em certos momentos o Grêmio deixou o Nóia jogar e isso não pode acontecer. Isso que é capitão! Cobra até quando as coisas vão bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aliás, é dele a atitude e principal motivo deste post&lt;/strong&gt;. Como quase todos neste ano são novos pelas bandas da Azenha, no primeiro jogo em casa, quando o Grêmio venceu o 15 por 3 a 0, depois da partida ele pegou seus companheiros e levou-os até o fosso e, de frente pra Geral, saudou a torcida ensinando aos recém chegados que no Tricolor eles jogam juntos, time e torcida. E, se a torcida grita e incentiva o tempo todo, na vitória e na derrota, &lt;strong&gt;nada mais justo que os jogadores agradeçam e reverenciem os craques da avalanche.&lt;/strong&gt;  Isso se tornou comum em jogos no Olímpico Monumental. A torcida canta e incentiva, alenta, e os jogadores retribuem durante e depois do jogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grêmio começou isso. Assim como a Geral começou a mania de cantar todo o tempo no Brasil. Tá bom, os colorados vão dizer que a Geral do Grêmio copiou tudo do Boca Juniors, dos argentinos. Copiou algumas músicas, algumas faixas, dos argentinos, do Porto, do Milan, do Werder Bremen. Mas, o que não se copia? Começou imitando e depois criou as próprias formas e foram imitados também. Até o Vasco copiou a música do Bebendo Vinho (e a Globo foi lá fazer matéria, no Vasco! Vê se eu agüento). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, agora Corinthians, Inter, Vasco, Flamengo, todos cantam todo tempo. Virou mania nacional. Daqui a pouco os jogadores dos outros times vão começar a agradecer a torcida, tornar isso um hábito como é no Grêmio, e as pessoas vão achar o máximo, vão fazer matérias exaltando a identificação da massa com os boleiros e tal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E é como deveria ser. Não tô dizendo que não podem copiar. Devem! É bonito, emcionante para os dois lados. E justo.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-895070894771566382?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/895070894771566382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=895070894771566382&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/895070894771566382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/895070894771566382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/02/vanguarda-e-gremismo-no-h-como-negar.html' title='Vanguarda e Gremismo, não há como negar'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R6-oVNMJjOI/AAAAAAAAAFQ/7bBeTPFV3I0/s72-c/gremio2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-6363356794353373378</id><published>2008-02-01T01:13:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T07:28:14.823-02:00</updated><title type='text'>Unidos pelo apito</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R6KQfiRHVxI/AAAAAAAAAFI/lKdytwD2JpU/s1600-h/1band.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R6KQfiRHVxI/AAAAAAAAAFI/lKdytwD2JpU/s400/1band.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161846994368943890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Volta e meia falam que os médicos são os craques do corporativismo porque estão sempre defendendo um ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, vejo "nascer" uma nova corporação, tão forte quanto a dos “doutores”. A dos árbitros de futebol. Veja, as ações começam pelos comentaristas de arbitragem na TV. Olhe pra eles: José Roberto Wright e Oscar Roberto Godoy, da Globo e da Band, respectivamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vamos simular uma situação comum:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O juiz da partida, lá dentro do campo, cerca a jogada. A bola ronda a grande área e o time de azul pressiona o adversário que veste vermelho. Os jogadores estão cansados, o campo pesado, &lt;strong&gt;enlameado pela chuva que encharca a cidade.&lt;/strong&gt; De repente, um guri formado nas categorias de base do time celeste resolve invadir a área como se fosse um relâmpago chutado pela tempestade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na hora que ele bota a bola na frente, deixando o centromédio e o lateral pra trás, o último zagueiro vem afoito e, repare, fora da área, um metro pra fora da zona perigosa, derruba o guri com um misto de rasteira e trombada.&lt;/strong&gt; O piazote, que de bobo não tem nem o jeito de rir, até porque ele ri pouco, cai lããã dentro da área. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O juizão, convicto, corre com o braço apontado para o centro da área, mandando ver no apito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A torcida, já em pé, canta, grita e agradece a Deus e ao juiz. &lt;br /&gt;Na TV, antes do replei, José Roberto Wright, afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pênalti claro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O replei mostra três vezes, por três ângulos distintos: foi falta fora da área, meio-metro ou mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é o momento do corporativismo. Lá vem o Wright:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se você observar bem a jogada, (ele começa sempre assim), vai ver que o braço do jogador é que derruba o atacante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E continua, com o replei passando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, olha bem. O atacante vai, dá o drible e o zagueiro chega. Na hora que ele avança, o zagueiro dá o giro e, agora, agora, o braço vem por cima e empurra o jogador. Pênalti claro. Tá certa a arbitragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São raras as vezes que eles discordam dos colegas, ou ex-colegas. Preste atenção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-6363356794353373378?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/6363356794353373378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=6363356794353373378&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6363356794353373378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6363356794353373378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/02/unidos-pelo-apito.html' title='Unidos pelo apito'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R6KQfiRHVxI/AAAAAAAAAFI/lKdytwD2JpU/s72-c/1band.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-4192521362000137267</id><published>2008-01-29T23:19:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T07:28:14.954-02:00</updated><title type='text'>Rogis Moore, The Watcher</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R5_XQiRHVwI/AAAAAAAAAFA/7A54-K-xkEA/s1600-h/Centroa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R5_XQiRHVwI/AAAAAAAAAFA/7A54-K-xkEA/s400/Centroa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161080377066346242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um primo, o Rojão. O bicho é a maior figura. E um dia, numa conversa séria, ele largou a sentença, uma filosofia, uma frase de tamanha inteligência que poucos estudiosos poderiam tê-la criado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Mulher tem que ter estilo. Não basta ser bonita. Tem que ter panca. É o que desperta interesse. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei naquilo e comecei a reparar. É a mais pura verdade sobre a beleza das mulheres. E o Rojão, fanfarrão, tirador de onda, mostrou-se filósofo, profundo observador da espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi que mulheres "mais ou menos" podem ser grandes amostras do sexo oposto. E vi que outras, belíssimas, são lindas e deu, nada mais. Não que isso seja pouco. Mas, se além de maravilhosamente bem moldadas tivessem a tal panca que o Rojão mencionou, seriam perfeitas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então agora, cada vez que vejo as prostitutas e travestis que andam pelas ruas de Balneário Camboriú, a frase do Jorjão (como também é conhecido, apesar de seu nome de fato ser Roger) invade minha mente. &lt;strong&gt;Elas têm estilo, tem panca de mulher. Até os travecos, eu juro.&lt;/strong&gt; Caminham como se estivessem numa passarela. Bunda empinada, panturrilha enrijecida pelo salto alto, cabelos dançantes, olhadas firmes. Sem falar da roupa, certo(?), porque daí viraria covardia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que mais chama atenção é que nenhuma delas, das quais vejo todos os dias, é bonita. Nenhuma. Chega a dar pena de tão feias que são. Mas têm estilo. Isso têm. E por isso ganham a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim também são os centroavantes. De que adianta ter um metro e oitenta e lá vai cacetada, ser um tanque de forte, correr como uma avestruz, e não ter estilo de matador, de centroavante? Pra que serve tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centroavante tem que ter panca de centroavante. Tem que dominar a bola, saber de costas, virado pra &lt;em&gt;putaquepariu&lt;/em&gt;, onde o gol está, onde está o goleiro, por qual lado o zagueiro vai chegar, pra então, driblar tudo isso com a mente e com o corpo, e meter a bucha. E não adianta dar um bago, tem que apavorar o goleiro, deixar a zaga em polvorosa, no mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode até ser feiinho, baixinho, mirradinho, mas tem que ter estilo. Romário tem e por isso é quem é. E, Pato tem. É por isso que, um dia, se tudo continuar assim, será quem já dizem que ele é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-4192521362000137267?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/4192521362000137267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=4192521362000137267&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/4192521362000137267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/4192521362000137267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/01/rogis-moore-watcher.html' title='Rogis Moore, The Watcher'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R5_XQiRHVwI/AAAAAAAAAFA/7A54-K-xkEA/s72-c/Centroa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-4886470025021922213</id><published>2008-01-28T12:21:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T07:28:15.126-02:00</updated><title type='text'>Tio Ervi</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R53lNSRHVtI/AAAAAAAAAEo/l0UfFP4dDAA/s1600-h/novas+(152).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R53lNSRHVtI/AAAAAAAAAEo/l0UfFP4dDAA/s400/novas+(152).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160532764441138898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Mas bah tchê! – exclamava o tio Ervino, vindo lá dos rincões gaúchos, sentado à mesa dum restaurante chique com uma bela vista para o sereno mar de Itajaí. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava admirado, assim como esteve quando entrou num elevador pela primeira vez aos 76 anos de sua vida pelejada. Em sua rotina, entre cortar um pastinho pros bois, preparar a lavagem para os porcos e tomar chimarrão de manhã, tarde, fim de tarde e noite, jamais imaginou entrar numa caixa ao nível da rua e de repente, como num tele-transporte à lá desenho dos anos 80, aparecer 20 metros mais pra cima donde acabara de sair. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Troço gabarito isso, né tchê! Que coisa impressionante!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ele mesmo, agora perto de completar 80 anos, estava lá, naquele restaurante, sentado ao meu lado. Num misto de fascínio e intriga, dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Comé que pode? Queria comer mais desse troço bom aqui, mas não consigo. Não cabe mais! Não é o causo de eu já ter passado fome, mas já passei muita vontade de comer e não tinha o que eu queria. E agora essa fartura. Não tá meio desregulado isso, tchê?! &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Já que surgiu o comentário, preciso esclarecer: Tio Ervino é gremistão de quatro costados. Jamais usou vermelho.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-4886470025021922213?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/4886470025021922213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=4886470025021922213&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/4886470025021922213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/4886470025021922213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/01/tio-ervi.html' title='Tio Ervi'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R53lNSRHVtI/AAAAAAAAAEo/l0UfFP4dDAA/s72-c/novas+(152).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-561808218594725059</id><published>2008-01-27T11:23:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T07:28:15.219-02:00</updated><title type='text'>Mingua</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R5yGqyRHVsI/AAAAAAAAAEg/XLxsVZlzGN8/s1600-h/GREnalzito.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R5yGqyRHVsI/AAAAAAAAAEg/XLxsVZlzGN8/s400/GREnalzito.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160147342665930434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na falta de boas idéias, vai um fotão que nem precisa legenda. &lt;br /&gt;O futuro é logo ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-561808218594725059?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/561808218594725059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=561808218594725059&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/561808218594725059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/561808218594725059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/01/escasss.html' title='Mingua'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R5yGqyRHVsI/AAAAAAAAAEg/XLxsVZlzGN8/s72-c/GREnalzito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-8200579923138238649</id><published>2008-01-21T11:30:00.001-02:00</published><updated>2011-08-27T14:46:51.092-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='histórias do futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seleção'/><title type='text'>História das Copas III - até 94</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R5SnbmJgbmI/AAAAAAAAAEQ/_lVk7NtaVvE/s1600-h/brasil94.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R5SnbmJgbmI/AAAAAAAAAEQ/_lVk7NtaVvE/s400/brasil94.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157931565784788578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;1990:&lt;/strong&gt; Copa da Itália. A Copa que Galeano chama de “aborrecida” pela pouca quantidade de gols e pelo demasiado poder tático das seleções. Era o início das formações táticas mais defensivas. Mais que as anteriores. Os anfitriões ficaram de fora da festa da final. Alemanha e Argentina disputaram uma partida truncada que acabou em 1 a 0 para os &lt;em&gt;kaisers&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta Copa, Dunga ficou marcado como o símbolo da derrota que o Brasil sofreu para a Argentina. Maradona deu o passe para que Caniggia fizesse o gol da derrocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Itália acabou em terceiro lugar. A Inglaterra amargou o quarto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1994:&lt;/strong&gt; Esta é tão fácil de lembrar que poderia cometer a audácia de dispensar o Galeano para contar. Mas, não farei isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Copa dos EUA, o país do Beisebol, do seu próprio futebol, onde o verdadeiro football não é football, é soccer, foi mais uma vez uma jogada de marketing dos american-ninjas para tentar popularizar o soccer. Ou, somente mais uma oportunidade pra FIFA fazer mais dinheiro, pros EUA ganharem mais dinheiro, ou ainda, pra nada disso, só pra fazer uma Copa em outro lugar, na América, outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, os jogos foram novamente ao meio-dia. Maradona fez seu último jogo em Copas, aliás, seu último gol, que gol, que garra, que vontade de jogar bola! Foi mais uma vez pego pela sua burrice fora dos gramados. &lt;strong&gt;Urina contaminada com não-sei-o-que-lá = Doping. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas mudanças nas regras foram essenciais: as vitórias passaram a valer três pontos. Os times puderam, pela primeira vez, oficialmente, substituir três jogadores no mesmo jogo. &lt;strong&gt;Outras mudanças menos importantes também aconteceram, como o fato de os árbitros usarem camisas coloridas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Importante mesmo foi que Dunga deu na cara de todo mundo e foi o dono do meio-campo brasileiro. Impôs sua raça campeira e fez, aos berros, a seleção treinada por Parreira, andar, mexer-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil foi campeão ganhando da Itália nos penaltes. A Itália tinha Roberto Baggio, pra muitos o melhor jogador da competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil tinha ainda Romário e Bebeto no ataque. Romarinho, gênio.  Havia Taffarel no gol. Dizem outros, o melhor goleiro brasileiro de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, Galeano termina por aí a história das Copas. Diz que até então a América era dona de oito Taças, sendo o Brasil detentor da metade. A Europa tinha sete, com a Alemanha sendo a melhor representante do velho continente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-8200579923138238649?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/8200579923138238649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=8200579923138238649&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/8200579923138238649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/8200579923138238649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/01/o-fim-das-copas-at-94.html' title='História das Copas III - até 94'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R5SnbmJgbmI/AAAAAAAAAEQ/_lVk7NtaVvE/s72-c/brasil94.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-8343695463911552865</id><published>2008-01-20T19:42:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T19:46:28.460-02:00</updated><title type='text'>Na mesma</title><content type='html'>Preciso comentar. Não me aguento.&lt;br /&gt;O Campeonato Gaúcho começou e as coisas continuam na mesma. O Inter e seu rico time empataram. O Grêmio, ruim, pôs a gana na ponta da chuteira e ganhou na estréia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o imortal tricolor dando o ar da graça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-8343695463911552865?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/8343695463911552865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=8343695463911552865&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/8343695463911552865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/8343695463911552865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/01/na-mesma.html' title='Na mesma'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-2728524669607601296</id><published>2008-01-19T12:14:00.001-02:00</published><updated>2011-08-30T13:04:23.257-03:00</updated><title type='text'>Palhaçada - Wandeko Pipoca, o Bozo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R5U0_GJgbnI/AAAAAAAAAEY/4KaJy-ar8JU/s1600-h/wandeko%252B00502.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R5U0_GJgbnI/AAAAAAAAAEY/4KaJy-ar8JU/s400/wandeko%252B00502.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158087206809661042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dia fui amigo do palhaço mais famoso, mais querido da televisão brasileira: O Bozo. O "cara" que interpretava o palhaço na versão brasileira é o Wandeko Pipoka, comediante de Lages-SC, que agora mora em Balneário Camboriú. O acaso é que o Bozo é gremista, eu também, ele tem um bar que passa os jogos do tricolor e por aí vai....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ser amigo dele, eu fiz esta entrevista. Foi lá pelo quarto semestre de faculdade. Era um "aspira" a estudante de jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segue:&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Criado pelo americano Larry Harmon, o palhaço Bozo fez a alegria das crianças do mundo todo. No Brasil, interpretado inicialmente por Wandeko Pipoca, o sucesso não foi diferente. O astro das crianças hoje mora no litoral catarinense com a esposa e filhos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vê o Wandeko administrando seu bar em Balneário Camboriú nem imagina que um dia ele foi uma das maiores estrelas da mídia brasileira. Orgulhoso de ter ajudado na formação de muitas crianças e decepcionado com os programas infantis da atualidade, ele me recebeu no seu bar para contar sobre a sua vida como o palhaço mais conhecido do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maurício Haas -&lt;/strong&gt; Como foi o seu começo como Bozo?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Wandeko Pipoca -&lt;/strong&gt; Foi em 1978, quando eu fazia show numa boate em São Paulo. Eu recebi um telefonema do cantor Ari Sanches, que trabalhava com o Silvio Santos, dizendo que estavam fazendo um teste pra o personagem “O Bozo”. Eu não conhecia o Bozo mas fui ao SBT. Tinham vários atores fazendo o teste e eu tive a felicidade de ser escolhido pelo “dono” do Bozo, que é o Larry Harmon. Foi realmente uma coisa muito bonita pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por quantos anos o senhor trabalhou como Bozo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - Eu exerci a função de Bozo de 1979 até 1989. O Bozo começou na “Studio Silvio Santos”. O SBT veio a existir só em 82. O Bozo começou em 79 e passava no Rio de Janeiro pela TV “Studio Silvio Santos” e em São Paulo pela TV Record.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Surgiam alguns “apertos” nos programas ao vivo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - Claro que surgiam. Eu não tinha prática como palhaço, só fui ser palhaço quando fiz o Bozo. Teve uma cena que eu precisava pisar na fantasia da Vovó (Mafalda). Tinha o fecho que saía e ela ficava só de ceroulas. Um dia, num programa ao vivo, eu pisei, mas o piso era de fórmica, muito lisa, e a Vovó Mafalda foi andando, eu escorregando junto e nada do vestido dela abrir. A gente não sabia o que fazer, foi uma palhaçada! (Risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As marcas registradas do palhaço Bozo, como as frases clássicas. Eram criações suas ou da produção?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - Eram de ambas as partes. Nós tínhamos uma redação muito boa, o diretor era o Manuel Rodrigues, que é quem criou os “Trapalhões”. A produção era do Walter, que hoje trabalha com o Gugu. Então, eles criavam muito, mas a maior parte é criação minha. Tipo, “Bozo, Bozinho, Bozoca, nariz de pipoca”, o “sempre rir”, o “alô criançada, alô amiguinhos”, tudo eu quem criava. Agora, eles ajudaram muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Silvio Santos intervinha no programa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - Sim! Era o dono da emissora, o patrão! Eu aprendi muito com ele. Foi muito legal comigo, não tenho nada pra me queixar dele. Eu era assíduo do camarim dele e apesar de fazer muitos anos que a gente não se fala, eu sempre vou ser amigo dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual foi o motivo da sua saída do SBT?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - Eu não concordei com tudo isso que tá acontecendo aí. Eu achava que o Bozo não merecia fazer coisas que prejudicassem a imagem das crianças. Não concordei e acabei saindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre a declaração do Arlindo Barreto (também palhaço Bozo), dizendo que o senhor não tinha muito jeito com as crianças, que falava muitos palavrões, e que isso fui uma das causas da sua saída...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - Puxa! Não sei porque ele falou isso. Imagina. Um cara que ganhou todos os troféus, prêmio da Unicef de melhor do mundo. Fui eu. Eles (outros atores) assumiram o Bozo no meu lugar, tiraram Bozo do ar e, todos os palavrões que foram ditos na televisão, foram ditos por ele (Arlindo Barreto). Ele mesmo foi mandado embora da emissora como traficante, maconheiro. Isso ele mesmo confessa. Eu fiz o Bozo durante anos sozinho. Se eu não levava muito jeito com as crianças, não consigo entender como eu agüentei dez anos fazendo sucesso. Ao mesmo tempo, eu agradeço o Arlindo por dizer isso, pelo menos é sinal de que sou lembrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor foi amigo dos outros interpretes do Bozo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - Eu conheci eles. Tenho muito respeito por eles. Todos; Arlindo, Luís, Edmilson, Marquinhos, respeito muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor conheceu muita gente famosa. E um fato interessante é que o Bira (baixista do sexteto do programa do Jô, na Globo) era baixista da banda do Bozo...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - Sim! O Bira é grande amigo meu. Bem antes do Bozo ele tocava comigo na “Boate Michel”, em 1973. Um amor de pessoa. Outra pessoa que tocou com a gente foi o tecladista dos “Mamonas Assassinas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor sabe onde estão as pessoas que trabalhavam contigo no SBT?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - O Pedro de Lara, que fazia o Saci-Fufu, hoje tem programa na “Rádio Atual” de São Paulo. O Gibi, que era o Papai Papudo, hoje faz pegadinhas no “Tudo por dinheiro”, do Silvio Santos. O “garoto Juca” é baterista da dupla “Milionário e José Rico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Bozolina entrou depois da sua saída. Qual tua opinião sobre a criação desta companheira para o Bozo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - Eu sempre fui contra. Achei uma bobeira, porque foi mais um “cabide de emprego”. O Bozo é um personagem solteiro, puro. Ele é casado com as crianças e foi criado pra isso. Não tem nada a ver com Bozolina. Depois que começaram a inventar isso aí, eu saí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual o maior orgulho do Bozo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - O Bozo era continuação do lar das pessoas. O orgulho dele era saber que quando ele falava, a criança prestava atenção. Ele falava pra criança : ‘olha, se você responder à mamãe, se não ajudar o papai, se brigar com os amiguinhos, o Bozo vai ficar seu inimigo!’. E, a criançada toda fazia tudo direitinho. Então eu me orgulho disso. Só lamento que as mudanças que fizeram na televisão venha prejudicar isso e a mídia não enxerga. A mídia é a coisa mais cega que tem, ela vê e faz de conta que não vê. O Bozo foi criado no mundo inteiro pra educar e divertir, o que é a função da televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor sente saudade e interpretar o Bozo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - Demais, saudade enorme. Eu amava o Bozo, era de coração mesmo. Eu trabalhava alegre, feliz, cantando. Sinto saudade das pessoas que trabalhavam comigo. Essa pergunta até dói, enche meus olhos de lágrima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas o senhor nunca mais o interpretou?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - Não, eu sou autor de uma frase que pode magoar algumas pessoas, mas eu acho que, hoje, a televisão não é o lugar de gente séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E atualmente, qual a sua ocupação, seus negócios?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - Eu tenho dois filhos e acho que todo pai deve pensar neles. Nós não somos donos de nada, nem da nossa vida. A nossa vida pertence a Deus. Então, isso aqui (se referindo ao bar), não é meu. Eu montei isso pensando em muitas pessoas que eu vejo aí, artistas famosos que morreram na miséria, outros que andavam de carro importado e agora estão pedindo ajuda pra sobreviver. Por isso eu pedi a Deus que me desse alguma coisa pra me entreter, não ter que ficar correndo pelas estradas fazendo show. Deus me deu este estabelecimento que hoje é um dos mais famosos de Balneário Camboriú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se te convidassem para fazer um novo programa de TV, o senhor aceitaria?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - Sim, aceitaria, porque seria muito cruel comigo se não o fizesse. Mas pediria às pessoas que me fizessem um convite decente. Fazer uma coisa pura, não pornografia pras crianças nem jogatina, venda de produtos. Isso não. Vamos fazer um personagem puro. As crianças estão precisando. Tem filho matando pai, pô! E não adianta dizer que a televisão não é responsável pela violência, porque é sim! Tudo que se faz na televisão, a criança faz também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E o Bozo, voltaria a fazer?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WP - Voltaria com o maior prazer. Eu amo fazer o Bozo. Me tirar o direito de fazer o Bozo é o mesmo que proibir uma criança de sorrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-2728524669607601296?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/2728524669607601296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=2728524669607601296&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2728524669607601296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2728524669607601296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/01/palhaada.html' title='Palhaçada - Wandeko Pipoca, o Bozo'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R5U0_GJgbnI/AAAAAAAAAEY/4KaJy-ar8JU/s72-c/wandeko%252B00502.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-6151816716187206122</id><published>2008-01-09T23:42:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T07:28:15.633-02:00</updated><title type='text'>Hawaii - SC</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R4V48WJgbkI/AAAAAAAAAEA/2JmxODhAGFM/s1600-h/hawaii_surfing3640x480.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R4V48WJgbkI/AAAAAAAAAEA/2JmxODhAGFM/s400/hawaii_surfing3640x480.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153658326728339010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Seguimos naquela linha "matérias-textos do passado". Esta eu fiz faz, mais ou menos, um ano. E os caras juram que é verdade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto todos trancavam portas e janelas de seus apartamentos nos altos prédios de Balneário Camboriú, preocupados com o resultado do que as notícias anunciavam, Marco Vitorino, um comerciante de 35 anos, mal conseguia dormir, tamanha a ansiedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia seguinte poderia ser o melhor de sua vida, não de comerciante, pai de família, mas, de surfista. Ele conhece, e bem, uma área famosa dos mares de Balneário. O Parcel é o sonho de consumo dos surfistas da região e, tavez, de outras partes do Brasil. Uma onda que se forma na linha da Ilha das Cabras, um pouco mais ao Norte, na praia principal da cidade. Diz Vitorino que é muito parecida em tamanho e força com as ondas do Pacífico chileno, “só que esta aqui, tá de frente pra minha varanda”.&lt;br /&gt;Os jornais anunciavam uma ressaca no mar, de norte a sul, em Santa Catarina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surfista da área há mais de 20 anos, Vitorino não teve dúvidas e deixou tudo pronto pra encarar o Parcel no dia seguinte. Ele sabe dos perigos, mas se sente seguro pela experiência, e pela confiança que tem em seu pranchão de mais de dois metros. &lt;br /&gt;Nem havia amanhecido, e o mar já tomava conta da areia, a areia da calçada e Vitorino do mar, como que num rodízio. Depois de remar uns 30 minutos, ralando o peito no pranchão e brigando com o mar revolto, ele já delirava com ondas de três metros e meio, uma raridade em mares brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ É uma realização. Quando bate um suél forte de Leste (ondas vindo com muita vontade da direção Leste), o Parcel aparece e eu não perco a chance. São poucas as vezes no ano que isto acontece com aquela intensidade. Isso já faz um ano, de lá pra cá, só ondas pequenas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- &lt;strong&gt;Fenômeno&lt;/strong&gt; ---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor João Luiz de Carvalho, doutor em Engenharia Oceânica e especialista em ondas e marés, conta que este “pico” de surf só existe por causa de uma rocha que há naquela região. Ele explica que as ondas mais fortes geralmente vêm do sul, e por isso o Parcel não é permanentemente “surfável”. Mas, quando elas vêm do leste, encontram este obstáculo rochoso, que está a mais ou menos quatro metros abaixo do nível da água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro professor, o José Gustavo Natorf de Abreu, que já mapeou toda esta região marinha, observa que esta rocha é uma continuação do continente, assim como a Ilha das Cabras. Funciona assim, disse ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O mar avançou sobre a terra. Quando não conseguiu mais subir, parou e as praias apareceram. Só que, algumas partes da terra eram mais altas que a praia, apesar de estar localizadas antes, na visão do mar. Assim, o mar foi-se, mas não conseguiu cobrir certas partes, o que hoje chamamos de ilhas. O Parcel é o mesmo que uma ilha, só que está abaixo da água, por isso é só uma rocha submersa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, como que num diálogo entre estudiosos do assunto, o professor Carvalho interrompe a explicação de Abreu, para continuar a sua:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Na hora que esta série de ondas, que vêm do leste, bate no Parcel, a onda quebra, causando este efeito favorável ao surf. O fundo de pedra, além fazer com que exista aquela onda ali, no meio do mar, faz com que ela sempre quebre da mesma forma, já que ela sempre se forma do mesmo jeito. Por isso os surfistas a consideram perfeita. É o mesmo caso das ondas havaianas, chilenas, australianas. O fundo de pedra dá regularidade à onda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- &lt;strong&gt;Modalidades&lt;/strong&gt; ---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos que dizem já ter surfado o Parcel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sim, têm muitos – interrompe Vitorino. E continua – ali, quando dá um suelzinho de leste, tem gente que se manda pra água pra dizer que surfou o Parcel. Eu mesmo, quando bate este suél mais fraquinho, levo meu filho pra aprender a pegar onda ali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suél fraco ao qual se refere o surfista proporciona ondas de até dois metros no Parcel de Balneário. A nova moda agora é aproveitá-lo para a prática do tow-in, aquele que o surfista é puxado por um jet-ski. &lt;br /&gt;S&lt;br /&gt;e a moda pegar, vai faltar espaço pra tanto surfista querendo aproveitar este Hawaii de pouco mais de 300 metros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-6151816716187206122?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/6151816716187206122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=6151816716187206122&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6151816716187206122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6151816716187206122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/01/hawaii-sc.html' title='Hawaii - SC'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R4V48WJgbkI/AAAAAAAAAEA/2JmxODhAGFM/s72-c/hawaii_surfing3640x480.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-318138749924034602</id><published>2008-01-08T11:52:00.002-02:00</published><updated>2011-08-30T12:56:03.462-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nostalgia'/><title type='text'>polytonic|νόστος – Reviva outros tempos!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R4OMM2JgbjI/AAAAAAAAAD4/Gf5qTgJKQPY/s1600-h/Nostalgia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R4OMM2JgbjI/AAAAAAAAAD4/Gf5qTgJKQPY/s400/Nostalgia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153116550963686962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Na escassez de boas idéias neste início de 2008, vou me apoiar nas coisas do passado. Uma quase-matéria, tipo jornalismo, que fiz dia desses com alguns personagens verdadeiros e outros também, só que com pequenas modificações. Nada demais. No fim, tudo é real.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Meu Deus, essa música mexe comigo! &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como poderia uma música mexer com alguém a não ser no sentido mecânico das palavras? Se mexe, é porque dança. Porém, não neste caso. Esta "mexida" tem a ver com sentimento, emoções, lembranças do passado que reaparecem quando alguém escuta uma música, assiste a um filme antigo, revê uma cena do passado, sente um cheiro de bico (ou chupeta, dependa da região). É neste momento que a tal da nostalgia dá as caras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano distante de 1678, um estudante de medicina “ouriçado”, chamado Johannes Hofer nomeou o que foi considerado uma doença, a Nostalgia. Dizia ele que “polytonic|νόστος” era igual a nostos, que significa “voltar para casa”. Assim como “polytonic|άλγος” é igual a algos, ou na nossa língua: “dolorido/desejoso”. &lt;strong&gt;Ele jurava que isso era "uma doença dolorida que uma pessoa sente porque ela deseja retornar para a sua casa, sentindo medo de não ver ou ter aquilo outra vez". &lt;/strong&gt;Uma pessoa nostálgica passou a ser alguém que lembra das suas origens, geralmente distantes física ou temporalmente, e um doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a nostalgia deixou de ser uma doença e está muito mais ligada a boas sensações, do que más. Tânia de Lima Pacheco Pessati, especialista em psicofarmacologia e suas veredas memoriais, diz que este sentimento está geralmente ligado à infância pelo simples processo natural que nosso cérebro percorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na infância, tudo que temos são sentimentos. Não conseguimos racionalizar os fatos, montar histórias lógicas. &lt;strong&gt;Sentimos, basicamente.&lt;/strong&gt; Estamos na fase da memória emocional, que com o tempo, alia-se à memória racional, conforme vamos crescendo. Por isso, quando adultos, escutamos uma música, sentimos algum odor e de repente estamos revivendo uma sensação do passado, da época que guardávamos mais sentimentos que raciocínios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória emocional a que a professora Tânia se refere não desaparece com o tempo, mas perde espaço para a razão, ainda mais nestes tempos. Estas lembranças emocionais ficam guardadas num lugar distante do cérebro, inconscientes. Afinal, elas são irracionais, não controláveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tente sentir cheiro de alguma coisa que você goste ou não. Fezes, por exemplo. Você sabe que é ruim, mas não consegue sentir o cheiro. Mas, se você senti-lo na rua, após pisar sobre algum estatelado na calçada, “urgrrrr! Que merda!”. A sensação de desprazer ascende na hora, &lt;strong&gt;até ânsia de vômito dá&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;parece que aquilo está dentro das tuas narinas, ou da boca, se a imaginação fluir&lt;/strong&gt;. Aquela parte inconsciente, incontrolável do cérebro, foi ativada. E a nostalgia é mais ou menos parecida. &lt;strong&gt;Você não espera, mas quando vem, aparece recheada de sensações reais. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matheus Milanesi, hoje com 21 anos e cursando a faculdade de Engenharia Mecânica, sorri e deixa o brilho dos olhos transparecer ao falar da extinta banda Klã-Destino.  “Meus amigos, quando vêm até mim e comentam sobre a banda que tive nos meus 14 anos, sinto um negócio que não é fácil explicar, acho que se encaixa neste sentimento nostálgico. É uma espécie de saudade, misturada com a sensação de êxtase, calor e adrenalina que sentia quando estava em cima do palco, tudo reaparece mais uma vez!”, exalta-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nostalgia se diferencia da saudade por apresentar este elemento a mais, o de ressentir. Quando se tem saudade, sente-se falta, vontade de ter novamente. A nostalgia &lt;strong&gt;é mais do que isso, é degustar mais uma vez do que já foi experimentado&lt;/strong&gt;, mesmo que de forma genérica, virtual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo pode ser para o bem ou para o mal. Engana-se quem pensa que nostalgia sempre remete a coisas boas. Fosse assim, o termo não teria marcado por anos os livros de medicina. &lt;strong&gt;Os sintomas podem incluir aperto na garganta, perda de apetite, desânimo, e podem chegar a casos de depressão ou desespero.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Presença de espírito&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outros casos interessantes de nostalgia. &lt;strong&gt;Será possível sentir falta de algo que você nunca presenciou, nunca teve, jamais viu?&lt;/strong&gt; Sim. Eu mesmo, a cada vez que assisto ao filme Diários de Motocicleta, que conta como foi a viagem de Ernesto Guevara e Alberto Granado pelo interior sulamericano, sinto nostalgia. É como se eu tivesse conhecido os dois e participado das aventuras, junto com eles. E o próprio Che (ao menos no filme), em Machu Picchu, dispara a frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Como es posible que siento nostálgia por um mundo que no conoscí? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elton de Souza, jornalista catarinense, tem outro exemplo parecido. A cada vez que falamos dos Beatles, ele relembra o encontro dos Four Fabolous na Abbey Road, quando foram levar um som e gravar o clipe que causaria o tal sentimento de falta, saudade, alegria, em Elton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música é Real Love, e lá estão Paul, Ringo e George! Velhos, ainda barbudos e agora grisalhos, mas sempre cabeludos. Só John não está velho. Nunca esteve e as imagens remetem ao tempo em que ainda estava vivo. Não poderia ser de outra maneira. Pela terceira estrofe, saudoso, o Elton sempre diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, sinto falta de uma coisa que não vivi! Como pode isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questões que não posso responder sozinho, nem a mim, nem ao Elton, muito menos ao Che. Por isso a ajuda de Cristiano Old White, doutor em psicologia experimental. Ele explica que este fenômeno está ligado ao conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A pessoa que estuda, assiste a filmes, documentários e se interessa muito por alguma coisa, ela passa a sentir-se parte daquilo tudo. Repare que quando esta pessoa fala daquele determinado assunto, ela o trata com naturalidade, com proximidade. Quem é apaixonado pela banda Legião Urbana, por exemplo, não chama o Renato Russo de tal forma, refere-se a ele por Renato, simplesmente. Isso mostra intimidade, como se fossem amigos. E quando se perde, ou reencontra um amigo, a nostalgia é presença marcante. Isso também funciona com coisas, lugares e tudo mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, Renato Cruz, colunista do jornal Estado de São Paulo, escreveu em 12 de maio sobre a “Nostalgia do Futuro”. Lá ele descreve a falta das invenções anunciadas há décadas. A frase que abre sua coluna é o título de um livro que trata exatamente deste assunto. “Where is my jatpack?”, pergunta, numa alusão a uma “mochila a jato”. Vá até a locadora, ou ao YouTube, e assista a um filme “futurista” dos anos 80. As previsões são para o ano 2000, 2005, 2007.&lt;br /&gt;Além de perceber que o mundo não acabou ainda, ao final você vai se perguntar: &lt;strong&gt;cadê os carros voadores? Ainda não podemos nos tele-transportar? Onde estão os skates sem rodas, eles não iriam voar em 2007? Você pensou que eles existiriam e, quando completasse 25 anos, um deles estaria lá, ao lado do bolo e dos presentes. Não estão, e como parece que você já andou num, de tanto assistir aos filmes, sente falta, nostalgia. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou o processo ainda poderia ser ao contrário. Relembrando o que a professora Tânia disse no início da reportagem, sobre memória emocional, podemos entender porque as pessoas com alzheimer recordam sensações antigas, cheiros antigos, pessoas do passado distante e não conseguem se lembrar da manhã anterior. Aquilo tudo, de anos atrás, está no inconsciente, na caixa de memória de emoções, sensações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Re(a)corde&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se você é da geração de 80, alugue Rocky, o sexto filme da série do lutador de box interpretado por Sylvester Stallone. Se segure pra não sair gritando em frente ao sua TV: “Mete uma canhota nele Rocko!!!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Outra. Escute alguma música da época em que você tinha entre 12 e 15 anos. Repare se olhar daquela guria não aparece na sua frente, te encarando mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viaje para o interior, visite a casa de seus avós, jogue cartas, PackMan, brinque, jogue bola, pule elástico, assista Sessão da Tarde, não faça nada durante um dia todo, só coma, faça tudo o que você não faz há um bom tempo. A nostalgia vai invadir você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra fechar, um poema:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nostalgia - Alcy Filho &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta&lt;br /&gt;Do meu tempo de criança&lt;br /&gt;Do primeiro grande amigo&lt;br /&gt;De um tempo pouco distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta&lt;br /&gt;Da melodia da cidade&lt;br /&gt;Que em sua quietude&lt;br /&gt;Grandiosa se erguia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta&lt;br /&gt;Das belas manhãs&lt;br /&gt;Do café-da-mamãe&lt;br /&gt;Das tardes de sossego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta da saudade&lt;br /&gt;Sentimento que se vai&lt;br /&gt;E não deixa rastro&lt;br /&gt;Saudade que falta num mundo&lt;br /&gt;Que necessita de memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta&lt;br /&gt;Dessa nostalgia&lt;br /&gt;Desse canto na escrita&lt;br /&gt;Que me permite dizer:&lt;br /&gt;Como eu sinto falta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-318138749924034602?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/318138749924034602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=318138749924034602&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/318138749924034602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/318138749924034602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2008/01/polytonic-reviva-outros-tempos.html' title='polytonic|νόστος – Reviva outros tempos!'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R4OMM2JgbjI/AAAAAAAAAD4/Gf5qTgJKQPY/s72-c/Nostalgia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-2049281996952336932</id><published>2007-12-31T19:02:00.000-02:00</published><updated>2008-01-02T11:36:39.344-02:00</updated><title type='text'>Ano Novo</title><content type='html'>O ano acabou, o que não quer dizer muita coisa. Significa, exatamente, que o calendário irá para o mês de janeiro mais uma vez, que a semana passada foi de festa e que até o carnaval passar as coisas vão demorar um pouco pra se resolverem, pelo menos no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significa que os campeonatos de futebol vão recomeçar, todos com zero ponto e todos com esperanças, mas, provavelmente serão os mesmo a levar os troféus.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também serve pra ficarmos mais velhos, ganharmos mais dinheiro, repetirmos as festas de aniversário, feriados, acampamentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Só que, na verdade, amanhã será um outro dia, seguinte a este que ainda vivemos. Só. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas aproveitam pra fazer novas promessas, planos, metas, que no próximo 31 de dezembro serão lamentas ou comemoradas.  &lt;strong&gt;Esta é a grande magia da festa da virada. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que o esquema é falar de planos, vou fazer o inverso. Uma retrospectiva. Minha. Só pra registrar. Se quiser deixar de ler, ok. Nem te estresse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro semestre de 2007 foi recheado de planos. Mas foi muito emocionante. O Grêmio disputava a Libertadores de novo, depois de três anos sem cruzar as fronteiras para uma peleja nos gramados. Eu, no mesmo embalo, estava envolto, completamente mergulhado na idéia de conhecer Machu Picchu e todas as outras coisas que acontecem nesta esplendorosa jornada até o Umbigo do Mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atenções ficaram sempre entre estas duas coisas. Foi de arrepiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Segundo semestre foi de realizações. Primeiro, logo no início, a viagem que eu e meu amigão Elton fizemos, cruzando parte do Brasil, Bolívia, Peru e alcançando Machu. Emoção dia-a-dia. E, na volta, a entrega do último trabalho de faculdade e a formatura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano planejado e realizado. Algumas pendengas ficaram e devem ser resolvidas, claro. Mas isso é assunto pra amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-2049281996952336932?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/2049281996952336932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=2049281996952336932&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2049281996952336932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2049281996952336932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/12/ano-novo.html' title='Ano Novo'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-4710691060180517869</id><published>2007-12-24T14:20:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T14:42:00.566-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fifa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seleção'/><title type='text'>História das Copas II</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R2_tKaIVpyI/AAAAAAAAADw/xK2u7i7ESRo/s1600-h/untitled.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R2_tKaIVpyI/AAAAAAAAADw/xK2u7i7ESRo/s400/untitled.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147593662176536354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 1989, num jogo entre Argentinos Juniors e Racing, em Buenos Aires, a partida foi pros pênaltes. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;Começaram as cobranças e o público estava apreensivo, muito nervoso. Chutaram as cinco primeiras bolas cada time. Empate com uma defesa pra cada lado. Foram para as cobranças alternadas e agora cada chute poderia ser fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A partida seguiu empatada até o penal de número 44.&lt;/strong&gt; Não havia mais ninguém no estádio, só os jogadores. Acho que só o goleiro e o batedor. Ninguém sabe quem venceu. Mas foi real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1966:&lt;/strong&gt; A Copa da Inglaterra. Finalmente os inventores do Football ficavam com uma taça do mundial. Venceram a Alemanha por 4 a 2 no último jogo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Foi a Copa de despedida para Garrincha, transmitida ao vivo via satélite. Foi o Mundial que caçaram Pelé, principalmente no jogo contra Portugal, tirando-o da competição. Franz Beckenbauer começava a carreira e a Taça Jules Rimet era roubada pela primeira vez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas, antes de ser derretida, o cachorro Pickles a encontrou num jardim londrino, consagrando-se o herói daquele Mundial. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1970:&lt;/strong&gt; Outra vez na América, a sede da Copa foi o México. O Brasil sagrou-se Tri-campeão em cima da Itália (4 a 1) e algumas mudanças significativas nas regras apareceram. &lt;strong&gt;Agora os jogadores da linha também poderiam ser substituídos, dois por jogo, além do goleiro.&lt;/strong&gt; Os cartões, amarelo e vermelho, chegavam para inibir a violência nas faltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Alemanha foi bem mais uma vez, chegou em terceiro. O Uruguai terminou em quarto lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1974:&lt;/strong&gt; A Copa da Alemanha, apesar de a Holanda ter chamado mais atenção. Os donos da casa venceram a Laranja Mecânica na final por 2 a 1. Os holandeses receberam a alcunha depois de chegarem ao último jogo invictos, tendo sofrido apenas um gol (contra) e marcado 14. &lt;strong&gt;Era o time da “desorganização organizada”. Todos atacavam. Todos defendiam. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1978:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Copa da ditadura militar argentina.&lt;/strong&gt; Os hermanos venceram a Holanda na final, 3 a 1. Só que, para chegar a derradeira partida, eles precisavam vencer o Peru de goleada. A partida terminou 6 a 0 para a Argentina &lt;strong&gt;e os jogadores peruanos foram apedrejados ao voltarem para Lima.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O Brasil voltou com a medalha de bronze após vencer a Itália na disputa pelo terceiro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1982:&lt;/strong&gt; Copa da Espanha e dos bons times. A Itália tinha Paolo Rossi, a França tinha Platini, a Alemanha Rummenigge e o Brasil contava com Zico, Sócrates, Falcão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Itália saiu campeã num 3 a 1 em cima da Alemanha. A Polônia foi terceira e a França quarta colocada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Brasil jogava bonito, mas perdeu nos penals pra França.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1986:&lt;/strong&gt; O Bate-Bola entre América e Europa como sedes das copas continuava e o México voltava a ser o dono do espetáculo. A Argentina sagrou-se bi-campeã vencendo a Alemanha na final por 3 a 1. Antes, no jogo antológico contra a Inglaterra, &lt;b&gt;Maradona deitou e rolou. Marcou dois dos seus maiores &lt;/b&gt;&lt;b style="font-style: italic; "&gt;golos: &lt;/b&gt;o da “Mão de Deus”, driblando o olhar de todos que estavam no estádio, primeiro. Depois driblou o time pela segunda vez quando arrancou, de trás da linha do meio-campo, conduziu a bola com a perna esquerda driblando e entortando todo mundo que pintasse na frente, até o goleiro, pra depois, no final, empurrar a bola pro fundo das redes. Mágica. Driblou o time inglês, o juiz, a torcida, menos a TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, foi neste Mundial que a TV passou a se tornar algo do que é hoje em relação ao futebol. Jogos do Campeonato Brasileiro às 22h não são por acaso. É porque a TV Globo, que detém os direitos de transmissão do Brasileirão, determina o horário. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na Copa de 82, Maradona e outros jogadores reclamaram do fato de terem que jogar ao sol do meio-dia para que as TV’s européias pudessem transmitir as partidas ao vivo no início da noite. João Havelange, o senhor da FIFA na época, decretou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;_ Que Calem a Boca e joguem. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também foi nesta Copa que a torcida mexicana inventou a “OLA”, depois adotada por muitas torcidas do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-4710691060180517869?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/4710691060180517869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=4710691060180517869&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/4710691060180517869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/4710691060180517869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/12/pnaltes-pnaltis-penaltys-penals-copas.html' title='História das Copas II'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R2_tKaIVpyI/AAAAAAAAADw/xK2u7i7ESRo/s72-c/untitled.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-9015881483961389322</id><published>2007-12-22T19:05:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T14:33:48.431-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pelé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seleção'/><title type='text'>História das Copas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R22MTaIVpxI/AAAAAAAAADo/xRJqK5jU9Kc/s1600-h/img.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R22MTaIVpxI/AAAAAAAAADo/xRJqK5jU9Kc/s400/img.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146924214214043410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Em 1955 os clubes de futebol iniciaram a estampar nomes de empresas em suas camisetas. &lt;strong&gt;O esporte passava a envolver mais dinheiro, mais poder e as coisas começariam a ficar mais interessantes, e mais perigosas.&lt;/strong&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1958:&lt;/strong&gt; Copa da Suécia. E do Brasil, a primeira seleção a vencer uma Copa fora de seu continente. E não perdeu nenhum jogo. Ganharam dos donos da casa na final por 5 a 2, um pau de bola. Dizem que Feola, o técnico brasileiro, montou um time, o que iniciou a competição. &lt;strong&gt;Pelé, com 17 anos, e Garrincha, por ter reprovado no teste psicotécnico,&lt;/strong&gt; estavam no banco. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;A seleção começou jogando um futebol meia-boca. Aí, os jogadores se reuniram, mandaram Feola catar coquinho e montaram o time. A seleção virou um bom time e foi até a final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este jogo, o da final, teve transmissão ao vivo pela TV da Suécia, somente para os suecos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O time ainda tinha Nilton Santos na zaga&lt;/strong&gt;. Chamavam-no de Enciclopédia do Futebol. Dizem que sabia muito sobre o esporte, sua história, jogadores, esquemas táticos. &lt;strong&gt;Tinha também Didi, na meia-cancha&lt;/strong&gt;, e seus lançamentos precisos, não importava a distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A França ficou com a medalha de bronze e a Alemanha teve que contentar-se com o quarto lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1962:&lt;/strong&gt; A Copa voltou à América pela terceira vez. O Chile fez a melhor campanha de sua história, o terceiro lugar. O Brasil foi bi-campeão em cima da Tchecoslováquia com um 3 a 1, mesmo não podendo contar com Pelé em quase todo torneio – ele se machucou logo no início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez a final foi transmitida ao vivo, em preto e branco, como na anterior, só que agora também para outros países.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-9015881483961389322?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/9015881483961389322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=9015881483961389322&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/9015881483961389322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/9015881483961389322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/12/novos-tempos-copas.html' title='História das Copas'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R22MTaIVpxI/AAAAAAAAADo/xRJqK5jU9Kc/s72-c/img.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-6912955973151110802</id><published>2007-12-18T23:37:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T11:13:54.328-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='histórias do futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eduardo Galeano'/><title type='text'>Rivalidade e outras datas</title><content type='html'>Existem coisas que não podemos explicar. Elas são do jeito que são e deu. A rivalidade GRE-nal é exemplo disso, assim como é a rixa entre Boca e River, Barça e Real Madri. &lt;strong&gt;Elas existem por existir. Não foram inventadas.&lt;/strong&gt; E quando alguém nasce, ou é Inter, ou é Grêmio. Ou é Cruzeiro, ou é Atlético. É Vasco ou Flamengo. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;No livro do Eduardo Galeano, “Futebol ao Sol e à Sombra”, ele conta um episódio que mostra mais ou menos como essa rivalidade funciona. Às vezes, para o torcedor de “A” é mais importante ver “B” perder do que ver seu próprio time vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um argentino fanático pelo Boca Juniors estava à beira da morte. No leito, suas últimas palavras foram um pedido. Queria ser enterrado enrolado em uma bandeira do River Plate, seu maior rival. Seus parentes, sem entender necas, pediram qual era o motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim enterramos mais um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Suspirou e foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inexplicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agora, mais umas boas de história futebolística:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copas do Mundo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1930:&lt;/strong&gt; a primeira Copa do Mundo de futebol chegava ao Uruguai. Os donos da casa também foram os primeiros campeões do que viria a se tornar um dos maiores eventos esportivos em alguns anos. Ganharam da Argentina na final, 4 a 2. Os EUA ficaram com o terceiro lugar e apenas quatro seleções atravessaram o Oceano Atlântico para disputar o torneio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1934:&lt;/strong&gt; a segunda edição da Copa foi realizada na Itália. Novamente os donos da casa levaram a Taça. A Tchecoslováquia ficou em segundo e só três países da América foram até a Europa. O Brasil foi um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1938:&lt;/strong&gt; desta vez foi na França. A Itália conquistou a Copa num 4 a 2 em cima da Hungria, sagrando-se bi campeã. A seleção alemã jogava com a Suástica cravada no peito da camisa. E Leônidas da Silva, o artilheiro da competição, chegou a fazer um gol de pé descalço. O Brasil perdeu na semi para a Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois tivemos um recesso. O mundo estava em Guerra por causa de algumas idéias nada inteligentes. &lt;strong&gt;Em 1942 e 1946 a Copa do Mundo de Futebol não existiu.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1950:&lt;/strong&gt; A volta da Copa do Mundo foi reservada à América do Sul, assim como havia sido na primeira edição. O continente que aprendeu a amar e deu vida ao esporte merecia este presente. E o Brasil foi a sede escolhida. A Alemanha não veio. Foi proibida pela FIFA. Já a Inglaterra, país que inventou o FootBall,  participou pela primeira vez do evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a inauguração do Maracanã, o maior estádio do mundo, foi reservada a final. Estavam Brasil, de camisas e calções brancos, e Uruguai, a seleção celeste, em campo. O país inteiro esperava a vitória brasileira. &lt;strong&gt;Dizem que os jornais do dia seguinte já estavam prontos. E as manchetes anunciavam a primeira conquista brasileira.&lt;/strong&gt; Mas, o Uruguai esculhambou a festa. Impôs seu futebol viril, castelhano, caudilho e derrotou os donos da casa por 2 a 1. Nem eles acreditavam no que haviam feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1954:&lt;/strong&gt; Copa da Suíça. Lá, os alemães fizeram a festa. Venceram a favorita, a Hungria de Puskas, por 3 a 2 na final. O Brasil aposentou o uniforme branco depois da derrota na Copa anterior e adotou a camisa amarela. Diziam que a branca dava azar. Perderam para a Hungria, na semifinal.  A Áustria ficou em terceiro e o Uruguai em quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois virá a Era brasilis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-6912955973151110802?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/6912955973151110802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=6912955973151110802&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6912955973151110802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6912955973151110802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/12/rivalidade-e-outras-datas.html' title='Rivalidade e outras datas'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-6758264853388951172</id><published>2007-12-07T21:17:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T11:07:56.787-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hugo Chávez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ditadura'/><title type='text'>O "ditador" pede votos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R1njAvqO0MI/AAAAAAAAADg/kwz9KwjfBUs/s1600-h/chavez_5.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R1njAvqO0MI/AAAAAAAAADg/kwz9KwjfBUs/s400/chavez_5.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141390051553235138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Segue alguns pensamentos vagos desta sexta-feira que já pensa em deitar-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo Chávez perdeu o mais recente plebiscito que realizou na Venezuela. A votação era pra saber, entre outras coisas, &lt;strong&gt;se a população aceitaria &lt;/strong&gt;que a mesma pessoa fosse eleita presidente da pátria quantas vezes quisesse e pudesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plebiscito é uma das ferramentas mais democráticas que pode existir. Melhor, &lt;strong&gt;o plebiscito é a democracia.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dizem que Chávez é um ditador, o novo Fidel, ou o novo Pinochet, só que do avesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ditador faria um plebiscito? Se faria, perderia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ditadores obrigam, tomam decisões sem consultar a própria mãe. Chávez ainda não é um deles. As pessoas confundem palavras fortes, verdadeiras, duras, com ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chávez tem seus defeitos. Todos têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é a primeira vez que ele põe nas mãos do povo as decisões importantes sobre o futuro da Venezuela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pediu – preste atenção. Pediu – pra que as pessoas votassem. &lt;strong&gt;Poucas votaram, talvez só os mais conscientes. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, CPMF, Terceiro Mandato, CPI, tudo se decide com mesadas, cargos, cadeiras cativas e conquista da maioria no plenário. O povo só assiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tivemos um referendo, como o das armas, fomos OBRIGADOS a votar, mesmo sem ter a mínima noção sobre o assunto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-6758264853388951172?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/6758264853388951172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=6758264853388951172&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6758264853388951172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6758264853388951172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/12/o-ditador-pede-votos.html' title='O &quot;ditador&quot; pede votos'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R1njAvqO0MI/AAAAAAAAADg/kwz9KwjfBUs/s72-c/chavez_5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-5316207687850332586</id><published>2007-12-07T20:44:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T11:08:24.876-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vagner Mancini'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grêmio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='treinadores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><title type='text'>Mancini</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R1ncwfqO0LI/AAAAAAAAADY/NJV_bLtn0cA/s1600-h/Mancini.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R1ncwfqO0LI/AAAAAAAAADY/NJV_bLtn0cA/s400/Mancini.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141383175310594226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pediram pra eu escrever sobre a “contratação bombástica” de Vágner Mancini para treinador do Grêmio, na pós-Era Mano Menezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou escrever depois que vê-lo trabalhando. &lt;strong&gt;Antes, só posso dizer que é o que ouvimos falar.&lt;/strong&gt; O Grêmio tem certa tradição em formar bons técnicos. Ajudou a formar o melhor de todos, Felipão. Depois teve Tite, que foi bom pro Grêmio, mas foi "médio" mais adiante. Por último, Mano Menezes, que virou ídolo e até “trapo” recebeu das arquibancadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mancini é tão bom quanto qualquer um destes anteriores quando desembarcaram na Azenha.&lt;/strong&gt; Chega melhor que Mano chegou, por exemplo. &lt;strong&gt;Tem um título de Copa do Brasil com um time pequeno. Assim como tinha Felipão em 95.&lt;/strong&gt; Mano não tinha nada e tirou o Grêmio do inferno da Série B, o Gauchão do Inter e foi com o tricolor para a final da Libertadores. Tite tinha apenas um título de Campeonato Gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, seja bem vindo Mancini.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-5316207687850332586?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/5316207687850332586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=5316207687850332586&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5316207687850332586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5316207687850332586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/12/mancini.html' title='Mancini'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R1ncwfqO0LI/AAAAAAAAADY/NJV_bLtn0cA/s72-c/Mancini.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-6188035690938892984</id><published>2007-12-07T00:22:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T14:35:02.701-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='histórias do futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seleção'/><title type='text'>Um pouco de história do futebol</title><content type='html'>Tem um livro do Eduardo Galeano, mestre jornalista uruguaio, escritor cru e preciso como pouquíssimos. O livro, de textos rápidos e capitulinhos, chama-se “Futebol ao sol e à Sombra”. Ganhei dos amigos Felipe e Aline, dias atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a página 60 já aprendi muito e, por isso, queria compartilhar algumas coisas. Curiosidades, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí estão:&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- O jogo com bola já existia há mais de mil anos antes de Cristo. Na china jogava-se algo parecido com o que hoje chamamos de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Porém, futebol, assim, tipo football, é coisa dos ingleses do século VIX mesmo. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;- Apenas em 1889 foi feito o primeiro “amistoso” fora da terra da rainha. Foi no &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Uruguai, em Montevidéo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Em 1846 o futebol separou-se do Rugby. Porém, só em 1863, 12 clubes ingleses assinaram um acordo que aceitava as regras estabelecidas em Cambridge em 46 – coisas como não poder segurar a bola com as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- No distante 1870, as equipes se organizaram em Defesa / Meio / Ataque. Também passaram a jogar com 11 homens em cada time (antes o número de jogadores era livre).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;- Um ano depois foi “inventado” o Goleiro. Detalhe: a trave tinha 5 metros e meio de altura.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- 1872: o árbitro aparece. Antes dele os jogares eram os próprios juízes. Em 1891, o árbitro passa a "apitar" de dentro do campo. Ah, o impedimento foi uma das primeiras regras do esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- 1890: marcações com cal. A trave ganha dimensões menores e uma rede para facilitar a visualização do gol.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;- No Brasil, a primeira "pelada" foi em 1895, na cidade de São Paulo. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O futebol era um jogo para os ricos. E brancos, óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tanto que, em 1916, na primeira Copa Sul-Americana – hoje a Copa América – a seleção do Uruguai tinha um negro no elenco. E, depois de vencer o Chile por 4 a 0, &lt;strong&gt;o chilenos pediram a anulação da partida justamente porque uma pessoa de pele escura havia participado dela.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Friedenreich era um jogador brasileiro, carioca. Jogou lá pelos anos 20. &lt;strong&gt;Fez 1.329 gols. 50 a mais que Pelé. Jogou durante 26 anos na primeira divisão. Nunca ganhou um tostão por isso. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-6188035690938892984?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/6188035690938892984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=6188035690938892984&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6188035690938892984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6188035690938892984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/12/um-pouco-de-histria-e-datas.html' title='Um pouco de história do futebol'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-139820035002119999</id><published>2007-11-23T09:44:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T10:57:21.418-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seleção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ronaldinho'/><title type='text'>Deu pra ti! E não adianta chorar!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R0bNgxTk2sI/AAAAAAAAAC4/s6qII2lezUQ/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R0bNgxTk2sI/AAAAAAAAAC4/s6qII2lezUQ/s400/untitled.bmp" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136018387937581762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Ronaldinho Gaúcho pode ser a prova de que, às vezes, uma “botinada” bem dada resolve as coisas. No último jogo da seleção, contra o Uruguai – jogo que todos sabem: o Brasil deveria ter perdido. Deveria mesmo. Não “merecia”. Deveria  - o ex-craque ouviu as maiores, talvez únicas, vaias de sua carreira de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele tomou aquela vaia no Morumbi. Melhor, ouviu de quase 70 mil pessoas que é um pipoqueiro.Viu seu trabalho contestado, coisa que jamais tinha visto. &lt;strong&gt;Não daquela maneira.&lt;/strong&gt; Percebeu que um volante médio pode arrumar um time se entrar no seu lugar cativo. Notou que a imprensa, a torcida e o técnico, brasileiros, começam a ver seus defeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz um tempinho que o ex-craque não sabe lidar com o fracasso. Saiu do Grêmio pela porta dos fundos, sem reconhecer a própria casa, cuspindo no prato que comia. Jamais conseguiu arrumar esta pisada na bola. Mas teve a chance de mudar isso. Só que não conseguiu, pipocou diante do Inter, jogando pelo Barcelona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seleção, jogou bem duas ou três vezes. Isso quando tinha Felipão ao seu lado e almejava jogar na Espanha. Depois que conseguiu, fez duas temporadas pra ser eleito melhor do mundo e parou, &lt;strong&gt;se aposentou, sempre preocupado com seu umbigo.&lt;/strong&gt; E os fãs que se danem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as vaias do Morumbi foram excelentes. Porque a verdade dói, mas arruma a casa. Depois desta "botinada" vamos saber se poderemos chamá-lo de craque outra vez. Ou Ronaldinho aprende a ter vergonha na cara, ou pede pra sair.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-139820035002119999?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/139820035002119999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=139820035002119999&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/139820035002119999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/139820035002119999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/deu-pra-ti-e-no-adianta-chorar.html' title='Deu pra ti! E não adianta chorar!'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R0bNgxTk2sI/AAAAAAAAAC4/s6qII2lezUQ/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-6516213007257938124</id><published>2007-11-21T00:17:00.000-03:00</published><updated>2007-11-21T00:21:28.480-03:00</updated><title type='text'>"Novo" BLOG</title><content type='html'>Dae galera, passeantes do Pelejador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog América Andina, que está linkado aí do lado, está com novos textos. O&lt;strong&gt; Elton, cara que tem o dom, assumiu o controle do bloguito.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dê uma banda lá e comente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-6516213007257938124?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/6516213007257938124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=6516213007257938124&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6516213007257938124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/6516213007257938124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/novo-blog.html' title='&quot;Novo&quot; BLOG'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-2273774146270108059</id><published>2007-11-20T22:53:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T10:53:50.159-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tropa de Elite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Tapa na Cara</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R0ORIxTk2rI/AAAAAAAAACw/dRs1pqOckYI/s1600-h/8404-2007-09-15-16_11_50_1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R0ORIxTk2rI/AAAAAAAAACw/dRs1pqOckYI/s400/8404-2007-09-15-16_11_50_1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135107579992922802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;Mesmo que todos já tenham visto Tropa de Elite, eu me sinto lisonjeado em escrever alguma coisa sobre &lt;strong&gt;o melhor filme brasileiro da história.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, melhor que Cidade de Deus. Isso mesmo: melhor. Ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro porque como filme, Tropa de Elite é perfeito. Cidade de Deus também é, eu sei, e a discussão sobre qual é melhor será eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Tropa de Elite tem um roteiro muito bom, com “offs” bem dosados e narrados com talento por Wagner Moura, que todo mundo já sabe que é bom ator. O filme é bem cortado, as cenas de ação têm pique, tem bandido e tem herói, tem cenas engraçadas, tem crítica, tem história real e a ficção não é fria. A divulgação foi impecável também, seja por querer ou sem querer querendo. Perfeito. Sem erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o melhor: &lt;strong&gt;Tropa de Elite é um tapa na cara de cada figurinha &lt;/strong&gt;que senta à frente da tela para apreciá-lo. Saí do cinema esbofeteado pelo Capitão Nascimento e seus chapas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem pra todo mundo. O camarada que acha que a polícia é gente fina, cuida da sociedade (sei que quase ninguém acredita nisso), aprende que não é bem assim. O outro que compra maconha, que só dá uns tapinhas nos finais de semana, aprende que ele ajuda a fazer boa parte das merdas que acontecem na sociedade.  O playboy (este sou eu com algumas modificações, só pra deixar claro) que acha que faz um trabalho social, que trabalha numa ONG dentro da favela, que é cabeça e entende o lado do traficante, do favelado, este também toma na orelha e aprende muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só uma ressalva a fazer. Todo filme tem que ter um herói, isto é fato. Neste caso, o BOPE foi o escolhido. Até aí tudo bem. Só que este herói não é bonzinho e, o grande problema é que &lt;strong&gt;as pessoas acham que TODO herói é Richard Gere&lt;/strong&gt;. O BOPE mata sem pestanejar. Atira em qualquer descuidado que aparece pela frente. E no filme isto fica claro, só que as pessoas esquecem, não prestam atenção, e saem do cinema dizendo que viraram fãs do BOPE. Este é um problema. Não do filme, dos espectadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um erro? Talvez seja o nome da banda Tihuana aparecer. A música tema do filme é a deles, homônima ao longa. E ela vai bem até que num momento aparece a frase “... é Tihuana, pau vai quebrar!”. Não precisava (implicância minha?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo prova que brasileiro sabe fazer filme sobre a realidade, como se sempre houvesse um respingo de documentário nestas produções. Tropa de Elite, Cidade de Deus e Cidade Baixa provam. E talvez seja esta a vertente que devemos seguir. Precisamos agora sair das favelas e ver o que acontece fora delas.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-2273774146270108059?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/2273774146270108059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=2273774146270108059&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2273774146270108059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2273774146270108059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/tapa-na-cara.html' title='Tapa na Cara'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/R0ORIxTk2rI/AAAAAAAAACw/dRs1pqOckYI/s72-c/8404-2007-09-15-16_11_50_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-3712116729861073584</id><published>2007-11-14T12:33:00.001-03:00</published><updated>2007-11-14T12:33:30.913-03:00</updated><title type='text'>Sant'anna, tô contigo</title><content type='html'>Disse o Paulo Sant'anna hoje no Sala de Redação, da Gaúcha AM. Agora, faz 2 minutos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As minhas cuecas são mais limpas que o STJD!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é "galo véio", sabe o que fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-lhe!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-3712116729861073584?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/3712116729861073584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=3712116729861073584&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3712116729861073584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3712116729861073584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/santanna-t-contigo.html' title='Sant&apos;anna, tô contigo'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-3930365690598093187</id><published>2007-11-13T10:11:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T10:48:01.425-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grêmio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política do futebol'/><title type='text'>Barbeiragens Gremistas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/RzmkB4cxhPI/AAAAAAAAACg/_QBKHLMj60s/s1600-h/0,,10880803-EX,00.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/RzmkB4cxhPI/AAAAAAAAACg/_QBKHLMj60s/s400/0,,10880803-EX,00.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132313602605286642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Olha a besteirada que a diretoria do Grêmio conseguiu fazer em 2007. Vendeu Lucas e Carlos Eduardo na metade do ano. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vendeu com a justificativa de que precisava de dinheiro para sanar dívidas e que também traria novos jogadores para suprir estas ausências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Trouxe Eduardo Costa para a vaga de Lucas. Eduardo Costa é excelente volante, primeiro volante. Não é da posição do Lucas, que sai para o jogo. Eduardo é cão de guarda com muita qualidade. Lucas é homem de marcação e armação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para a vaga do gurizinho Carlos Eduardo, trouxe o veterano Rodrigo Mendes, o homem dos joelhos de vidro. O cara nem estreou, teve que ser operado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora fico sabendo que o Grêmio ainda nem recebeu o dinheiro da venda dos jogadores. Então, o raciocínio é fácil e lógico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Poderia ter mantido os dois ótimos Lucas e Carlos Eduardo. Venderia agora, depois de conquistar uma vaga na Libertadores e ganharia mais do que recebeu na metade do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim, ficamos sem duas peças fundamentais na equipe, estamos vendo nosso time desperdiçar uma das vagas da Libertadores e nem sabemos que espécie de equipe podemos esperar para a temporada 2008.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-3930365690598093187?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/3930365690598093187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=3930365690598093187&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3930365690598093187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3930365690598093187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/barbeiragens-gremistas.html' title='Barbeiragens Gremistas'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/RzmkB4cxhPI/AAAAAAAAACg/_QBKHLMj60s/s72-c/0,,10880803-EX,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-8901889251213922128</id><published>2007-11-10T12:16:00.002-03:00</published><updated>2011-08-27T10:46:23.579-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jovens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='promessas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seleção'/><title type='text'>Relação</title><content type='html'>Parem, Parem, Parem. Pelo amor de Deus, parem!&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Olha só, o Manchester acabou de comprar um guri de 14 anos por mais de 3 milhões. Um piá de bosta, um adolescente que daqui a pouco resolve se trancar no quarto, virar Emo e nunca mais jogar bola. Onde vamos parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já levam nossos projetos de ídolos com 17, 18 anos. Mal podemos torcer por eles e agora, do jeito que as coisas vão, nem por seis meses mais teremos o prazer de vê-los com a cor do nosso time. Os caras tão levando os piazinhos que nem sabem direito o que é futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso, em parte, é culpa das gloriosas organizações, como as exemplares FIFA e CBF, que organizam torneios de seleções sub-15! Colocam a amerelinha – que um dia foi objeto de desejo e orgulho deste povo – nuns guris que têm que provar muita coisa antes de vestir a camisa da Seleção. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tá loco, tchê! Onde vamos parar?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-8901889251213922128?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/8901889251213922128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=8901889251213922128&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/8901889251213922128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/8901889251213922128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/ver-com-o-anterior.html' title='Relação'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-2215103330850231825</id><published>2007-11-10T12:10:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T07:28:17.287-02:00</updated><title type='text'>El Predador</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/RzXKVocxhOI/AAAAAAAAACY/h1HHo6OUpr8/s1600-h/anderson_m2611_dv.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/RzXKVocxhOI/AAAAAAAAACY/h1HHo6OUpr8/s400/anderson_m2611_dv.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131229823442715874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Anderson, um cometa!&lt;br /&gt;Anderson, um Fórmula 1!&lt;br /&gt;Anderson, Anderson, Anderson!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quem narrou estas frases foi Pedro Ernesto Denardin, narrador da Gaúcha AM, em 2005, quando o Grêmio voltou magicamente para a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O guri tinha apenas 17 anos e já era tudo isso.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Agora, no Manchester United, entre Carlito Tevez, Roonei e Cristiano Ronaldo, AnderSHOW brilha como um volante ofensivo, nivelado a grandes craques da posição. Poderia jogar de lateral, quem sabe até na zaga, que se sairia bem. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Joga muito este guri!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pena que só joga pros outros, pros europeus. Queria ele no Grêmio, na Série A, vê-lo eleito melhor jogador do campeonato, melhor da Libertadores, ídolo da Geral, destruindo a vida dos colorados nos Grenais, deixando o mundo embasbacado com sua habilidade. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não só ele. Carlos Eduardo, Lucas, queria todos de volta. Hoje podemos sonhar com duas coisas. Com a aparição de um novo craque-mirim, recém saído das fraldas, pra que possamos torcer pelo seu futebol durante longos seis meses ou esperar que um coroa, um fim de carreira, resolva voltar pra sua terra natal e de lambuja jogar mais um ou dois anos num clube brasileiro de ponta. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aí, os torcedores ficam esperando, a cada jogo, que aquela estrela volte a brilhar como nos tempos em que ele jogava na Seleção, que aquele craque ressurja. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Já estou até vendo. Com 32 anos o Anderson voltará, mas suas arrancadas, seus dribles, darão espaço para as lesões, para o marasmo. Isso se ele não se acostumar demais a vida européia, tirar dupla cidadania e seguir uma carreira de empresário por aquelas bandas. Virá ao Brasil só pra fiscalizar seus negócios, fazer uma festa no seu sítio e curtir um final de semana com os amigos.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E os ingleses ainda sugerem que poderia acontecer com ele o que aconteceu com outros sul-americanos que passaram pelo Manchester. Fracassar? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Olha só o que ele disse sobre fracasso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu sei das histórias de problemas dos sul-americanos no Manchester United, mas eu acredito que nesta temporada eu e Tevez quebraremos isso. Eu sou o Anderson, não o Verón e Kléberson. Esta é a diferença. Talvez eu tenha chegado com mais ambição do que os dois tiveram – completou, em entrevista ao jornal inglês Daily Mail.&lt;br /&gt;E continuou:&lt;br /&gt;– Um brasileiro deve estar preparado para triunfar em qualquer clube do mundo, inclusive este. Então, eu não tenho nenhuma de desculpa para dar – concluiu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O piá é brincadeira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-2215103330850231825?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/2215103330850231825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=2215103330850231825&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2215103330850231825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2215103330850231825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/el-predador.html' title='El Predador'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/RzXKVocxhOI/AAAAAAAAACY/h1HHo6OUpr8/s72-c/anderson_m2611_dv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-3393616321535720366</id><published>2007-11-07T22:15:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T10:41:42.150-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='STJD'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meandros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tribunal'/><title type='text'>Cai dentro, Sr. Merdão!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/RzJjfocxhNI/AAAAAAAAACQ/TxGo-NI59oA/s1600-h/25.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/RzJjfocxhNI/AAAAAAAAACQ/TxGo-NI59oA/s400/25.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130272320613614802" /&gt;&lt;/a&gt;De certo, vou levar uns 500 dias de punição por desacatá-lo publicamente. Mas, já disse: Pode vir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de ler que o diretor de futebol do Grêmio, Paulo Pelaipe, levou um gancho de 360 dias por ofender os senhores donos do STJD, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva – A Palhaçada do Ano. Pelaipe pegou UM ANO por dizer a verdade! Um ano sem assinar súmula, sem sentar no banco de reservas, sem ir ao vestiário. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ô entidade mais nojenta! Ô povo sem escrúpulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gavilán, também do Grêmio, pegou suspensão de 120 dias por dar um soco nas costas, na altura dos rins, de Valdívia, do Palmeiras. Tudo bem, querem punir violência dentro do campo, tá certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que daí, dois jogos depois, Vasco contra Palmeiras, o mesmo Valdívia deu uma cotovelada no pescoço dum jogador do time adversário e depois um soco na cabeça de outro jogador do Vasco.  Foi visitar o Sr. STJD e levou um gancho de cinco dias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que-que é isso? Só pode tá de palhaçada, né Sr. STJD! Alguma coisa tá errada.&lt;br /&gt;Das duas, uma. Ou Gavilán levou uma punição muito severa, ou Valdívia recebeu uma carícia do Sr. STJD, não uma punição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que a fórmula justa de Pontos Corridos foi empurrada goela abaixo dos brasileiros, o Sr. STJD tem sido o maior fenômeno, um dos principais jogadores. O árbitro expulsa no dia do jogo. Depois, o Sr. STJD expulsa por mais uns cinco jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quer dizer, depende. As expulsões vão de dois, cinco jogos, ou 120, 150 ou 360 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coelho, do Atlético Mineiro, deu na boca do Foquinha Kérlon. Uma paulada, na boca! Pegou uns 120 dias, depois teve sua pena reduzida. Quer dizer, sem escrúpulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só peço coerência. Se foi expulso no jogo, folga um e joga o outro. Se foi violento, como foram Gavilán e Valdívia, punição maior. Cinco jogos, ou, que seja, 120 dias. Mas tem que ser igual pros dois. Pontos Corridos não é justo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Sr. STJD, o Sr. está no lugar errado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-3393616321535720366?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/3393616321535720366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=3393616321535720366&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3393616321535720366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3393616321535720366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/cai-dentro-sr-merdo.html' title='Cai dentro, Sr. Merdão!'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/RzJjfocxhNI/AAAAAAAAACQ/TxGo-NI59oA/s72-c/25.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-704419088936419492</id><published>2007-11-07T12:37:00.000-03:00</published><updated>2007-11-07T12:42:52.316-03:00</updated><title type='text'>Completo...</title><content type='html'>Os textos asseguir são, agora definitivamente, com correções, itálicos e negritos, o meu trabalho final da faculdade de Jornalismo. Espero que gostem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço aos que comentaram os posts antigos (já apagados) e me ajudaram a finalizar esta reportagem. Valeu mesmo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui pra frente, outras pautas farão parte da vida deste bloguito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hasta la vitória, siempre!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-704419088936419492?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/704419088936419492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=704419088936419492&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/704419088936419492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/704419088936419492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/completo.html' title='Completo...'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-8799364976687506702</id><published>2007-11-07T12:35:00.000-03:00</published><updated>2007-11-07T12:37:18.909-03:00</updated><title type='text'>Ruínas da América: muito além de Machu Picchu</title><content type='html'>Neste exato instante, enquanto você começa a mergulhar nestas linhas, milhares de pessoas saem de casa para fazer o mesmo, só que de outra maneira. Todos vão para Machu Picchu, em busca da cidade perdida, sagrada, misteriosa e tantas outras adjetivações que encontrarão pela estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diariamente, pessoas de todo o mundo embarcam em aviões, trens, motos, bicicletas, seja por promessa, por curiosidade ou a trabalho, para alcançar a altitude peruana e conhecer as ruínas deixadas pelos incas há mais de 500 anos. Todos sabem que ela está lá, na borda da floresta amazônica, a cerca de dois mil metros acima do nível do mar, mas ninguém sabe como e por que ela foi erguida lá. Tampouco sabemos do paradeiro dos que a ocuparam, e nem temos certeza se foi por segurança ou por puro prazer de viver perto da mata, longe de outras civilizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que toda a cultura inca, com sua notável arquitetura e admirável sistema de plantio, por exemplo, estimulam a curiosidade de muitas pessoas mundo afora. O colorido das vestimentas e o poder de persuasão daquele povo, que dominou boa parte da América Latina antes da chegada dos europeus, chamam a atenção, intrigam a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, saímos em busca dos resquícios desta cultura. Fomos, eu e o Elton de Souza, jornalista-fotógrafo, nos embrenharmos pela América. Nossa missão era encontrar um cenário de lutas e repressões campesinas, de gente empunhando causas e manifestações em nome da preservação desta cultura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, durante o percurso, começamos a notar que não é bem assim que as coisas andam. Nos países que atravessamos até chegar a Machu Picchu, encontramos esta cultura sobreposta pela pobreza dos lugares à beira da estrada. Ou então, em outros casos, topamos com uma preservação maquiada destes costumes, com vestimentas e lendas que servem somente para dar sustento ao turismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Machu Picchu foi recentemente eleita, através duma votação na internet, uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Isso fez aumentar a procura pelo ingresso das ruínas. Fez com que nos meses de junho e julho, uma média diária de 4,5 mil pessoas subissem os morros da cidade inca. Inflou o comércio, não só da região, mas de todas as cidades que estão na rota de quem vai até lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Optamos pelo roteiro comum à maioria dos brasileiros que vão para o Peru, só que faríamos um trecho pedalando quando chegássemos ao altiplano peruano. Com a mochila nas costas e as bicicletas encaixotadas, partimos de Santa Catarina até o Mato Grosso do Sul, atravessamos a Bolívia de leste a oeste, invadimos o Peru, alcançamos Machu Picchu e na volta, de lambuja, cruzamos o Paraguai numa aventura de ônibus pelos rincões mais distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste roteiro, que já vamos iniciar, encontramos muitas pessoas, de todos os cantos da Terra. É através delas que você poderá conhecer um pouco mais sobre a vida dos latino-americanos, seja dos que vão ou dos que voltam, e também dos que nunca foram a Machu Picchu. Você poderá também gastar alguns minutos para apreciar as belezas naturais destes países, como o contraste entre montanhas nevadas da Cordilheira e a aridez do Altiplano, o azul esplendoroso do místico Lago Titicaca, ou as montanhas, as rochas, os muros e as plantações desenhadas pelos incas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não esqueça de prestar atenção aos detalhes que revelam a economia e organização social mal arquitetadas pelos governantes da Era atual. Não desvie seu olhar dos mendigos, dos sem-teto, dos sem-terra, sem-água, sem-comida. Bolívia, Peru, Brasil, Paraguai, indiferente da ordem ou da intensidade que são citados, têm sua própria cultura, seus próprios costumes, sua própria desolação, sua história de derrotas, exploração e conquistas. É um continente de contrastes, não há dúvidas. Beleza e destruição caminham com as mesmas pernas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de partirmos, com boa dose de humildade, faço das palavras de Che Guevara, as minhas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Se não conheces pessoalmente as paisagens que descrevo aqui, dificilmente conhecerás outra verdade senão as que te contarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o que vi será transmitido da maneira mais fiel possível, começando pelo Rivandro do Nascimento, brasileiro de coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-8799364976687506702?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/8799364976687506702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=8799364976687506702&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/8799364976687506702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/8799364976687506702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/runas-da-amrica-muito-alm-de-machu.html' title='Ruínas da América: muito além de Machu Picchu'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-785087087264212751</id><published>2007-11-07T12:31:00.000-03:00</published><updated>2007-11-07T12:34:59.757-03:00</updated><title type='text'>Brasil: Grande demais para um coração</title><content type='html'>&lt;strong&gt;“Nas terras, o que assistimos não é a infância selvagem do capitalismo, mas sua cruenta decrepitude. O subdesenvolvimento não é uma etapa do desenvolvimento. É sua conseqüência”&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;escreve Eduardo Galeano em As Veias Abertas da América Latina, o livro que eu queria ter escrito.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tudo correu bem, o coração de Rivandro ainda bate forte no seu peito apertado. Se tudo estiver certo, seu aniversário foi devidamente comemorado junto da família e dos amigos no interior de Rondônia, nos cafundós duma cidade chamada Cacoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz da vizinhança que curtiu um forró achegado até altas horas da noite. Triste do boi que Rivandro disse que carnearia assim que pisasse em casa. Mas, quando conversávamos e ríamos durante uma viagem de ônibus que ia do sul ao norte deste imenso país, ele já tinha deixado claro que não o faria com as próprias mãos. E não é pena do animal, é cuidado consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rivandro do Nascimento, 24 anos completos (se Deus quiser) sofre de um tipo de Miocardia. Seu coração é grande demais, o que lhe impede de bombear o sangue de maneira correta e impossibilita o rapaz de preparar com as próprias forças a comida da festa de aniversário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O médico disse que tenho que me aquietar. Não posso fazer muito esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não seria um esforço grande demais uma viagem de 33 horas, cruzando cinco Estados? Talvez o maior problema dele seja morar num país despreparado, e não, ter um coração grande demais.&lt;/em&gt; Pensava nisso enquanto cortava o Estado do Mato-Grosso do Sul, tinha a paisagem do início do serrado brasileiro e ouvia as suas risadas a respeito daquilo tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caboclo tinha a língua presa, lábios avantajados que lembravam o negão Bubba, do filme Forest Gump, gestos desajeitados, e o riso era fácil mesmo, à toa e à revelia. Devia medir perto de um metro e noventa de altura e estava menos atordoado com a viagem do que eu e meu amigo, Elton, que apenas iniciava aquela jornada.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutei-o conversando com outros passageiros e já tinha percebido que ele gostava disso. Caminhava pelo ônibus sempre procurando alguém pra trocar informações, fazer o relógio trabalhar mais apressado. Depois que ele sentou-se novamente ao meu lado, passei a entender melhor sua realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, no norte do país “&lt;em&gt;más grande del mundo&lt;/em&gt;”  – como diriam mais tarde os peruanos a respeito do Brasil – ele descobriu o risco que sua vida corre. Procurou médicos na região, na capital do seu Estado, na região vizinha, mas só encontrou tratamento ideal mais de três mil quilômetros longe do cheiro de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao saber disso, Rivandro alargou o sorriso mais uma vez e foi encarar as terras do sul. Diz que o frio incomoda, que durante a jornada de ônibus os pés incham, lamenta a saudade de casa, mas que tudo isso não tem importância, já que seu especialista, um médico importado de Cuba que lhe arranca perto de mil reais a cada consulta, garante: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Em dois anos – ou mais seis viagens de norte a sul – estarás bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem ouso perguntar se ele acredita neste prognóstico, a convicção em suas palavras é certeira, não dá margem para dúvidas. Então, pergunto como é a vida em Cacoal. Ele sorri, sempre. A namorada tem 14 aninhos, se chama Aninha, e a sua vida é mansa, como ele conta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Agora não posso fazer nada. No máximo corto um pastinho pros bois. Mas só pela sombra, que é pra não cansar muito. Depois do almoço dô uma dormida, tomo um banho, a Aninha vai lá pra casa e a gente namora durante a tarde. É uma tranqüilidade só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus já ia chegando ao nosso destino, Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. As árvores secas, a grama amarelada, a poeira toda à beira do asfalto e até o céu azul não chamavam mais atenção. A paisagem daquele Brasil que se aproximava estava sentada ao lado, na poltrona 14. O meio-dia do dia 2 de agosto se aproximava. Já tinham se passado 17 horas de viagem até aquele momento. O relógio de pulso e o biológico ainda estavam ajustados ao fuso horário da mordomia que havia deixado pra trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rivandro seguia: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ No interior a gente tem tudo fresquinho. Se quero comer um ovo, vou lá no galinheiro e pego, sabe? Se quero uma galinha, mato lá mesmo e como. Não preciso comprar nada, tenho tudo em casa. E o que sobra no final do mês, ainda dá pra vender. Não troco a roça pela cidade, não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do coração demasiado grande, o cacoalense carregava consigo toda saudade acumulada em mais de um mês longe de casa e uma “Raia de Curitiba”, uma pandorga, como seu primo de oito anos havia determinado por telefone. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele rumou ao encontro dos pais, dos dois irmãos e da Aninha, por mais um dia de viagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos em Campo Grande, a 1.200 km de casa. O ar seco e o calor de 34 graus se apresentaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pressa de chegar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campo Grande mostra que estamos perto do Pantanal. Muitos museus homenageiam a gente que vive no mato, acerca dos bichos e das árvores. Além disso, o quartel do exército é orgulhoso e exibe, em três salas distintas, algumas lembranças da participação verde e amarela na Segunda Guerra Mundial, o que é bem interessante. Do restante pouco que vi caminhando pela rua principal da cidade, percebi que, como em qualquer capital brasileira, não se pode marcar passo. Câmeras fotográficas e gente com a palavra “turista” escrita na testa chamam a atenção de todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos arredores da estação rodoviária é tudo normal. Há muitas prostitutas, ruas sujas e perigosas durante a noite, boas pastelarias e taxistas. O Terminal Rodoviário da cidade que é estranho. Os ônibus param todos em fila e os guichês das companhias ficam todos no andar de cima, outra peça do destino para cadeirantes, idosos ou qualquer pessoa com dificuldade de locomoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do jantar, a sala de espera encheu e esvaziou algumas vezes. A televisão estava mal sintonizada, ligada na Globo, como sempre. Passou a novela, o Globo Repórter, Jornal da Globo, Programa do Jô... Um rapaz apareceu dizendo que vinha da Bolívia, mostrou os tênis, as bermudas e calças que havia comprado lá e nos aconselhou a fazer o mesmo. Tinha uma “prepotência humilde” estampada na fala. Parecia entender de tudo, saber de todos os conhecimentos do mundo, mas ao mesmo tempo parecia não saber se aproveitar disso.&lt;br /&gt;– O negócio lá é fino, cara! É tudo muito barato. Diesel, Nike, Puma... tem de tudo!&lt;br /&gt;Falava empolgadíssimo. E mostrava a muamba falsificada, orgulhoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus chegou atrasado e partimos junto com outras pessoas e nossa bagagem, que já começava a ficar ainda mais pesada. Duas mochilas atulhadas de objetos para camping – barraca, fogareiro, panelas, saco de dormir –, muita roupa para o frio da altitude peruana e roupas leves para pedalar durante dois meses. Também carregávamos duas bicicletas encaixotadas. Elton e eu planejamos pedalar alguns quilômetros quando chegarmos ao Peru, mas isso é história pra daqui a pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estamos a 480 km de Corumbá, a última cidade brasileira antes de pisarmos na Bolívia. A condução nos levará até depois da divisa, para Puerto Suarez. Poderemos descansar durante a viagem, que deve durar seis horas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-785087087264212751?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/785087087264212751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=785087087264212751&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/785087087264212751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/785087087264212751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/brasil-grande-demais-para-um-corao.html' title='Brasil: Grande demais para um coração'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-3984407755503428902</id><published>2007-11-07T12:29:00.000-03:00</published><updated>2007-11-07T12:30:25.812-03:00</updated><title type='text'>Las primeras impresiones de un mundo castigado</title><content type='html'>Lá pelas cinco horas da manhã, com a luz do sol surgindo atrás das montanhas ao fundo da planície, o trajeto através do pantanal passa a servir de ambientação visual para o que está por vir. Dentro do ônibus apareceram rostos de pele marrom, lisa e olhos que lembram Bruce Lee, Jack Chan ou Lucy Liu, depende.  Do lado de fora da janela vê-se algumas coisas que todos já viram numa reportagem de televisão em alguma sexta-feira à noite, pode até ter sido na noite anterior. Pássaros coloridos voam aos montes, só que, diferente das reportagens, nenhum jacaré foi avistado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“A Bolívia é um parque nacional gigante. Uma terra sem leis”&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;diz Daniel Fernandes. Quem é Daniel Fernandes? Aventureiro e dono da loja Garra Aventura, de Balneário Camboriú. Ele já esteve lá. E nos avisou. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada ao país vizinho assusta, pelo menos pra quem entra por Puerto Suarez, Puerto Quijarro ou qualquer outro lugar à beira do rio Paraguai. O cheiro é outro e estranho, fede. A poeira levanta porque as ruas não têm asfalto e quando têm, estão cobertas de pó. Os táxis pedem socorro. Entramos num que a janela do meu lado já não tinha mais vidro, só um plástico com um furo pro motorista enxergar o retrovisor. O pára-brisa seria melhor que nem existisse – está tão trincado que é difícil olhar pra fora. A lataria, bom, eu ainda não conhecia o trânsito boliviano, porque se conhecesse não teria me espantado. Não sobrava uma peça sem um amassadinho sequer. Apesar disso, é possível chegar até a estação do temido e cobiçado Trem da Morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Terminal Ferroviário de Puerto Quijarro é uma construção recente, ainda bem conservada, diferente do trem, é bom que se diga. Tem um piso liso, dois andares de construção, cadeiras para que os passageiros esperem a próxima locomotiva e janelas grandes de vidro. Sentados ali, podemos ver os hotéis precários do outro lado da rua, onde somos obrigados a nos hospedar se não nos dispusermos a pagar um pouco mais pela passagem do dia, que nunca tem, a não ser que o “jeitinho boliviano – $$$” se apresente. Mas ele sempre dá o ar da graça. As construções são como cortiços. Pequenas, de dois andares no máximo e a pintura é uma regalia escassa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali em frente, senhoras rechonchudas assam pedaços de frango cravados em espetinhos de madeira, tudo a céu aberto, na beira da rua empoeirada. Sem café da manhã no estômago e desde as 21 horas do dia anterior sem comer, o organismo começava a pedir um reforço. Mas, ainda não estava preparado praquilo. Os cachorros são os principais companheiros das cozinheiras. Ficam por ali, à espreita, e volta e meia voa um pedaço de carne assada pra eles. Descobriria logo adiante que a vida na Bolívia é parecida pra todos, até para os cães. &lt;em&gt;Hay que pelear por tu pedaço de carne, dia-a-dia.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a esta bagunça toda, trabalham os cambistas de passagens.  São combinados com a Ferroviária Oriental, a empresa do Trem da Morte, e seus funcionários. O esquema funciona mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles te recepcionam subitamente no portão de entrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;_ Déjame cargar&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avisa o prestativo senhor, já levantando a tua mochila às suas costas, antes que se possa responder. E levam. Tudo acontece numa velocidade desatinada, não há tempo para pensar, para dizer que não, para decidir se aquilo é legal, se é seguro, se dará certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, o que resta é correr atrás do cambista com tua bagagem. Não tentaram roubar a nossa, mas poderiam. Depois te oferecem água, te cercam, despejam um turbilhão de palavras pra cima de ti e tu ficas sem saber pra onde correr e, provavelmente, acabará cedendo à pressão. Não adianta, entramos no esquema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos a uma sala reservada, com um suposto “chefe das passagens”. Somos orientados, pelos cambistas mais uma vez, a mentir, dizendo que somos estudantes de medicina, residentes em Santa Cruz de la Sierra, nosso destino real. Esta sala fica no andar de baixo da estação. As bagagens ficam no andar superior e meus pensamentos as acompanham. A todo momento vem a imagem daqueles homens levando todas as mochilas para “sei lá onde”. Deixo Elton com a missão de resolver o valor das passagens com o “chefe” e volto correndo ao encontro das malas. Estão todas lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; _ Não deixe eles fazerem nada por você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrompe meu pensamento, sentada no banco ao lado, uma moça bonita de olhos azuis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simpática, Tatiana é brasileira, filha de bolivianos. Está com seu filho, Cléber, de aproximadamente nove anos de idade. Ele brinca e bagunça enquanto aguardamos na fila de embarque. As mochilas e as caixas com as bicicletas já foram despachadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana está acostumada ao “assédio da chegada”. Ela percebeu nossa agitação, nosso susto e se lembrou das primeiras vezes que embarcou no trem para visitar os pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Nossa! É sempre assim. Se deixar, eles tiram todo seu dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, ao chegar, ainda espantado com aquelas mudanças todas – língua, paisagem, cheiro – fica difícil impedi-los de fazerem os “favores”. No final tudo vira plata, mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras pessoas chegam e passam por aquela situação. Um casal com estilo europeu senta-se no saguão e aguarda. Logo em seguida chegam outras duas pessoas: uma loira muito alta e um jovem de pele clara. Sentam-se ao lado e dão a entender que estão viajando todos juntos, os quatro. São do estilo turista-mochileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aquele momento, já tinha visto muitos deste tipo. Cara de europeu cansado, mochila nas costas, cabelos desgrenhados e um destino em comum: Machu Picchu, a cidade perdida dos Incas que acaba de virar uma das Sete Maravilhas do Mundo. Todos estão indo ou voltando de lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-3984407755503428902?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/3984407755503428902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=3984407755503428902&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3984407755503428902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/3984407755503428902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/las-primeras-impresiones-de-un-mundo.html' title='Las primeras impresiones de un mundo castigado'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-5583892758090418563</id><published>2007-11-07T12:22:00.000-03:00</published><updated>2007-11-07T12:27:15.310-03:00</updated><title type='text'>La efectiva muerte camina al lado</title><content type='html'>Estamos prestes a embarcar num dos meios de transporte mais comentados da América Latina, o Trem da Morte. A esta hora, ainda lembro de Rivandro, que deve estar perto de casa e seu coração provavelmente bate mais forte, assim como o meu. Na verdade, temos duas opções para irmos da fronteira Brasil/Bolívia até Santa Cruz de la Sierra, cidade que fica a 600 quilômetros de distância da divisa. Poderíamos ir de ônibus, mas optamos pelo trem justamente por sua fama e porque ali mesmo descobrimos que o ônibus é mais desconfortável e mais perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Mother, should I run for president?&lt;br /&gt;Mother, should I trust the government?”, &lt;/strong&gt; &lt;em&gt;canta Roger Waters em Mother, música do Pink Floyd. Foi escrita por outros motivos, mas me faz pensar neste caso.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um menino, caminhando de um lado para o outro, do lado de fora do trem grita: “limonada, limonada boliviana!”. Outra guria, passando por ele e carregando uma bandeja com alguns espetinhos de frango, ao melhor estilo “espetinho de gato” brasileiro, dispara em voz alta e estridente a frase mais ouvida durante a estada no Trem da Morte: &lt;em&gt;“asadito de pollo!”&lt;/em&gt;. A expressão é repetida exaustivamente e traz consigo a certeza de que frango é a principal carne consumida na Bolívia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ A fome tá grande! Mas ainda não tenho coragem pra comer isso aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maquinista anuncia a saída com uma buzina igualzinha àquelas de filme: &lt;em&gt;bééééeé, bééééé&lt;/em&gt;. A locomotiva já beira os 60 anos de idade e começa lentamente a se movimentar. &lt;em&gt;Chac, chac, chac&lt;/em&gt;, faz o barulho das rodas de aço sobre cada seção de trilhos. &lt;em&gt;Bééééeé, bééééé&lt;/em&gt;, volta a alardear o comandante, como se chamasse os passageiros atrasados. Alguns vendedores ambulantes, como Dona Margarita, já senhora, com aparência de quem viu a construção daqueles trilhos, aproveitam a lentidão para juntar os últimos trocados. Ela caminha ao lado do vagão e nativos e turistas estendem os braços pra fora da janela para alcançar o dinheiro e pegar o refrigerante, á água, ou uma espécie de vitamina de amendoim, produzida por eles mesmos. Faz muito calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do vagão, o teto – ou o pé-direito – é alto, deve ter dois metros e meio de altura. Acima da cabeça de quem senta à janela, tem uma prateleira de metal que serve pra guardar a bagagem. Mochilas grandes, como geralmente carregam os “mochileiros”, entram apertadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentar-se é tudo que alguém pode desejar de conforto no Trem da Morte. As poltronas não reclinam. Além disso, o pessoal da companhia promete uma viagem de dezoito horas, que depois não se confirma e transforma-se em vinte e duas. Mas viagem é pra aprender, observar, comparar. A idéia que se tem, assim que o trem avança e vai chegando a outras pequenas comunidades à beira dos trilhos, é de que aquele povo está atrasado em relação ao Brasil, pelo menos no que se podem comparar com as partes mais desenvolvidas do nosso país, como Sul e Sudeste. &lt;em&gt;Deve ser só aqui, nesta região mais distante das grandes cidades. Depois muda.&lt;/em&gt; Penso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paisagem passa devagar, o trem não anda mais do que 40 km/h. Campos secos e vegetação rasteira é tudo o que se vê. Esta época, entre junho e outubro, é de pouca chuva e tudo se parece muito com o cerrado brasileiro, só que estamos no meio do pantanal boliviano. As casas não passam de cabanas construídas com um tijolo de barro e nenhuma pintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos o vagão em que estamos tem banheiro. Fica ao fundo e na porta dos homens está escrito: &lt;em&gt;Varones&lt;/em&gt;. Zé Simão diria: “mais direto, impossível!”. Bom, descarga não existe, também nem precisa. Você faz o serviço e aqui o submarino não mergulha, se esborracha no chão mesmo. Há apenas um bacio de metal, tipo zinco, e um buraco no chão. É sério, é possível ver os trilhos passando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trem pára na primeira vila alguns minutos depois de partir. Pra fazer isso, ele cessa o balanço de lado a lado e dá uns trancos enormes. É como se o primeiro vagão empacasse e todos outros viessem batendo atrás. &lt;em&gt;Pan! Pan!&lt;/em&gt; Parou. Isso que estamos no terceiro carro, imagine os últimos.&lt;br /&gt;Pela janela vejo os trabalhadores ambulantes. São crianças, na maioria. Eles têm entre cinco e 15 anos. Já são duas horas da tarde e eles não estão na escola. Não sei se estiveram durante a manhã, e parece que não tomam banho há alguns dias, assim como suas roupas parecem estar um longo período sem serem lavadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem comanda este comércio são as mães ou pais das crianças. Eles assam a galinha, colocam as bebidas nos cestos e as crianças vendem. Pode até ser uma tática. Criança geralmente passa mais simpatia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bolivianos parecem preferir a bebida local – o chato é que não lembro o nome. Pergunto do que é feito – estou com muita sede e vontade de conhecer as especiarias locais. Descubro com a ajuda da moça que estava no banco de trás – eu ainda com um espanhol muito mal arranhado – que se trata de uma mistura líquida com amendoim. Não entendi direito se é amendoim mesmo, fiquei com a impressão de que é da “família”, pelo menos. E resolvi não beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O embalo que se segue é sonolento. A vista não muda e o barulho das rodas passando os trilhos tem sempre o mesmo compasso. É difícil não adormecer. Não é dormir, pregar no sono. É adormecer apenas, um cochilo. A movimentação de vendedores ambulantes dentro do vagão é tão intensa quanto fora, uma barulheira. Quando tu estás ferrando no sono, entra alguém gritando “desculpa pelo incômodo” e “obrigado pela atenção”. A primeira a fazer isso vendia uma espécie de pasta branqueadora para os dentes. Era uma mulher e estava claro que ela própria não usava o produto. Porém, o papo era tão bem elaborado que deu até vontade de comprar. Ela explicou a maneira de usar, passou uma embalagem para os passageiros, agradeceu mais uma vez e foi-se para o vagão seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desta maneira que as marcas do forte comércio começam a aparecer. A rota que estamos fazendo é a mais praticada pelos turistas que não querem ou não podem chegar de avião ao altiplano andino. Por isso é recheada de gente com dinheiro mais valioso que os míseros Bolivianos e cheios de vontade de conhecer a cultura latina.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era a situação que eu e Elton enfrentávamos. A moeda brasileira vale cerca de três vezes mais que a boliviana. O dólar vale sete vezes mais. Assim fica mais fácil irmos lá e comprarmos as milhares de coisas que nos oferecem. Agora, comprar deixou de ser exploração porque eles oferecem, empurram. Exploração é o que se paga por isso, pelo trabalho, pelo esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez isso explique um pouco a corriqueira cara fechada e o semblante sofrido daquele povo. Durante séculos o mundo inteiro entrou na Bolívia, saqueou seus bens naturais, escravizou o povo nativo e fez riqueza para seu país, seja ele europeu, norte-americano ou um vizinho de América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso, hoje, conforme o trem avança, não consigo ver um sinal de bem-estar. Parece que todos ali estão abandonados, se virando, vivendo como dá. Que perspectiva de vida tem esta gente, estas crianças trabalhadoras? É difícil não pensar que tudo isso poderia ter outra forma se o país não tivesse uma história tão conturbada, de tantos golpes militares, tantos presidentes depostos e repostos, tanto descaso e exploração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um casal inglês sentado perto de nós. Rick e Karryan estão em lua de mel há mais de duas semanas. Já passaram pelo Rio de Janeiro, assistiram aos Jogos Pan Americanos, caminharam em Copacabana e Búzios e descobriram muita beleza natural, boas festas e um dos mais típicos exemplos da pobreza brasileira: as favelas. Mesmo assim, estavam impressionados com o que viam pela mesma janela do trem. É muita pobreza e sujeira reunida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro-guia-turístico que carregavam, não estava escrito que à beira da estrada por onde passa o cobiçado trem as pessoas têm fome, vivem junto com cachorros sarnentos, andam em meio ao lixo que os turistas jogam pra fora da janela, que comem o resto do que é vendido aos mesmos turistas e que um copo de água potável é artigo de luxo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, naquela altura, já dava pra ver que as alternativas de comida não seriam outras. É asadito de pollo ou asadito de res (gado), batata frita com arroz, e deu. Tudo feito daquele jeito, higiene zero. Então, melhor comer algo industrializado. Um pacote de wafer desce redondo, acompanhado de uma Coca-Cola. Já deu pra enganar o estômago e esperar até a próxima vila.&lt;br /&gt;Mais tarde, um rapaz que pensei ser funcionário da Ferrovia Oriental oferece a janta. Adivinhe?! Frango com arroz e batata frita. Aceitamos e comemos, sem medo de ser feliz. Estava tudo frio, o que descobriríamos depois ser algo bem normal em terras bolivianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que em Campo Grande cantávamos o tempo todo, de Raul Seixas a Nando Reis. Mas já posso dizer que a alegria e as cantorias já estão ficando pra trás. Depois de três dias viajando, o cansaço é tamanho que a falta de conforto começa a atrapalhar. Porém, ao mesmo tempo, a imagem daquelas pessoas me impede de pensar em qualquer tipo de comodidade. Não posso reclamar, só quero chegar logo a Santa Cruz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-5583892758090418563?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/5583892758090418563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=5583892758090418563&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5583892758090418563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5583892758090418563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/la-efectiva-muerte-camina-al-lado.html' title='La efectiva muerte camina al lado'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-2228734729622290493</id><published>2007-11-07T12:18:00.000-03:00</published><updated>2007-11-07T12:20:35.854-03:00</updated><title type='text'>Santa Cruz: la tierra fértil y el gas de los otros</title><content type='html'>– La Paz, La Paz!!! Potosí, Oruro, Sucre, Cochabamba!!! Gritam os agentes de passagens rodoviárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a Santa Cruz de la Sierra e, como podes perceber, entramos pela porta do Terminal Bimodal da cidade, que recebe e despacha tanto trens, quanto ônibus, ou “bus”, se quiseres te ambientar ao clima. Por falar nisso, a temperatura já baixou um pouco, os casacos não incomodam mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Algún día vuelto a vivir en Santa Cruz, la mejor ciudad de Bolivia”, &lt;/strong&gt; &lt;em&gt;diria mais tarde Wilbert Revollar, peruano apegado ao país vizinho.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algumas histórias interessantes sobre este lugar. Dizem que muitos brasileiros moram aqui, estudam medicina. Sabe como é passar num vestibular pra cursar medicina e ser “doutor” no Brasil, não é? Então, em Santa Cruz é bem mais fácil. Ainda mais que a concorrência boliviana não é das mais fortes, salvas as corriqueiras exceções. Não encontramos nenhum estudante verde-amarelo, nem fazendeiros brasileiros – que também têm muitos, dizem – a não ser que tenhamos passado por algum na rua. Enfim, não conversamos com um só sequer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversamos muito com nossos amigos ingleses. Rick e Karryan estavam impressionados com a diferença de valores entre sua moeda e a dos bolivianos. Ele trabalha numa empresa de impressão, faz banners e coisas do tipo. Ela, numa escola primária. São de North Yorkshire, têm um sotaque carregado, em certos momentos parece que falam alemão, e não se consideram ricos, apenas privilegiados de morarem num país desenvolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois iríamos perceber que Santa Cruz é mesmo uma das cidades mais evoluídas da Bolívia. Estamos falando do segundo andar de um prédio que podemos chamar de shopping center. Rick nos convidou para uma cerveja num Pub Irlandês, no centro da cidade, ao melhor estilo “mundo globalizado”. Falamos três línguas distintas ao mesmo tempo com sotaques variados, tomo uma Fanta americana-boliviana, e eles bebem cerveja mexicana, a bem-falada Corona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma linhagem de mistura estão os artesanatos vendidos na calçada logo abaixo de nossos pés. Ao sairmos do Pub, enquanto tudo é oferecido mais uma vez, percebemos a música de Bruno e Marrone tocando numa barraquinha de CDs piratas. Os vendedores também estão globalizados. Dizem que os artesanatos são feitos de lã de alpaca (e falam em inglês se você fizer uma cara de quem não entendeu direito). Eles sabem que o turista já vem informado que lã de lhama cheira mal e ninguém quer. Enquanto Karryan gasta míseras Libras para comprar alguns presentes, vamos andando pelas ruas cheias de carros e guardas militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante a presença deles e de outros tipos de policiais espalhados pelo país. Uniformes verdes, boina levemente inclinada à direita e coturnos lustrados pelos meninos nas praças desfilam imponentes. Parece que fazem a segurança dos locais mais movimentados, como a Plaza de Armas, os terminais e todos outros lugares que envolvem tumulto. Mas todos trazem no semblante uma desconfiança intimidadora, olhos fixos, inapeláveis, um olhar de quem pode te ajudar ou te prender no mesmo instante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o mesmo olhar encontrado na maioria das pessoas com quem interagimos. Talvez quem menos tenha esta marca seja o taxista que nos levou de volta ao terminal. Ele estava feliz e orgulhoso de sua cidade. Exibia com freqüência os dentes forrados por uma capa – alguns dentistas chamam de “jaqueta” – de ouro, sinônimo de beleza por estas bandas. Explicava que Santa Cruz é forte na agricultura, tem as melhores universidades bolivianas, que a produção agrícola da região é imbatível e o famoso gás natural também ronda aquela área. Faltou mencionar que pouco disso está na mão de bolivianos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não lhe agrada mesmo é o atual governo boliviano. Disse que Evo Morales não passa de um “cocaleiro” que tira dinheiro de Santa Cruz pra fazer cocaína em Cochabamba, ou distribuir aos pobres de Potosí e La Paz. Aliás, esta é a opinião da maioria na região de Santa Cruz, onde os muros são pichados com frases de repúdio ao primeiro presidente descendente de aborígines deste país. Mas isso muda logo ali na frente, conforme avançamos na nossa viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desgraça é que, por mais que me esforce, não consigo encontrar na memória o nome deste taxista. E como quero contar um pouco mais sobre ele, vou chamá-lo de Pablo Rodrigues, um nome comum nos países de língua espanhola. Tudo bem? Se preferir, sinta-se à vontade e denomine-o por seu próprio gosto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, Pablo Rodrigues tem algo em torno de 50 anos. É natural de Santa Cruz e sua descendência é aborígine, seus olhos puxados não o deixam mentir. Ele vive bem, na medida do possível. Tem um táxi em melhores condições que aquele de Puerto Quijarro e produz a sua própria renda. E vive na cidade que mais movimenta dinheiro legal – já que Cochabamba movimenta muita, mas muita plata, só que é toda oriunda da cocaína produzida lá – na Bolívia. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ele representa uma classe média muito parecida com a brasileira. Dono do seu próprio negócio, o homem não quer saber de governo que ajuda os pobres, está mais preocupado com o próprio nariz, o que é natural do tal ser humano. A palavra “comunismo” causa arrepios na sua espinha e este negócio de Estatitazação não está com nada, hay que privatizar todo! Talvez continuar entregando o que resta ao capital estrangeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A capital se aproxima&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São quase 17 horas e o ônibus que nos levará até La Paz já vai partir. Temos que correr porque não sabíamos que deveríamos ter comprado tíquetes separados para o embarque. No Brasil, este valor já está incluso na passagem. Aqui não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corremos em meio ao terminal lotado. As caixas das bicicletas e as mochilas grandes já foram despachadas. Rick corre junto enquanto Karryan está no banheiro, dando a última descarregada antes das seguintes vinte horas de viagem. É uma maratona o que estamos enfrentando. A barba do Elton já está aparecendo e não apenas o aspecto visual nos torna sujos, de fato estamos há muito tempo sem tomar banho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda compro um jornal na entrada do ônibus, que é bem melhor do que o trem. Os bancos reclinam bastante e as poltronas são largas. Pagamos mais caro, 150 Bolivianos, mas optamos por uma noite de conforto. Estamos no quarto dia de viagem e chegaremos à altitude de La Paz no dia seguinte. Algo em torno de quatro mil metros acima do nível do mar nos espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jornal está escrito que o preço das carnes de gado e porco voltaram a subir, que algumas cidades – inclusive Puerto Suares e Quijarro, por onde já passamos – sofrem com a falta de gás. Fala também da possível ida de Daniel Alves, jogador do Sevilla da Espanha, para o Chelsea da Inglaterra. Traz um pequeno perfil de um brasileiro que joga futebol no Iraque e nos avisa que na segunda-feira seguinte, dia seis de agosto, teremos a comemoração do Dia da Independência Boliviana, declarada pelo libertador Simón Bolívar em 1925. Pelo jeito a festa será grande, o povo daqui mostra-se muito patriota. Não só pelas várias bandeiras hasteadas em casas e estabelecimentos comerciais, mas pelo engajamento, pelo envolvimento a cada vez que conversamos com alguém sobre o passado, sobre as histórias bolivianas, sobre o atual governo, sobre a questão dos campesinos cocaleiros e todas estas coisas que envolvem muito mais que política, mas amor à pátria. É bem diferente do Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-2228734729622290493?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/2228734729622290493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=2228734729622290493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2228734729622290493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/2228734729622290493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/santa-cruz-la-tierra-frtil-y-el-gas-de.html' title='Santa Cruz: la tierra fértil y el gas de los otros'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-8859132668402001064</id><published>2007-11-07T12:12:00.000-03:00</published><updated>2007-11-07T12:17:43.831-03:00</updated><title type='text'>La Paz que no hay en las capitales</title><content type='html'>Ainda corria a noite e o motorista do ônibus lutava contra as curvas e os buracos da estrada quando os pulmões e o resto do organismo faziam a adaptação à pressão da altitude das cordilheiras. Finalmente invadíamos o Altiplano Boliviano, uma planície no topo dos Andes.  Iluminadíssima, Cochabamba e sua coca ficaram pra trás num abrir de olhos durante a confortável estadia no “&lt;em&gt;bus-cama&lt;/em&gt;”, o ônibus leito que nos conduzia. A parada para jantar, prometida na hora da compra da passagem, também ficou no esquecimento. O motorista provavelmente não tinha sido avisado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Como pode alguém sonhar o que é impossível saber”, &lt;/strong&gt; &lt;em&gt;frase que também foi escrita por outras causas, mas Rodrigo Amarante, do Los Hermanos, parecia me indagar&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Alfredo é comerciante autônomo e anda de &lt;em&gt;Cherokee&lt;/em&gt; vermelha, imponente. É uma beleza ver aquele monstro lustrado descendo as ladeiras de La Paz, disputando espaço com os táxis Toyota. Ele escolheu o dia de hoje, um domingo e véspera de feriado nacional, para levar mulher e filhos a mais um passeio na Praça Murillo, também chamada de Plaza de Armas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a praça dos poderes da Bolívia. Aqui, Evo Morales, direto da sala de um destes prédios de arquitetura colonial que cercam o local, comanda as ações que tanto causam polêmica mundo afora. Há vários mastros embandeirados em seqüência e a bandeira brasileira está lá, tremulando em meio às outras sul-americanas. Ao fundo está o prédio que abriga a sede legislativa e ao lado direito a construção presidencial ostenta três painéis grandes na parede do lado de fora. O rosto de Simón Bolívar é o que mais chama a atenção. Este solo já foi palco de muitas manifestações e lutas populares, e dá a impressão que o homem que libertou grande parte da América fica de olho pra ver se está todo mundo fazendo as coisas direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi só Alfredo que resolveu vir pra cá curtir o dia. A praça está cheia. Há crianças brincando, gente posando pra fotos, outros dando comida aos pombos. Uma cena de &lt;em&gt;Central Park&lt;/em&gt;. Buscava mesmo alguém para conversar sobre a cidade e sobre o país aquele parecia o local ideal. Ali, no coração da cidade, depois de um banho, de ter visitado algumas ruas, trocado uns dólares e deixado a bagagem pesada num hotel, encontrei Alfredo. Parecia uma pessoa com idéias bem esclarecidas, mostrou conhecimento sobre o Brasil e outras questões internacionais. Sua filha, ao lado, ficou um pouco desconfiada da filmadora e ele, sempre que percebia que estava sendo gravado, desviava o olhar e diminuía a intensidade da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, não deixou de explicar que o turismo é o principal sustento de La Paz e que o salário pago na cidade é muito baixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não há empresas grandes. Não há emprego. Muitos jovens estão aí, como podes ver, lustrando sapatos, trabalhando informalmente. Porém, o custo de vida também é mais baixo. Pagamos um “&lt;em&gt;bolivianito&lt;/em&gt;” por uma Coca-Cola pequena, por exemplo, enquanto no Brasil esta mesma garrafinha sai por cinco Bolivianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfiado num suéter azul, com a gola da camisa listrada aparecendo por cima, ele seguia interessado na conversa, me perguntando sobre preços e condições de vida no Brasil, e explicava a situação atual da capital:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ La Paz, hoje, está muito melhor que já foi – dizia ele, sem pestanejar – Evo está mudando esta cidade pra melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alguns metros da praça a coisa não parecia tão promissora assim. Também não sei como era antes, é a primeira vez que venho à Bolívia. Subindo e descendo as ruas que formam a metrópole, pode-se perceber a falta de organização do lugar. A começar pelo trânsito. Os motoristas não respeitam a mão certa, passam direto no sinal vermelho, não ligam para os pedestres. Da mesma forma, os vendedores ambulantes não respeitam a rua, montam suas tendas sobre ela, trancam os acessos e as esquinas e tudo vira um caos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas barraquinhas de vendas encontra-se de tudo. Folha de coca tem aos montes. Todo mundo compra. Turista compra porque quer se livrar da respiração ofegante, saber se aquilo dá algum “barato”, se ajuda mesmo. Bolivianos compram porque têm o costume de mastigar o negócio o dia todo, é uma marca deles. Pode-se também comprar camisetas de Che Guevara em todos os estilos, de revolucionário a Seo Madruga, passando Homer Simpson. Evo Morales também é homenageado em uma camiseta que estampa seu rosto redondo e traz a escrita “Evo-Lución”. Instrumentos andinos, bumbos, casacos, mantas, chás, comida, pilhas, ferramentas, linha, agulha, esculturas, CDs, tudo está à venda, é um grande comércio mesmo. Mas o que mais impressiona são os fetos de &lt;em&gt;lhama&lt;/em&gt; (animal comum no Altiplano, parente do camelo asiático) mumificados expostos nestas barraquinhas. Eles secam o feto e vendem como um artefato religioso, de culto ou trabalho, simpatia, &lt;em&gt;voodoo&lt;/em&gt;. É cabreiro o tal “Comércio das Bruxas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Foi por aquelas ruelas cheias de lixo e cheiro de mijo que descobri que as coisas não eram exatamente como eu pensava antes de embarcar nesta jornada. Sentada no chão, vendendo de tudo, uma senhora vestida tipicamente abriu meus olhos. Ela parecia, pela vestimenta e pelas feições físicas, a pessoa certa para entrevistar. Imaginava que veria gente empunhando causas para defender as origens andinas, latinas, indígenas. Flagrei a realidade pela primeira vez ali, quando questionei-a sobre a sua descendência e vi que ela não sabia, nem ligava. A saia gigante, aberta, a manta colorida, o chapeuzinho equilibrado no topo da cabeça, a boca verde de tanta folha de coca mastigada eram somente adereços para chamar a atenção do turista, do consumidor, ou mesmo que fosse um costume, não tinha significado histórico pra ela. Que tradição, que nada! Eu preciso é ganhar dinheiro. As palavras não saem daquela boca, mas parecem estar anunciadas aos quatro ventos. O sonho começa a acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As preocupações são outras. A fome e a falta de estrutura tomaram conta do lugar. A desordem é tamanha que eles têm duas capitais federais. Uma oficial, Sucre, localizada mais ao sul, perto de Potosí e do deserto Salar Yuni. Outra, a de fato, que é La Paz, próxima a divisa com o Peru, aliado há tempos. Há uma briga interna no país para que esta capital se oficialize em algum lugar, porém, é claro que o povo de Sucre faz campanha por Sucre e o de La Paz, por La Paz. A peleja é braba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Morenas, morenada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para manter as esperanças, uma manifestação cultural invade as ruas enquanto descansamos daquele dia extenuante. Em minutos, os milhares de turistas vindos de todas as partes do mundo descem a ladeira para apreciar uma passeata com música, coreografia e vestimentas típicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres mais velhas se vestem igual a tantas outras vistas nas ruas. Aquele chapeuzinho que lembra uma cartola, saias rodadas enormes, mantas coloridas sobre os ombros e longas tranças nos cabelos. Aliás, estas vestimentas realmente são típicas da região, mas não são cria andina. Os espanhóis trouxeram esta regra aos nativos, o chapéu evidencia isso. Já as moças são mais ousadas. Saias curtas, roupas mais coloridas, mais brilhosas e dançam num rebolar mais sensual, com as pernas grossas e lisas à mostra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos a rua correndo junto com todo mundo. No caminho, pergunto do que se trata. Um cabeleireiro diz que é a “Morenada”, uma manifestação trazida pelos espanhóis no século XVII e “aperfeiçoada” pelos povos andinos. Eles homenageiam a Virgem Urkupiña – que pode ser a Virgem Maria segundo um dos folclores locais – e aproveitam para manifestar a dor e o sofrimento da época de escravidão com roupas pesadas e música marcante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens também participam do processo. Eles carregam e tocam os instrumentos, usam trajes monstruosos, máscaras assustadoras, parece um mini-carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, os táxis continuam trazendo turistas e atrapalhando o trânsito. Um deles passa no meio do desfile, buzinando. Aliás, a buzina é o principal meio de comunicação entre os motoristas e pedestres. Chega à esquina, buzina e vai. Se acontecer o acaso de uma batida, a discussão será mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu buzinei, tu não viu?&lt;br /&gt;_ É, mas eu buzinei primeiro, oras!&lt;br /&gt;_ E a sinaleira? &lt;br /&gt;_ Que sinaleira?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-8859132668402001064?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/8859132668402001064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=8859132668402001064&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/8859132668402001064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/8859132668402001064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/la-paz-que-no-hay-en-las-capitales.html' title='La Paz que no hay en las capitales'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-7148468343760473721</id><published>2007-11-07T11:51:00.000-03:00</published><updated>2007-11-07T11:54:29.136-03:00</updated><title type='text'>M.s.n.m.: Metros sobre el nivel del mar – Y acerca del lago</title><content type='html'>Há que se dizer que a passagem pela Bolívia foi meio de supetão, assim, &lt;em&gt;vapt!&lt;/em&gt; (o &lt;em&gt;vupt&lt;/em&gt; ainda estava por vir). Passamos meio assustados por ela, meio cansados, um pouco mais preocupados com a berrante desigualdade social e descaso com a humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a proximidade com o Peru nos anima. No hotel “La Blanquita”, onde passamos a noite em La Paz, encontramos um francês de nome complicado, difícil demais para lembrar. Misturando palavras em inglês e espanhol, ele nos disse que havia passado um mês no Peru – gastando seus Euros – e que lá a coisa era mais organizada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Lá é mais fácil de viajar, há mais informações e menos desconfiança, menos malandragem. Mas não podes bobear”, &lt;/strong&gt; &lt;em&gt;alertou certo dia o turista francês&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mirávamos Puno. A cidade é rota certa pra quem vai a Machu Picchu e, de lá, partiríamos em nossas bicicletas, nos aventurando. Localizada às margens do Lago Titicaca, Puno tem cerca de 110 mil habitantes fixos, sem contar os turistas, que são muitos. É o primeiro exemplo do que acontece aos montes no Peru, principalmente nesta rota. A beleza do centro, moto e bici-táxis, informações em inglês e restaurantes chiques, bancos de várias partes do mundo e boas lojas escondem a realidade do país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Lago Titicaca e suas ilhas flutuantes artificialmente construídas pelos incas são o principal atrativo do local. Ele sempre vem acompanhado da orgulhosa afirmação: “o lago navegável mais alto do mundo”. Peruanos e bolivianos dividem as águas do Titicaca, que está bem na fronteira entre os dois países, que também compartilham outra característica em comum. Ambos são engajados nesse negócio de altitude, metros acima do nível do mar. Você anda e cada pouco alguém te oferece alguma coisa no lugar mais alto do mundo. La Paz, a capital mais alta do mundo. Estação de Ski Chacaltaia, a estação de ski mais alta do mundo – também fica em La Paz. Outras coisas, que não são as mais altas do mundo, mas são altas de qualquer maneira. Por exemplo: “faça um rafting a quatro mil metros acima do nível do mar”, e assim por diante. Uma loucura. Alfredo mesmo, o homem lá da praça, dizia que o ar em La Paz é bem mais saudável porque é de altitude elevada. Que a temperatura é mais agradável, e que não há problema algum em jogar futebol lá em cima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos o monstruoso azul pela primeira vez ainda em terras bolivianas. Coisa linda! Um mar no meio da aridez desértica do altiplano. Impressionante! Há lugares que não conseguimos avistar a outra borda, dá até pra imaginar as caravelas espanholas sumindo no horizonte – mas de repente me flagro que não é um mar, é “apenas” um lago. Viajamos a partir de La Paz numa das excursões diárias que saem em direção a Puno, beirando o lago. Antes de atravessarmos o Estreito, numa embarcação pequena, separados do bus, que fez a travessia numa barca, vimos muitos desfiles em comemoração à data da Independência boliviana. Na travessia foi mais dinheiro, mais incomodação por causa das bicicletas até chegarmos à Copacabana, uma cidadezinha praieira que lota nestas épocas. Lá há um mirante donde podemos apreciar a imensidão do que há de mais belo por ali, o lago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Puno também há estádio de futebol. Estádio de Fútbol Libertador Simón Bolívar, mesmo nome de outro estádio, em La Paz. Esse homem é o maior ídolo da história destes países. À noite, no restaurante Cocahui, Edward Martin nos ensinou algumas coisas sobre a história destes dois países que estávamos conhecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, nascido em La Paz, já rodou boa parte da América. Viveu, além de Peru e Bolívia, no México e na Jamaica. Sua esposa, Rossana Revollar, já morou no Brasil também, em São Paulo. Aliás, foi do Brasil que eles importaram a idéia de restaurante de comida à quilo, maneira que servem comida típica andina, de meio-dia e à noite, com direito a truta do lago Titicaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edward e Rossana sentaram-se a mesa conosco, já no final da noite. Ele tem feições européias. Cabelos loiros, olhos claros por trás de óculos modernos, pele sardenta. Rossana é mais parecida com o povo local, mas seu sobrenome deixa claro que a semelhança maior é da parte dos colonizadores. Os dois nos falaram da cidade antes de enveredarmos por assuntos continentais. Era a noite mais fria da viagem, estávamos encasacados, com gorros e tudo. Puno, dizem, tem duas estações só: Estação Ferroviária e Inverno. Foi ele também quem nos disse que a Bolívia já teve tantos presidentes que se fosse calculada uma média, daria um ano pra cada um, desde a independência declarada em seis de agosto de 1825. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Foi então que começaram os erros na Bolívia. Quando Simon Bolívar veio desde a Venezuela libertando os países, chegou à Bolívia e fez o mesmo. Os bolivianos, ao invés de deixá-lo seguir com sua missão, o seguraram e o instituíram primeiro presidente da república. Depois dele vieram muitos outros, todos de forma desordenada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E hoje, com Evo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Hoje parece que está melhorando, pelo menos para os mais pobres. Mas a situação é muito complicada. Pegue La Paz. Não há solução. Primeiro que não há espaço para novas ruas. Você esteve lá e viu. É um buraco. A cidade é construída em meio a montanhas, e as casas estão todas empilhadas ali. Não tem como fazer uma infra-estrutura de bairros, casas, estradas, saneamento. E, se tivesse, não há dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele continua:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O Evo promete auto-estradas, saneamento, etc. Tudo o que os outros também prometeram. Mas ele quer enveredar para o lado do socialismo. É muito complicado. Na teoria é bonito, mas vai ver se da certo. Os camponeses bolivianos ganham um quilo de arroz para passar o mês. Isso numa família de cinco pessoas. O que podem fazer cinco pessoas com um quilo de arroz no mês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas para as populações mais pobres está melhor, não? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sim, está. Antes nem este um quilo havia. Mas o que acontece. Vocês viram a quantidade de mendigos nas ruas de La Paz. Então. O povo prefere ser mendigo. Dá mais dinheiro do que ter uma profissão formal, ou tentar um trabalho. O povo de Potosí vai pra La Paz passar um tempo e mendigar. Eles chegam a mutilar crianças, como cortar um braço, uma mão, para que os turistas sintam mais pena, tenham compaixão e dêem esmola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava impressionado. Indignado! Não podia acreditar nas coisas que ouvia. Potosí foi uma das cidades mais poderosas do mundo. Chegou a ser mais forte e mais cobiçada por investidores do que Paris. Tinha tanta prata que as calçadas eram de prata, as ferraduras dos cavalos eram de prata. Na “montanha sagrada”, de aproximadamente seis mil metros acima do nível do mar, morreram milhares de nativos, com a pele ressecada e os pulmões entupidos de pó, sacando dinheiro em metal precioso para espanhóis e ingleses venderem na Europa e enriquecerem ainda mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edward falava dos planos para Potosí. Diz que ainda há muito mais prata do que já foi tirado. Porém, uma escavação a mais e a montanha vem a baixo. O grande projeto é que se corte a montanha, de cima pra baixo, em fatias. Só que a obra demanda muita energia elétrica, algo escasso na região. Exige também um investimento financeiro violento por parte do governo, ou uma privatização dos serviços, algo impensável a Evo no momento.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão fora de cogitação quanto uma aliança com o Chile para levar o gás natural à países do oriente, que necessitam de escoação pelo Oceano Pacífico. A proposta foi feita, diz Edward, mas Evo barrou o projeto porque o Chile é inimigo histórico da Bolívia, desde a época em que “roubaram” o pedaço de terra que dava acesso ao mar pelo Oeste. O presidente boliviano prefere a aliança com o Peru, aliado naquela guerra contra o Chile e em outras batalhas, mas a obra por solo peruano custa alguns milhões a mais, que por sinal, a Bolívia não tem para bancar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Então, a briga ideológica toma conta e impede uma obra que poderia ser boa para nós, bolivianos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo embalo da conversa, enveredamos para o Peru. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Aqui – dizia Edward – as coisas estão um pouco adiantadas, há um pouco mais de organização. Mas isso não quer dizer que temos emprego, abundância, educação. É só sair aí na rua e ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente. Enquanto conversava com uma dupla de professores primários, no centro de Puno, a uma quadra do hotel em que estávamos hospedados, Elton falava com um menino. E, parecia que eu, ele, os professores e o menino, chamado Carlos, falávamos do mesmo assunto, só que separados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos contava que trabalha desde os dois anos de idade. Agora tem nove. Está em Puno desde agosto. Havia chegado alguns dias antes de nós. A saudade que sentíamos de casa, depois de sete dias viajando, cruzando fronteiras, carregando malas e caixas, era pequena, mas às vezes nos pegávamos pensativos. Imagine ele. O guri estava sozinho na cidade. Deixou seu pai em Cusco para trabalhar como engraxate em Puno, a 380 quilômetros dali. Uma realidade absurda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse que estuda de manhã. Mas como saber se é verdade? Recusou as moedas que Elton ofereceu. Só pegaria se pudesse trocá-las pelo seu trabalho. O tênis que Elton calçava nem era destes de polir e engraxar, mas deixou que Carlos desempenhasse seu papel. O guri esfregou, lustrou, pintou. Tudo muito rápido. A tristeza estava saltando aos olhos marejados, seja pelo frio cortante da cidade, ou pelo sofredor daquela vida. A expressão era das mais desoladoras do mundo. A história, verdadeira, incluía um apelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;_ Te gusta fútbol?&lt;/em&gt; – me perguntou mais tarde, quando me aproximei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;_ Sí, me gusta mucho! Pero no soy muy bueno jugador. Me gusta mucho más asistir. E a ti?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;_ Ah, a mi me encanta jugar. Tenía un balón, pero se futrió. No puedes comprar um balón a mi?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu poderia. Mas não o fiz. Errado ou certo? A mim não custava nada, mas não o fiz. Teria feito um guri feliz, ou teria só alimentado um erro, uma falha do sistema? Elton, mais compadecido talvez, buscou correndo no hotel duas camisetas com as cores brasileiras e presenteou o rapazote. Ao menos ficaria mais aquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos o papo. Nele ficamos sabendo que sua mãe já morreu e seu pai vive como vendedor de água em Cusco. Ambos sobrevivem do comércio gerado por Machu Picchu. Sua cultura, de quem descendem? A esta altura pouco importa. Comer é mais urgente.&lt;br /&gt;A respeito de crianças como Carlos e como todas as outras que vimos durante o percurso, desde que pisamos na Bolívia, é que conversava com os dois professores. Juan Gutierrez e Martín Garcia misturam características físicas de espanhóis e aborígenes quéchuas e aimarás. São nascidos em Puno mesmo e ali desempenham uma das funções mais importantes em qualquer lugar do mundo. Educar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Estes meninos trabalham nove, dez horas por dia. Mal comem, mal dormem e no dia seguinte vão estudar. Se conseguem aproveitar duas horas de aula, é muito. Estão cansados demais e com fome demais para aprender – dizia um deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Este governo, de Alan García, o que faz por isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Nada. Ou muito pouco. Este homem nem sabe quem somos. Não sabe o que se passa na vida de uma criança dessas. Seus filhos estão todos na Europa, nas escolas de primeiro mundo. Ele nem sabe das nossas origens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Vocês acham que um governo como do Evo Morales seria o ideal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não precisa ser um descendente de quéchua, ou aimará, como é o caso do Evo. Mas alguém que não olhe só para as questões da classe rica, das empresas, e veja o que o povo precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não são só eles. Muitas pessoas reclamam do atual governo peruano, assim como reclamam de todos anteriores, nenhum ligado às origens nativas. A verdade é que estas descendências servem muito mais pro turismo do que para qualquer outra finalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem não arrisca, não petisca&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas iluminadas nas vidas de outras pessoas comuns. Como já disse, planejávamos pedalar de Puno a Cusco. De lá até o Oceano Pacífico, depois até Arequipa e de volta a Puno. Um percurso de 1500 quilômetros, aproximadamente. Sabíamos das dificuldades com o frio, com a altitude, da complicação que seria cozinhar, acampar todos os dias por pelo menos dois meses. Mas estávamos dispostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar em Puno, depois de dormir confortavelmente no hotel, preparamos as bicicletas para a jornada. Agora não seria mais nós a carregá-las, e sim o contrário. Era o fim das caixas, do peso extra. Porém, antes de partirmos, havia um tratado de nos encontrarmos com Wilbert Revollar, o pai de Rossana Revollar. Ele é cusqueño, vive agora em Puno e conhece a região como ninguém. São mais de cinqüenta anos viajando por ali. Um amigo dele, inclusive, já fizera este mesmo percurso de bicicleta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já estava acostumado com a frase “vocês estão loucos!” a cada vez que contava para alguém sobre a idéia. Mas, desta vez, ela soou diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilbert é daquelas pessoas serenas e que sabem do que falam. Um homem alto, com um vistoso bigode, sempre vestindo calça e sapatos. Foi ele quem interferiu na mudança dos planos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro fez um mapa, com paradas seguras e bons lugares para dormir, em hospedagens. A idéia de acampamento foi a primeira descartada por ele, não por nós. Mantínhamos os planos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;_ Es muy peligroso&lt;/em&gt;. – Alertava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos cálculos de Wilbert, teríamos que partir de Puno às quatro horas da madrugada para chegarmos até o primeiro porto seguro, a 140 quilômetros dali. Se conseguiríamos, não sei, mas, qualquer coisa era só montar a barraca e dormir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Wibert levantou outro problema. Dizia com calma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Estamos numa época do ano que é complicado fazer isto que querem. Está muito frio e a quantidade de turistas na região é enorme. Os assaltantes estão por toda parte, buscando o que for. Vocês são alvo fácil demais com suas bicicletas e equipamentos. &lt;br /&gt;Era mais uma história que não queria acreditar. Um ano de planejamento ia pelo buraco se desistíssemos da pedalada. Não poderia trair todo mundo que incentivou, que ajudou, que disse que faria junto. E a minha palavra, como ficaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilbert ofereceu sua garagem para guardarmos as bicicletas e seguirmos a jornada de ônibus. Naquele momento tínhamos duas opções: ir de bicicleta ou não. Desistimos do pedal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É outro problema peruano. Ainda há muita violência, assaltos. Outros sinais de uma estrutura abalada. Sempre que saíamos às ruas, com câmeras fotográficas e filmadora, alguém nos alertava: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Cuidado com as câmeras. Não as deixe à mostra.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o quê? No Brasil também é assim. Mas, dói demais. Agora, escrevendo esta reportagem, a milhares de quilômetros do Peru, ainda dói muito saber que dava pra ter feito. Faltou arriscar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-7148468343760473721?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/7148468343760473721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=7148468343760473721&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/7148468343760473721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/7148468343760473721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/msnm-metros-sobre-el-nivel-del-mar-y.html' title='M.s.n.m.: Metros sobre el nivel del mar – Y acerca del lago'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-4056203873091696922</id><published>2007-11-07T11:43:00.000-03:00</published><updated>2007-11-07T11:47:56.910-03:00</updated><title type='text'>Encuentro mundial en el regreso al ombligo</title><content type='html'>Com a idéia do pedal deixada para trás, restava aproveitar a viagem da melhor maneira possível. Agora o tempo seria mais curto, as economias se esvairiam mais rapidamente e não seria possível desperdiçar chances. Marcamos passagem para bem cedo da manhã seguinte rumo a Cusco. Machu Picchu estava próximo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos mais um dia em Puno, curtindo a vista para o lago, batendo papo com pessoas pela rua e com nossos agora amigos, Wilbert, Rossana e Edward. Além do centrinho bonito, conhecemos os camelôs e presenciamos açougues típicos destes locais periféricos. As carnes ficam expostas à calçada, pegando todo tipo de germe, micróbio ou bactéria que circula por ali. Poeira é um tempero a mais nestes casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Das mais célebres realizações da arte monumental dos incas que conferiam a Cusco um incomparável esplendor e faziam a glória do Império, nada mais resta atualmente do que algumas pedras engastadas nos muros das casas andaluzas.”&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Frase Henri Favre, no livro A Civilização Inca.&lt;/em&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade que fica no meio do mundo, ou melhor, no umbigo do mundo – como diziam os incas – impressiona desde o início. Parece que você chega a Cusco por uma larga avenida, a Avenida do Sol, dá de cara com a enorme Plaza de Armas, aonde acontecem as festividades típicas que relembram os antepassados, hospeda-se num hotel, não longe da praça. Afinal, é preciso ficar próximo dos pubs, dos restaurantes, das catedrais em estilo europeu da mística pedra de doze ângulos, do comércio de San Blás, das ruelas centenárias, museus. Nossa! É aqui que estão todas as tradições incas! &lt;em&gt;Era isso que procurava desde que saí de casa. É este o lugar que preserva a cultura&lt;/em&gt;, pensei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é possível chegar assim, ou até com mais pompa, a Cusco. Difícil é, paralelo a isso, perceber que as coisas não são só maravilhas. O que começamos a perceber lá em La Paz, que aprofundou-se em Puno, ficaria muito claro por aqui. Inclusive, o Elton formularia mais tarde a frase que quero dizer agora, já na chegada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Bicho, eles vivem do passado. Sobrevivem através dum comércio que gira em torno do turismo. Não produzem nada há anos! Isso tudo, os incas, a invasão, Deus Sol, foi há centenas de anos. Eles preservam a história em torno disso, não a cultura. Não continuam vivendo como antigamente para verem suas raízes multiplicadas. Apenas usam dessa especulação para seguir em frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente meu colega mais uma vez estava certo. Até que ponto Machu Picchu pode ser considerada uma maravilha? Pra mim, ela é sinal de destruição. Um povo vivia ali, hoje não vive mais. Idéias diferentes transitavam por aquelas bandas. Criaram-se sistemas de plantio, de convívio, de governo, ali, naquele lugar. O que resta disso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-se um “auê” em torno da Maravilha. Elege-se pela internet. Então, é preciso ir pra lá e constatar que os nativos dizem preferir a vida antiga, sem esta invasão de turistas e tudo mais. Porém, claro, também é necessário esperar que o mesmo nativo estenda a mão pedindo um trocado depois de contar a bela historinha. É dura esta tal realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é assim mesmo. Cusco tem tudo a respeito das antiguidades incas e coloniais. A cidade é realmente magnífica, porém não é só isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos pela Avenida do Sol, mas não chegamos por ela, como aparentemente todos chegam. Antes, pra quem vai por terra, é preciso enfrentar uma viagem de ônibus, passando por La Raya – a quatro mil e tantos metros acima do nível do mar – e outros povoados pobres, que também sobrevivem de vender água, refrigerante e comida à beira da estrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da avenida larga e bonita, há de se observar as diversas marcenarias de Cusco, as pessoas trabalhando a pé, de bicicleta, suando em baixo do sol escaldante, respirando o ar empoeirado e seco. Aliás, muito seco. Meus lábios pediam manteiga de cacau a cada quinze minutos. Mesmo assim não resistiam. Sangravam de tão quebrados. A garganta, em compensação, já havia melhorado um pouco depois de jogar muita coisa nojenta pra fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos à rodoviária da cidade, a abordagem de vendedores e agentes de viagem para ir a Machu é imediata e mais intensa do que a de Puerto Quijarro, lá no terminal do Trem da Morte. Já estávamos há quase duas semanas na estrada e mais calejados a respeito destes assédios. Recusamos todas as ofertas de hotéis, caminhamos muito para acharmos algum barato e acabamos caindo num daqueles que nos ofereceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lugar respira Machu Picchu. Imagine: se todos os lugares do Peru que passamos até aqui vivem em torno do comércio que leva à cidade perdida dos incas, calcule Cusco, que está a pouco mais de cem quilômetros do objetivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, tratamos de comprar logo um pacote turístico para chegar lá. As coisas funcionam mais ou menos neste sentido. Há diversas maneiras para se chegar. Algumas te levam pela famosa trilha dos incas, com quatro ou cinco dias de caminhada e acampamento pelo meio da mata. Outras te levam de ônibus até um pedaço, faz-se uma trilha mais curta e também chega-se lá. A nossa seria uma das mais baratas, já que os preços variam de 100 a 250 dólares. Isso depende também da cara do turista, do seu país de origem, do seu papo e do humor do vendedor.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pagamos 155 dólares pra cada pacote. Estava inclusa a passagem de trem até o pé da montanha de Machu, a do ônibus que sobe a montanha, o ingresso que permite a entrada na cidade sagrada, e toda volta até o hotel em Cusco. Mas, só havia vaga no trem para dois dias adiante, no sábado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por dentro da cabeça dum puma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jordi Tutussaus é um espanhol da Catalunha fanático pelo futebol do brasileiro Ronaldinho Gaúcho. Típico latino, ele. Pele amarronzada, olhos vívidos, fala &lt;em&gt;suingada&lt;/em&gt; e bom de papo. Ele estava na cidade pelo mesmo motivo de todos os outros vindos de todas as outras partes do mundo. Cusco poderia mesmo ser o umbigo do mundo. Há uma parte de cada canto do planeta naquele lugar, isto é certo. Holandeses, portugueses, colombianos, americanos, africanos, russos, israelitas, chineses, poderia citar toda a aldeia global que encontraria alguém em cada um destes países que já tenha estado lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jordi já havia visitado a Amazônia peruana, passado alguns dias com os aborígenes do local. Nadou em rios, comeu frutas silvestres, trocou experiências com outras formas de sociedade. Aí você pensa: Nossa! Isso é interagir com outra cultura, isso é vivenciar outra forma de vida. É, mas é turismo também. Paga-se, tem roteiro, tem guia, tem horário, é tudo planejado e ensaiado, o que “falsifica” um pouco as coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim também é quando queremos tirar fotos dos nativos. Saímos pela rua de manhã cedo e encontramos muito movimento no centro de Cusco, ao redor da praça. Avistamos uma senhora &lt;em&gt;chola&lt;/em&gt;, daquelas vestidas tipicamente, com chapeuzinho, muitas saias, manta colorida às costas, uma típica peruana, nativa mesmo! O Elton apontou a câmera e lá estava ela fazendo pose. Pronto, toda espontaneidade da foto tinha-se ido. Pra completar, depois do &lt;em&gt;click&lt;/em&gt;, ela saiu correndo atrás dele exigindo o ônus pela imagem capturada. É mais uma fonte de renda para um país como os nossos, os subdesenvolvidos, eternamente em lento desenvolvimento.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocamos algumas informações com o espanhol e decidimos conhecer a cidade juntos. Assim, partimos em três para um dos lugares mais intrigantes de Cusco: Saqsayhuaman. Dizem os cusquenhos que estas ruínas representam o local onde estaria a cabeça do puma que forma a cidade. Explico: Cusco teria sido construída na forma de um puma. Cada perna seria sede pra alguma tribo, ou grupo daquela época. A cabeça, onde é Saqsayhuaman, seria para controlar toda a cidade, uma espécie de Forte Administrativo. Até a Pedra dos Doze Ângulos, que todos admiram por ser um exemplo claro da astúcia inca, tem a ver com o desenho do puma. Seriam doze as tribos, cada uma representada num dos ângulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local fica no topo de um morro. Lá de cima pode-se avistar toda a cidade. Pode-se ver a imensidão dum lugar com mais de 300 mil habitantes e outra vez perceber que não é só beleza. As casas são todas de uma cor só, que se mistura com a poeira, não há organização no sistema viário, nem dá pra localizar muitas coisas além da praça e as duas catedrais que a cercam, todas grandes. De lá também enxergamos uma escrita numa das montanhas que cercam a cidade: &lt;em&gt;Viva el Peru!&lt;/em&gt; Está marcado no paredão de terra e, depois vimos que pode ser avistada de todos os lugares, inclusive do hotel. Ao lado de Saqsayhuaman, ainda há outro pico, onde está uma estátua de Jesus, igual ao Cristo Redentor do Rio de Janeiro, só que bem menor. Eles o chamam de &lt;em&gt;Cristo Blanco&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma marca da cidade, e do Peru. Há presença inca e espanhola por toda parte. As construções do centro são o exemplo mais claro. Wilbert já tinha avisado que perceberíamos isso em Cusco. A base da maioria dos prédios são os famosos muros incas, com pedras talhadas cuidadosamente, e numa leve inclinação para o lado de dentro da construção. Há uns dois ou três metros de altura deste muro e depois vem a parede lisa, rebocada e pintada, tipicamente espanhola. A conclusão que tiramos é que espanhóis e nativos guerrearam, e a partir dos destroços os colonizadores construíram seus prédios. Pode ser isso, pode não ser. Há versões para todos os gostos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espanhol, Jordi, filmava tudo que se passava. Dizia que faria um documentário assim que voltasse para a Espanha. Uma das perguntas mais freqüentes que ele fazia para os peruanos era se sentiam algum rancor dos seus patrícios espanhóis. Todas as respostas que ouvi foram negativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite começou a cair e com ela a temperatura veio abaixo. De dia, calor de matar. À noite, frio de morrer. E nosso novo amigo continuava gravando as pedras de mais de três metros de altura que formam as ruínas de Saqsayhuaman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;_ Mira esto! Es increíble! Unas piedras así cuestan mucho tiempo de manejo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava maravilhado com o que começava a ver de Cusco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saída de Saqsayhuaman tivemos outro daqueles encontros com o destino. Já com o sol escondido atrás das montanhas, pegamos um táxi para fazer o percurso até o centro. Tínhamos subido caminhando e as energias para se fazer o percurso de volta estavam gastas. O ar rarefeito da altitude se mostrava presente nestas situações. Quando caminhávamos muito, a respiração ofegava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista do taxi que nos aguardava chama-se Rubens e, na conversa dentro do carro, ele descobriu que ainda teríamos um dia de folga antes da ida a Machu Picchu e que estávamos planejando visitar o Vale Sagrado dos Incas neste tempo. Rápido, o taxista não perdeu a chance de nos fazer a oferta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Levo os três, faço um roteiro especial. Vocês me dizem pra onde querem ir e eu levo. Podemos ir a Pisac, Ollantaytambo e Chinchero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava bom, mas este é o roteiro normal de turismo do Vale. Queríamos algo a mais. Vimos que Moray era um povoado fora de rota, com uma espécie de centro de estudos agrícolas dos incas, e parecia ser muito interessante. Também notamos que alguns guias citavam as Salineras, e gostaríamos de visitá-las. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubens concordou e, melhor, nos contou que é natural de Moray, e que nos levaria para conhecer a casa onde morou, onde ainda moram seus irmãos e sobrinhos, onde ainda se cultiva batata, milho, ainda se vive da agricultura de subsistência, preserva-se uma comunidade nativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Fechado! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isso que procurávamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-4056203873091696922?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/4056203873091696922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=4056203873091696922&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/4056203873091696922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/4056203873091696922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/encuentro-mundial-en-el-regreso-al.html' title='Encuentro mundial en el regreso al ombligo'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-4551068528004668672</id><published>2007-11-07T10:52:00.000-03:00</published><updated>2007-11-07T11:00:18.576-03:00</updated><title type='text'>La tierra sagrada clama por Dios</title><content type='html'>Dez para as oito da manhã. Hora combinada para a partida em direção ao Vale Sagrado. O tico-Daewo, minúsculo carro de Rubens, já nos esperava num refúgio da rua alguns metros adiante da porta do hotel. Jordi ainda tomava café. Estava atrasado porque teve dificuldades para acordar depois da badalada noite de Cusco. &lt;br /&gt;Mas Rubens é um cara paciente. Com um sorriso matinal no rosto, daqueles sem a carga do dia, disse que esperaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Enquanto isso, aqueles que fazem as leis estão se lambuzando nas mesas fartas, compradas a peso da traição de todas as promessas. Desprovidos de qualquer pudor, aceitam dinheiro nas contas bancárias para vender a alma. E vendem barato!”, &lt;/strong&gt; &lt;em&gt;escreveu certo dia a jornalista Elaine Tavares. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;_ Buenos días! Vámonos, ya estamos atrasados&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse em tom de brincadeira quando chegamos ao carro. O relógio marcava 8h10 e teríamos um longo dia pela frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas usa a visita ao Vale como um passa-tempo até que o dia de ir a Machu chegue, mesmo tendo escutado coisas maravilhosas sobre ele. Porém, às vezes, este lugar acaba roubando a cena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado da estrada, que contorna montanhas para sair de Cusco, mais uma vez enxergamos pequenas plantações, alguns animais sendo criados soltos e cada vez que nos aproximávamos de qualquer ruína, mesmo as pequeninas Puca Pucara e Qenqo, nas quais nem descemos do carro, há gente vendendo artesanato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubão, como decidimos apelidar nosso motorista, liga o rádio e a música andina é a trilha sonora desta viagem ao interior cusquenho. O sobe e desce entre montanhas continua. Do alto, avistamos plantações maiores, organizadas e que no verão, quando chove por aqui, ficam coloridas. Árvores grandes, eucaliptos importados pelos espanhóis, também estam por toda parte e assim começamos a entender porque aquele vale é sagrado. Em nenhum lugar até então tínhamos visto tanto verde, tanta vida. Fizemos uma parada para observar o rio Urubamba, que alimenta estas gentes e estas plantações, e seguimos. O destino era Pisac, uma maravilha inca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto pilotava seu carrinho, nosso taxista falava. Tinha realmente resolvido contar as peripécias de sua vida. Gestos estavam limitados pelo espaço físico no interior do automóvel, mas sua língua não parava. La onde nasceu, como na maioria do interior cusquenho, a língua mais falada é o quéchua, o idioma dos incas. Ele só entedia e falava nesta língua até os cinco anos de idade. Depois mudou-se para Cusco, morou em Lima e Arequipa, aprendeu espanhol, mas jamais perdeu contato com seu &lt;em&gt;pueblo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os olhos puxados fixados nas curvas da estrada, Rubão discursava, contava sobre a sua vida de peruano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Tens que cuidar da tua vida – começava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado no banco traseiro, atrás do carona, só via parte do rosto dele pelo retrovisor. Sua face se assemelha muito com a dos seus antepassados incas. Um rosto mais quadrado do que dos descendentes de aymará encontrados na Bolívia e no sul do Peru. Abaixo dos olhos, os ossos do crânio são salientes, a sobrancelha é grossa e os cabelos lisos encobrem a testa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; _ A vida foi dada por Deus e é a Ele que devo a minha volta por cima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubens é cristão, como muitos habitantes do Peru. Disse que foi salvo das drogas e do álcool quando entendeu isso, que Deus comandava sua vida. Ele foi pra igreja a primeira vez em Lima, a capital do país. Vivia com uma família que o convidava todo domingo para ir ao culto, mas recusava porque o queria era beber e fumar até cair. Passou muito tempo nessa condição. E, disse também, que no Peru isso é comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Somos os maiores bêbados da América. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou com pesar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou indo à igreja por causa de uma sobrinha do casal, que lhe encantou, obviamente. Por ela iria à igreja de segunda a segunda, 24 horas por dia. Mas, na primeira vez que entrou lá, acabou apegando-se pela vida religiosa-cristã. Chorou como nunca pelos seus erros e resolveu que seria uma pessoa reta dali pra diante.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei sobre a questão do Deus Sol, adorado pelos incas. Afinal, ele é um inca, pelo menos o mais próximo de todos que encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ah, sim! Para os incas era o Deus Sol. Eles o chamavam de Ápu, e depois entenderam que Ápu era Jeová, o único Deus que temos todos. Apenas o nome era outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas adoravam o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sim. Adoravam o Deus Sol e Deus Terra, a Pachamama. Mas acima de tudo estava Ápu. O que acontece é que não conheciam a palavra de Ápu, que está na Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa foi interrompida pela chegada às ruínas de Pisac. Subimos muito novamente para chegar à porta de entrada. Rubens parou o carro na boca do despenhadeiro, a 50 centímetros de um precipício de 700 metros. &lt;em&gt;Maneje siempre en la defensiva, si! – ele dizia&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localizada no topo de uma montanha, Pisac começava a nos colocar em contato com o mundo inca. O silêncio toma conta do lugar. Uma respirada mais profunda e o sossego toma conta da tua mente. Ouço apenas o barulho dos passos no chão e do vento soprando de longe. Este é o astral do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo na entrada há pequenas casas, construídas com pedras empilhadas, como tudo por estes lados. Também não há motivo para ser diferente. Há pedras resistentes, parecidas com “pedra-brita”, de todos os tamanhos espalhados para todos os cantos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois homens nos abordaram, oferecendo-se de guia turístico por 20 Soles, cada. Recusamos e seguimos, sempre beirando o precipício. A encosta da montanha é como se fosse uma imensa letra “S” vista de cima. Os incas aproveitavam o barranco para plantar. Porém, não semeavam ladeira abaixo. Em Pisac há um exemplo disso. Eles faziam degraus na montanha. A cada metro construíam um muro de pedras, aterravam, e partiam para o próximo. Em cada parede destas, deixavam algumas pedras ordenadamente salientes para usar como escada, para subir de um nível a outro. Assim, estavam sempre no plano reto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhamos mais de uma hora por Pisac, quase sempre em fila, por caminhos estreitos, por dentro de uma pequena caverna rochosa, sempre na encosta do morro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De repente me dou conta dum fato que ainda não tinha ocorrido. Neste momento estou vivendo num lugar que pode ter mil anos, talvez até mais. Encosto num muro destes e comento com o Elton:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Cara, isso aqui é muito antigo! Tu já imaginou, já percebeu isso? Tu tá no meio da história, tocando numa pedra trabalhada sabe-se lá por quem há um milênio. É a mesma coisa que tocar nas pirâmides do Egito, ou na Muralha da China. Tu não sente isso?   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que aqui também funcionava um centro astronômico inca. Parece que eles estudavam muito a natureza. Não posso afirmar estas coisas com certeza porque nem os nativos sabem com precisão o que acontecia naquelas ruínas todas. Tudo é suposição, evidências que levam a acreditar em algo, mas poucas coisas são concretas, comprovadas. Talvez por isso, aqui é tudo muito mágico, fascinante.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ollantaytambo, a fortaleza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubens voltou a nos apressar. Com a mesma simpatia de antes, disse que se quiséssemos ver todo o Vale, teríamos que andar mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem problemas. Partimos rumo a Ollantaytambo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho, que segue labiríntico e agora beirando o rio, Rubão já adianta algumas histórias sobre Ollanta, como eles gostam de chamar o local. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Estas ruínas são uma fortaleza. Foi um centro militar, religioso e agrícola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hora local já se aproxima do meio-dia e estamos famintos, pensando no almoço. Chegamos às ruínas. Guias se oferecem novamente, recusamos mais uma vez e seguimos. Já tínhamos um ingresso, comprado em Cusco, que dava direito a entrar em todos estes lugares. Era só chegar, apresentar e olhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem gosta de escalar, Ollanta é ideal. Chegamos por baixo e tivemos que, de início, subir uma escada duns 100 degraus, calculo. Paramos duas vezes pra respirar, assim como os outros turistas que visitvam o local. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos algumas explicações em inglês de guias-turísticos que explicavam coisas sobre o lugar para alguns turistas europeus. Diziam que Ollanta está inacabada para sempre. Ali viveram civilizações pré-incaicas, incas e colonizadoras. Guerrearam todas, umas com as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os incas chegaram e dominaram quem vivia aqui antes deles. Introduziram seu sistema de governo e empregaram sua técnica agrícola e arquitetônica. E esta divisão está bem caracterizada pela arquitetura das ruínas. Nas paredes pré-incaicas não há cuidado especial no encaixe das pedras, tudo é empilhado conforme dá e pronto. Depois da chegada deles, tudo ficou melhor construído e organizado. O sol, a terra e a água ganharam templos de adoração. Depois vieram os espanhóis e ficaram com tudo. Hoje é turismo puro, história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos a encargo de Rubão, que não quis entrar em Ollanta, a escolha do restaurante. Descemos e fomos almoçar. Talvez este tenha sido o almoço mais peruano, mais próximo da realidade dos trabalhadores que fazem este turismo acontecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois cachorros descansam à porta de entrada do restaurante. O ambiente é escuro, iluminado apenas pela luz que vem de fora. Mesas de quatro lugares cobertas com toalhas de plástico colorido recepcionam os famintos. Não somos os únicos turistas lá dentro. Na mesa ao lado, quatro jovens falam em inglês e têm aparência européia. Mas, nas outras três mesas são todos peruanos em horário de almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garçonete, visivelmente suada e apressada, vem nos atender. Ela dá conta do atendimento sozinha. Vestida com uma blusa rosa e decotada, suas axilas peludas ficam à mostra, mas não impedem que as pessoas comam aqui. Talvez a questão higiene não seja pré-requisito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás do balcão, outra mulher, grávida, trabalha no caixa. Na cozinha, que fica noutra construção ao lado, uma senhora prepara a comida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carne de gado, salada, arroz e uma Coca-Cola dois litros foi nossa refeição. Comemos tudo e depois pedimos pra visitar as dependências do restaurante. O estômago tem que ser forte.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos por um corredorzinho que fica entre o restaurante, onde comemos, e a cozinha. Algumas pessoas estavam por ali. A cozinheira fazia companhia e bebia Chincha, uma cerveja feita de milho que já é famosa entre os turistas, e de gosto muito peculiar. Se panela velha é que faz comida boa, as que ela usa deveriam fazer o manjar dos deuses, mas com certeza eles não aceitariam aquelas condições de higiene. Numa bacia cheia de água suja, uma mulher &lt;em&gt;chola&lt;/em&gt; lava os pratos e talheres. Lava é só modo de dizer, na verdade ela passa uma água e um paninho sujo, mergulha noutra bacia e põe pra secar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garçonete nos acompanha. Mostra um pátio grande atrás do restaurante, donde avistamos a metade de um rosto desenhado nas montanhas que cercam Ollanta. Dizem que é a face barbuda de um rei, que apareceu após um dos tantos abalos sísmicos que assolam a região. Neste mesmo pátio, alguns porquinhos da índia que serão carneados mais tarde, ficam guardados numa gaiola. Há também um forno de barro, onde fazem porco assado e em meio a tudo isso, gato, cachorro e galinha, literalmente, perambulam livremente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Moray, vida campeira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando morava em Lima, Rubens passou a trabalhar numa panificadora. Conta com orgulho que é um dos melhores padeiros de todo Peru. Aprendeu a arte quando era criança, com o pai. Os dois sovavam a massa e assavam formas e mais formas de pães. Uma parte era pra consumo próprio, outra pra faturar um dinheiro e o restante era distribuído a quem não tinha nada pra comer, geralmente o pessoal do interior, os campesinos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubão, além de padeiro, já foi cortador de árvores na selva peruana, pintor e jardineiro. &lt;em&gt;Hay que pelejar dia-a-dia&lt;/em&gt;, como dizem. Estávamos mais próximos de sua antiga casa, em Moray. Ele nos contou que sua irmã estaria em casa e que provavelmente poderíamos conversar com ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos de Ollanta e começamos a subir novamente, nos afastando do rio. Chegando ao topo, podíamos ver o horizonte sobre a planície e também avistar picos de neve à nossa volta. Pegamos uma estrada de terra seca, arenosa e nessas alturas nosso taxista já tinha esquecido aquela história de direção defensiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessando os povoados da região, Rubens mostrou-se familiarizado com o local e conhecido pelas gentes. &lt;em&gt;Buenas tardes&lt;/em&gt; pra cá, &lt;em&gt;Hola&lt;/em&gt; pra lá, uma paradinha pra perguntar como estava fulano e cicrano, e a viagem seguia. Era metade da tarde já. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos reto pelas ruínas de Moray, pararíamos na volta. Todos queriam ver a casa de Rubens, conviver um pouco mais com algum peruano que não está diretamente ligado ao turismo, vivenciar algo “fora de rota”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chegamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O táxi parou na porta de uma construção marrom. Não marrom tinta, marrom poeira mesmo. Descemos e Rubens convidou empolgado para que entrássemos. Tudo era poeira, terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas crianças saem ao nosso encontro. São filhos da irmã de Rubens, Igor, de pouco mais de dois anos, e Indira, de nove. Sua mãe está deitada no chão de terra batida, numa espécie de cozinha que deve medir dez metros quadrados e não pode levantar-se para nos cumprimentar. Sua perna está enfaixada e quebrada, já faz mais de um mês. O pé está muito inchado, redondo. As forças que ainda tem, mal fazem a voz sair pela boca, está muito fraca. Ela chegou a ir pro hospital em Cusco. Deram um jeito lá: colocaram placas, ataram a faixa e a mandaram pra casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, Indira cuida do irmão menor, faz a comida em fogo de lenha, trata as duas vacas magras que neste momento procuram algo para comer no quintal sem grama e se diverte com os vários cachorrinhos que saltam de dentro de uma caixa jogada no chão. Até um coelho pula pelos cantos, se esconde embaixo das coisas e faz a festa com as crianças. Seria divertido, se não fosse tão grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cozinha é um lugar desorganizado e muito sujo. Um rádio mal sintonizado toca música andina repetidamente. Mal conseguimos ficar todos lá dentro, é um pouco sufocante. O teto baixo contribui para esta sensação.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto a Indira do que eles costumam brincar. Ela responde que inventam suas brincadeiras, jogam com o que há ao redor, correm, se divertem como dá, ou quando dá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visivelmente há tempos sem tomar banho, com ranho saindo pelo nariz e roupas imundas, eles mostram um joguinho que nada mais é do que atirar uma pedrinha no chão e sair chutando, pulando numa perna só. É o mundo das crianças campesinas peruanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jordi entra na conversa para saber o que Indira gostaria de ser quando for adulta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Médica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a resposta que vem acompanhada de um sorriso inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repare nisso. A mãe enferma, naquelas condições de vida, sem higiene, sem água potável, sem saneamento básico, mas com o sonho de se tornar médica. E ela pode. Porém, como diz o Elton: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Seria formidável encontrar ela um dia formada, médica, ajudando as pessoas que ela vê sofrer. Mas isso, no Peru e em toda a América Latina, é um sonho que não pode ser sonhado pelos nativos, pela baixa renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos como é difícil pra quem tem como pagar cursinho, pagar faculdade, ir à escola todos os dias. Aí, lembremos do Rivandro mais uma vez, que atravessa o país para se tratar com um cubano especialista, o que é outro paradoxo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de casa, quando isso, Rubens trocava as últimas palavras com sua irmã. Falaram somente em quéchua, todo tempo. Sandro Galarça, jornalista há mais de vinte anos, lembrou-me na volta para o Brasil que isso é uma forma de preservação da cultura nativa. Mais, é uma maneira de mostrar resistência a toda invasão e dominação sofrida pelos países europeus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Paraguai, vimos mais tarde, que a língua guarani domina, é a mais falada. Até o espanhol que falam, é com sotaque guarani, muito difícil de compreender. Aqui no Peru acontece o mesmo com o quéchua. Eles a usam no dia-a-dia para conversar entre si. Aprendem quando pequenos, em casa, como Rubens, Igor e Indira. E, no centro de Cusco, é possível encontrar dicionário Quéchua-Espanhol. Na Bolívia fala-se aymará com naturalidade, e assim por diante, em toda América Latina, menos no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Esta falta de uma língua nativa comum entre seu povo é a marca de que a dominação foi total: cultural, política e social – comenta Galarça.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Moray em ruínas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passava e quando saímos da casa, Rubens pediu que deixássemos algum dinheiro para sua irmã, que realmente precisava. Não pensamos duas vezes e cada um de nós deixou algo que faria muito bem a ela e falta nenhuma a nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela vila também há uma praça central. Apenas um palanque, uma cruz de madeira e algumas casas em volta formam o &lt;em&gt;pueblo&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Neste palanque – conta Rubens – o chefe do povoado reúne todo mundo no dia da colheita, ou da plantação. Ele convoca a todos para que vão trabalhar, faz um pequeno discurso e todos seguem para o campo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim, comunitariamente que eles trabalham ali. Wilbert Revollar também contou um episódio sobre o trabalho dos campesinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Quando chega a hora do almoço no campo, todos juntam o que cada um trouxe de casa para comer. Então, um traz mandioca, outro milho, outro água e todos se acomodam no chão, estendem uma toalha, colocam tudo ali e dividem o alimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo e relembrando estas histórias seguimos às ruínas de Moray, que ficam a dois quilômetros dali. Antes ainda paramos no cemitério onde estão enterrados os pais de Rubens em túmulos cobertos por terra apenas e uma cruz cravada numa das extremidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moray, dizem, foi um centro de estudos agrícolas dos incas. Como em Pisac, foram construídos degraus nos morros. Aqui, no caso, foram feitos degraus num buraco gigante, que visto do alto, formam circunferências perfeitas. É como se fosse um rede-moinho na terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes degraus evidenciam a teoria de que os incas eram precisos. Cada nível destes tem seu próprio clima, chamados de micro-climas. Assim, todos supõem que os incas podiam preparar a terra e plantar a substância específica, conforme suas necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: Se para a batata crescer bem é melhor que pegue muito vento e fique num clima mais seco, então eles encontrariam o nível ideal pra isso. Faziam testes e mais testes para descobrir em qual micro-clima cada grão desenvolvia-se melhor. Depois era só repetir a experiência em outros lugares e tirar o fruto perfeito da terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado é que ninguém tem provas de que estes degraus realmente serviam pra isso, mas hoje eles usam as ruínas de Moray exatamente para testes. Vimos que tinha sementes diferentes plantadas em cada um dos níveis. E, de qualquer maneira, o local é fascinante.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem seguia e a passagem pelas Salineras e Chinchero foi rápida. Das Salineras vimos que muito sal é extraído da aridez desértica daqueles morros. E, Chinchero, serviu mais para aproveitarmos o comércio de artesanato e ver um pouco mais do que havíamos presenciado em Cusco, uma mistura muito grande da cultura inca e espanhola. Ah, lá também aprendemos que a batata colhida é deixada ao relento da madrugada, que é muito fria. Assim ela congela e no dia seguinte é vendida como “&lt;em&gt;Papa congelada&lt;/em&gt;”, uma especiaria local. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele dia extenuante chegava ao fim. Machu Picchu estava a um passo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-4551068528004668672?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/4551068528004668672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=4551068528004668672&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/4551068528004668672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/4551068528004668672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/la-tierra-sagrada-clama-por-dios.html' title='La tierra sagrada clama por Dios'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-5960299232584579448</id><published>2007-11-07T10:44:00.000-03:00</published><updated>2007-11-07T10:51:02.845-03:00</updated><title type='text'>Turismo: el imperialista de ahora</title><content type='html'>Ah, como são bons os pães peruanos. Até mesmo os comprados na padaria se parecem muito com os feitos antigamente. A massa é densa e tenra, são como bolachões redondos, uma maravilha. Que saudade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele dia, aparentemente, começou como os outros: despertar logo cedo, café da manhã com visão para os telhados da cidade de Cusco, pão com mel e café com leite. Mas algo único, especialmente diferente, aguardado por meses, anos, e ultimamente por minutos, estava chegando.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperávamos o táxi que nos levaria ao ponto máximo desta viagem. Sim, enfim falamos de Machu Picchu, só dela, a cidade misteriosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uns dizem que ela sobreviveu à destruição, à invasão. Eu digo que é a imagem maquiada da desolação. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos às seis horas da manhã. Neste exato momento, as portas de Machu Picchu preparam-se para abrir passagem para os 400 felizardos e esforçados que vão subir à Huayna Picchu antes de visitar seu irmão mais velho. Huayna significa “jovem” em quéchua, e Machu quer dizer “velho”. As duas montanhas ficam no mesmo quadro da personificada fotografia da cidade perdida dos incas. Huayna está ao fundo, é a mais alta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para subir lá é preciso muita disposição, ou para caminhar a trilha inca e chegar de manhã muito cedo à portaria, ou para desembolsar um bom dinheiro e dormir no hotel cinco estrelas que fica no “quintal” de &lt;em&gt;Mapi&lt;/em&gt;. Também é possível dormir em Águas Calientes, espécie de cidade-base que fica no pé da montanha e só existe por causa dela e, dali, tentar uma vaga no dia seguinte. Já tínhamos perdido esta chance. Restaria Machu Picchu de perto e, Huayna de longe.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O táxi chegou e partimos para a Estação Ferroviária de Cusco ao encontro de nosso guia turístico previamente contratado, Mário Calisaya. Vamos num dos primeiros vagões do trem que nos deixará em Águas Calientes. Sentados de frente para duas gurias que falam francês, às vezes inglês e quando dirigem-se ao guia, espanhol, observamos que aquele trem é uma espécie de sala de encontros do mundo. Todos os tipos e estereótipos estão em toda parte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este trem demora cerca de seis horas até a cidade base de Machu e oferece mais conforto do que aquele que embarcamos na Bolívia. A paisagem também é bem mais agradável. Ao sair de Cusco, ainda passamos por casebres embrenhados nos morros que cercam a cidade, esgoto correndo a céu aberto, cães de rua perambulando por toda parte e crianças brincando em meio a toda esta bagunça. Mas depois disso, as coisas realmente ficam mais bonitas. O trem ruma ao norte, em direção a Mata Amazônica. O poder da imensa mata ainda é forte, apesar de muitos tentarem diminuí-la. Logo se percebe que a umidade do ar aumenta, que as vegetações ganham vida e as plantações, beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, falando em plantações, este foi o único trajeto em que vimos um agricultor trabalhando com um trator. Na Bolívia não vimos sequer gente trabalhando no campo, que é uma das principais atividades do país. No Peru o que presenciamos foram pessoas arando a terra no braço, na enxada mesmo. Somente este privilegiado homem podia sentar e comandar a máquina. Deve ser um &lt;em&gt;trilhardário&lt;/em&gt; por aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente estamos no meio da mata, um verde só. E o trem pára. Chega a hora de alguns descerem para dar início à caminhada na trilha inca. E o trem segue com os mais apressados, ou mais preguiçosos. Depois pára mais uma vez. Agora descem os que farão a parte mais curta da trilha dos incas. Nós seguimos. Não demora muito e chegamos ao moderníssimo terminal ferroviário de Águas Calientes, uma cidadela recheada de restaurantes, alguns hotéis, muito comércio e que fica às portas de Machu Picchu. Só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que entramos no saguão de um mini-aeroporto. Mensagens em inglês e espanhol saltam das caixinhas de som penduradas nos cantos. &lt;em&gt;Bathroom&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Snack Bar&lt;/em&gt; são palavras comuns no ambiente, todo decorado com placas contendo informações na língua universal e na língua local, espanhol, claro. Uma lojinha de &lt;em&gt;souveniers&lt;/em&gt; caríssimos não poderia faltar e ela está lá.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A barulheira começa. Deve ter uns três guias, só aqui, ao nosso redor. Cada um carrega uma bandeirola de cores variadas e orientam cerca de vinte pessoas. Mario vai à frente com o braço levantado, carregando a bandeira amarela e gritando as informações. Temos que segui-lo e escutar bem as instruções. Caminhando entre barraquinhas de artesanato, vamos até o microônibus que sobe à Machu. Estamos num vale, à beira do rio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cinco em cinco minutos partem os ônibus. Teremos cerca de três horas para visitar toda cidade perdida. As primeiras duas serão guiadas, a outra fica à vontade para que possamos andar livres lá por cima. Temos horário pra descer também. O último &lt;em&gt;bus&lt;/em&gt; sai de Machu às 16h. Como ainda queremos almoçar, temos que baixar antes. Agora são quase 11h. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, subindo. A ansiedade toma conta. As nuvens se fazem presente e o sol some e aparece. O clima está agradável. Pela estrada estreita e de barro, os microônibus, que são de uma única empresa, se cruzam perigosamente. O movimento é intenso. Enquanto muitos sobem, outros tantos descem vazios para buscar mais gente. É uma loucura. Este trajeto é curto, coisa de 30 minutos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A invasão que ninguém detém&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Ernesto Guevara, que ainda nem era o Che, chegou aqui na década de 50, as coisas eram bem diferentes. Garanto que ele não topou com o hotel de luxo que está a 30 metros da entrada turística de Machu Picchu. Tampouco teve que pagar para fazer suas necessidades num banheiro sujo do lado da bilheteria. Nem mesmo teve que deixar sua mochila maior no guarda-volumes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ernesto escreveu naquela época, o que depois virou livro e filme, os Diários de Motocicleta. Lá ele diz mais ou menos isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Pouco importa a origem real da cidade, mesmo que, em todo caso, seja uma boa discussão para arqueólogos. O certo e o que realmente importa é que nos encontramos aqui frente à pura expressão da civilização indígena mais poderosa da América, castrada pelo contato com a civilização vencedora. Um lugar cheio de imensos tesouros de evocação entre seus muros e de estupenda paisagem que circula e dá o marco necessário ao sonhador que vaga por entre suas ruínas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sorte do Che é que ele tinha em sua companhia Alberto Granado e ninguém mais. Agora os tempos são outros e as três mil pessoas que nos cercam deixam um barulho alto demais para que se possa concentrar e fazer uma análise mais precisa, um pensamento mais profundo, uma tentativa de meditação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, Mario diria que este número de visitantes é comum no inverno peruano, e que chega a ser maior em dias de pico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Chegamos a ter quatro mil e quinhentas pessoas aqui em cima. É tempo de férias no Hemisfério Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fila anda para que todos possam entrar. A palavra mais repetida é &lt;em&gt;excuse-me&lt;/em&gt;, e os sons mais comuns são de guias gritando e gente perambulando. É difícil parar e fotografar, tirar uma foto sua com Huayna Picchu de plano de fundo sem outras pessoas que você nunca viu na vida. Tens que enquadrar e mandar ver rapidinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empolgados com a chegada, tentamos fazer uma foto com a bandeira brasileira aberta. Fomos proibidos por um guarda local, destes que fazem a segurança de Machu Picchu, controlam as atitudes, não deixam que pessoas fiquem gritando, e outras coisas de segurança.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto um francesinho duns 12 anos matraqueava no meu ouvido, Mário continuava sua explicação. E algumas coisas são importantes que lembremos. Por exemplo, dizia ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Este lugar foi construído por uma elite inca vinda de Cusco. São 250 vivendas e a população que viveu aqui está estimada entre 700 e mil pessoas, dando uma média entre quatro e cinco pessoas por vivenda. Além disso, Machu Picchu – ele não poupava o nome, repetia mesmo – é um santuário e aqui vamos encontrar o templo do sol, templo do condor, e outras construções para adorar elementos da natureza. Estes templos, por sinal, são construções melhor trabalhadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também quem diga que Cusco já foi organizada urbanamente assim, como Machu Picchu. E aqui cabe novamente uma intervenção de Che Guevara, uma pergunta feita pelo próprio, quando vagava por aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Como pode uma civilização capaz de construir isto, se deixar levar ao ponto de destruição que virou Cusco, com sua predominância espanhola? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas com respostas imagináveis, mas não definitivas, assim como quase tudo que cerca o povo inca. Ninguém tem certeza quanto tempo viveram em Machu Picchu, nem por que construíram uma cidade no meio da mata, entre outras montanhas, nem por que deixaram esta maravilha pra trás. Algumas outras coisas são claras, como o que explicou nosso guia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Machu é dividida em duas partes. A parte superior é destinada aos templos e a inferior às casas. A cidade tem uma única porta, por onde entravam e saíam todos e, à noite, era fechada por dentro e ninguém conseguia mexê-la pelo lado de fora. Assim estavam completamente seguros. Outro fato é que as últimas pessoas que viveram aqui foram embora no século XV e apenas 400 anos mais tarde, em 1911, uma pessoa não aborígine pisava na cidade sagrada. Era o arqueólogo Hiram Bingham, aos 36 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mario contou que Bingham procurava outras ruínas que estão integradas aos cinco hectares de terra que compreende a área de &lt;em&gt;Mapi&lt;/em&gt;. Porém, nem sonhava com aquela beleza. Quando se deparou com uma cidade inteira no topo da montanha, não conteve sua alegria e deixou-a transbordar para o mundo através da revista National Geografic. Estava iniciado o que temos hoje como resultado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de eu achar muito difícil, já foi cogitado o fechamento de Machu Picchu para o turismo. Antes de sairmos rumo a esta viagem, li muito na internet de que esta possibilidade estava próxima, já que os abalos sísmicos na região são comuns e com esta invasão turística, poderia tanto ocorrer uma catástrofe humana, quanto histórica, já que a montanha poderia vir abaixo. Mas, mesmo com o risco constante, muitos perderiam dinheiro graúdo com uma decisão do tipo, e o mundo é dinheiro. Portanto, como diz Mario:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Machu Picchu tem projetos futuros. Como podem ver, muitas partes já foram restauradas e ainda estamos em processo de reconstrução de algumas casas e templos. 75% de Machu Picchu é original e isto está representado pelas pedras que conservam o limo em sua superfície. Outras, com pequenas marcas numerais e livres do limo, são peças de reposição. Machu Picchu está em constante processo de preservação e recuperação. Isto tem que durar pra sempre. Inclusive, a cidade está em fase de investigação. Ainda podemos encontrar outras ruínas escondidas nestes matos e morros que cercam a Machu Picchu, mas como o acesso é extremamente difícil, temos que esperar que malucos como Bingham desbravem estas terras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos parados perto da porta de entrada e podemos ver uma pequena movimentação no alto de Huayna Picchu. Minutos depois encontramos brasileiros que estiveram lá, e eles garantiram que é mesmo deslumbrante ver Machu Picchu do alto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos caminhando entre as ruínas tentando encontrar um lugar silencioso para que pudéssemos trocar lampejos cerebrais sobre aquele monumento tão intrigante. Vimos pedras em processo inacabado de tratamento, provavelmente deixadas assim pelos últimos habitantes de &lt;em&gt;Mapi&lt;/em&gt;, passamos pelo relógio de sol, pelo pequeno jardim botânico, pela “sala de energias” – que ganhou este nome dos turistas, já que na época dos incas era mais um templo, não se sabe do quê – sofremos um bocado com a respiração ofegante a 2400 metros acima do nível do mar, e, das partes mais altas, observamos o trânsito de pessoas naquele momento. Parecia La Paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfortável com tamanha invasão e barulho que vivenciávamos durante todo este período em Machu Picchu, não pude evitar e fiz uma pergunta ao nosso guia. Queria apenas saber se há alguma época do ano em que eu poderia sentar-me num dos cantos de Machu Picchu e, como Alberto Granado, imaginar casar-me com uma nativa inca e reativar a revolução de Túpac Amáru e assim inventar um mundo paralelo. Enfim, sonhar um pouco, apreciar o silêncio e o alto astral que dizem ter aquele lugar, que me falaram é mágico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a Deus, ele tinha uma resposta que não a que eu esperava. E disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Podes vir nas duas últimas semanas do mês de abril e todo mês de maio. Vais encontrar um clima agradável e pouquíssimas pessoas visitando Machu Picchu, cerca de 500 e com certeza viverás tudo isso que dizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos todos aliviados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-5960299232584579448?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/5960299232584579448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=5960299232584579448&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5960299232584579448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5960299232584579448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/turismo-el-imperialista-de-ahora.html' title='Turismo: el imperialista de ahora'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-5852891891071561746</id><published>2007-11-07T10:33:00.000-03:00</published><updated>2007-11-07T10:40:48.563-03:00</updated><title type='text'>La marca de los sobreviventes</title><content type='html'>A esperança de voltar um dia é o que resta na descida que dá início à nossa volta. Às 14h10 daquele 11 de agosto botávamos o pé na estrada mais uma vez. Agora mirávamos nossas casas, no úmido e aconchegante litoral catarinense. Voltávamos para uma realidade muito parecida, pra onde o turismo também é peça fundamental na sobrevivência das pessoas, porém não é a única engrenagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem de volta passaria pelos mesmos caminhos da ida, usando a tática de pegar ônibus noturnos para economizar com pernoite e ficar o mínimo possível em cada cidade. A diferença é que, em Santa Cruz de La Sierra, tomaríamos um &lt;em&gt;bus&lt;/em&gt;  rumo ao Paraguai. Seria a chance de vivenciar outra cultura, mesmo que apenas por algumas horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“O povo que vive quase que exclusivamente das ruínas de um império que deixou de existir há mais de 500 anos, outra vez se viu entregue aos temperamentos de Pachamama, a grande mãe Terra”,&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;escreveu Elton de Souza numa reportagem ao Jornal Município Dia-a-Dia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente em Puno, apenas pegamos as bicicletas, colocamos novamente nas caixas e marcamos nossas passagens. Iríamos até Desaguadero, fronteira entre Bolívia e Peru, depois até La Paz.  Os ônibus que fazem este trajeto são daqueles com bagageiro no teto. A maioria das pessoas que utilizam deste meio vão a Desaguadero, ou mesmo La Paz, para trabalhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fronteira, enfrentamos uma situação infeliz e comum a nossos países sul-americanos. Policiais tentaram ganhar algum trocado em cima das nossas bagagem, as bicicletas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;_ Que tienes ahí, en estas cajas?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicamos que eram apenas bicicletas velhas, de viagem. E, apesar de saberem que esta era mesmo a realidade, fizeram cara de desentendidos e me convidaram a entrar numa salinha mais reservada. Enquanto isso, Elton aguardava do lado de fora, na rua, junto com o bici-táxi que fazia o transporte além-fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guarda deu voltas, folheou meu passaporte, entrou e saiu da sala. Quando voltou pela segunda vez, usou como iniciativa a desculpa de que era colecionador de moedas estrangeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;_ Tiene dinero brasileño? O americano? O entonces puede ser Soles también. Soy coleccionador. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi com clareza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;_ Sí, tengo, pero necesito para cuándo llegaré en Brasil. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E partimos incorruptíveis, lembrando da história que Edward havia nos contado dias atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Na Bolívia, a polícia não tem dinheiro pra botar gasolina em seus carros. Se alguém telefona informando que está sendo assaltado, o policial pergunta se pagarão a gasolina pra ele ir até lá. Se não, ele nem sai da guarita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a La Paz ainda naquela manhã. Nem saímos da estação rodoviária. O &lt;em&gt;bus&lt;/em&gt; em direção a Santa Cruz saía às 16h. Chagaríamos lá apenas 19 horas mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite foi um pouco assustadora. Sempre que acordava, percebia que estávamos ladeira abaixo. La Paz está no topo das cordilheiras e Santa Cruz está lá em baixo. É serra que não acaba nunca. São quase quatro mil metros de altitude em pouco mais de 900 quilômetros de distância. E parecia que o motorista estava com pressa. Cada curva da estrada esburacada era feita no limite da velocidade. Podíamos perceber pela força com que éramos jogados para os lados.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, Santa Cruz amanheceu tranqüila. A respiração já estava normal e tudo que tínhamos a fazer era almoçar e comprar a passagem até Foz do Iguaçu, no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terminal bimodal, topamos com um grupo de brasileiros recém desembarcados do trem da morte. Iniciavam o roteiro que nós encerrávamos. Isso comprova que a cada dia o turismo em direção a Machu Picchu se multiplica, é mais cobiçado. Eles são paulistas e estavam preocupados com a falta de bebida gelada para vender. Neste caso, cerveja. Há uma mulher entre eles, mais intrigada em relação às possibilidades de se tomar banho durante a viagem. Naquele momento, não éramos as melhores pessoas para falar do assunto. Já estávamos há dois dias sem banho e provavelmente mais 48 horas completariam o ciclo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperávamos o &lt;em&gt;bus-cama&lt;/em&gt; que sairia às 20h30 rumo a Assunción, a capital do Paraguai. Numa espécie de saguão sem um pingo de luxo, conhecemos uma família de imigrantes alemães que viviam divididos entre Bolívia e Paraguai. Mal falavam espanhol e pareciam ter saído dum set de filmagens de algum filme de época. Vestiam calças sociais, suspensório e camisas bem talhadas. Um deles usava chapéu estilo boiadeiro norte americano. Só eles, praticamente, lotavam o ônibus. Havia somente o espaço para uma banda de seis músicos e um casal de irmãos finlandeses rumo às Cataratas do Iguaçu e nós dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazíamos na bagagem a lembrança de todas as pessoas que conhecemos, de todas as realidades que presenciamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubão e toda sua família provavelmente seguirão na mesma situação por anos e anos. Talvez Indira se consagre uma médica de sucesso. Mas não há luz no fim do túnel dos campesinos com Alan Garcia e sua ideologia neo-liberal à frente do Peru. Machu Picchu tende a ser mais visitada, mais procurada, mais explorada e mais artificial com o passar dos anos. Jordi provavelmente alcançou a cidade perdida, voltou a Arequipa para reencontrar uma arequipenha especial e a esta altura deve estar em pé no Camp Nou gritando o nome de Ronaldinho Gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos amigos da família Revollar aparecem no MSN de vez em quando. Estão sempre com a alegria comum àquele lar, planejando um restaurante novo em La Paz. Wilbert ainda sonha com Santa Cruz de la Sierra, e nunca esquece de nos convidar para uma nova visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos, infelizmente, deve lustrar o centésimo calçado da semana neste momento. Provavelmente foi à escola pela manhã, dormiu nas duas primeiras aulas, acordou para comer a merenda e passou o restante do dia pensando na história de Cristóvão Colombo que um professor mal informado lhe contou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a viagem seguia, rumando ao sul pelo interior boliviano. A noite passa num sacolejo danado. Quando acordo, percebo que estamos numa estrada de terra toda esburacada. A poeira toma conta do interior do ônibus e parece que estamos perdidos entre o nada e algum lugar desértico. Impossível dar uma localização precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quando o ônibus encosta ao lado de uma casinha, com o sol começando a aparecer, é que percebemos que estamos na fronteira Bolívia/Paraguai. O lugar é um vilarejo minúsculo, com três casebres e um posto do Exército boliviano. Parece que há muito ninguém passa por ali, não há sinal de organização, de governo, de leis. Tudo é muito obscuro e o clima de desconfiança paira no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários tipos de medos passam pela cabeça neste momento. Podemos ser extorquidos, roubados pelos próprios policiais, eles podem complicar por causa das bicicletas, podem armar alguma coisa como colocar drogas nas nossas mochilas. Já imaginou ser preso naquele lugar, sem comunicação alguma com o Brasil? Mas tudo correu normalmente, apesar da cara de poucos amigos de todos por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rotina de parar para revistas e checagem de passaporte ainda se repetiria por umas dez vezes até chegarmos a Foz do Iguaçu. A paisagem que faz o Paraguai é de imensas planícies cobertas de plantações e vilarejos abandonados como o da fronteira. É provável que estas terras pertençam a grandes latifundiários e as vilas, aos nativos paraguaios, capachos destas fazendas. Aliás, muitas delas são de brasileiros, sabemos. Estrangeiros que volta e meia invadem outro país para fazer sua própria riqueza. Como isto é comum na nossa América Latina. Sobre o Paraguai, Eduardo Galeano, talvez o jornalista mais ciente sobre o assunto, tem algo a dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ A miséria empurra os habitantes do país que era, há um século, o mais avançado da América do Sul. O Paraguai [...] é hoje, junto com a Bolívia, um dos países sul-americanos mais pobres e mais atrasados. Os paraguaios sofrem a herança de uma guerra de extermínio que se incorporou à história da América Latina como seu capítulo mais infame. Chamou-se a “Guerra da Tríplice Aliança”: Brasil, Argentina e Uruguai tiveram a seu cargo o genocídio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso pra mostrar que não são apenas estrangeiros de longe que causam estragos duradouros, senão eternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Até sua destruição, – continua Galeano – o Paraguai erguia-se como uma exceção na América Latina: a única nação que o capital estrangeiro não tinha deformado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo de 26 anos de Gaspar Rodriguez de Francia, que até hoje tem amigos e inimigos, trabalhava diferente do restante da América Latina. Estava promovendo ao Paraguai um desenvolvimento autônomo e estável. Francia apoiou-se nos camponeses para acabar com a oligarquia nacional e o Paraguai, naquela época, não tinha mendigos e ladrões, ninguém passava fome e todos, ou quase todos, sabiam ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que vimos, muito mudou desde aquela época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estávamos perto de Foz. Era noite de 15 de agosto, no momento em que o Peru ruía por um abalo sísmico de 8.0 graus na escala Richter, um dos maiores já vistos na história. Fomos saber disto às três horas da manhã, já no Brasil, através da CNN Espanhol. Ainda não se tinha notícias numéricas. Noticiavam que havia ocorrido na região de Pisco, próximo ao litoral e que muitos deveriam estar mortos. Sabemos hoje que foram mais de 500. As cidades da região ficaram em estado de emergência, aviões brasileiros, americanos, venezuelanos, bolivianos e outros foram enviados com alimentos, soldados, medicamentos. Aquela população sofria mais uma queda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, direto no conforto do lar, com os Beatles cantando só para meus ouvidos, lembro que deve estar na hora de Rivandro retornar mais uma vez para o sul. Enfrentará outra vez a estrada, não a passeio, não por lazer, mas por sobrevivência, a marca mais forte do povo da América Latina.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-5852891891071561746?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/5852891891071561746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=5852891891071561746&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5852891891071561746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/5852891891071561746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/11/la-marca-de-los-sobreviventes.html' title='La marca de los sobreviventes'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6381697800999460335.post-1970366126298119583</id><published>2007-10-02T00:07:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T10:37:42.166-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>estréia</title><content type='html'>Certo. Fiz, não resisti. Depois de pensar bastante sobre o assunto, tomei a decisão que, espero, esteja certa (?!). O blog Pelejador esta aí e servirá, entre outras coisas, para discutirmos futebol, música, filmes e quaisquer outras coisas. Tudo vai depender do humor, do dia, do mês, dos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome, Pelejador, era pra ser "Peleja" mesmo, mas não deu, já existia. Mas Pelejador é bom também. É uma palavra boa, forte, aguerrida. Pode-se pronunciar "peleiador", que é como aprendi a falar lá em Itapiranga/SC - terra na tríplice fronteira / SC / RS / Argentina. Lá, depois do bate-boca no recreio do colégio, firmava-se o trato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Depois da aula vai ter peleia! Te pego lá fora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, lá na rua, o bicho pegava mesmo. Uma roda se formava ao redor dos gladiadores mirins. Tínhamos sete, oito anos. A multidão em volta gritava sem parar, parecia uma torcida no estádio, com o time ganhando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Peeeeleeeia! Peeeeleeeia! Peeeeleeeia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se empurrava, puxava, xingava. Às vezes saía um soco daqui ou dali, mas geralmente a diretora da escola chegava antes que qualquer coisa mais grave pudesse acontecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez eu estava com medo da peleja. Confesso, tinha medo daquele guri. Todo mundo o chamava de Tição. Devia ter uns três anos e uns 20 centímetros a mais que a maioria dos outros colegas. No intervalo, durante o futebolzinho de recreio, dei um carrinho à lá Sandro Goiano nele e o homem me jurou. Deu de dedo na minha fuça e largou o verbo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Depois da aula vai ter peleia! Te pego lá fora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barbaridade! Tremi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da aula, meu pai estava lá pra me dar uma carona pro almoço. Isso era raro, quase nunca ele podia fazer isso, estava quase sempre viajando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contei pra ele que o Tição disse que ia me bater no final da aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Deixa tua mochila aqui, vai lá e dá um pau nele! - disse meu pai, o Erni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Com a confiança e a injeção de adrenalina que meu velho tinha dado, eu não perderia.&lt;br /&gt;Fui pra frente da escola e chamei o Tição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Pode vir. Vem! Quero ver agora! Vem, vem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não, não quero mais brigar, deixa quieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ah não, vai cagá agora!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse isso e finquei a mão na cara dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai apareceu, correndo e apartando a briga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a única vez que pelejei de fato, com soco e tudo. Depois me aquietei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bueno. Não era isso que eu queria escrever. Mas já que me lembrei do episódio, resolvi contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria lançar um desafio, talvez uma tendência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz uma viagem em agosto. Fiz não, fizemos. Eu e Elton, amigo desde o início da faculdade, fomos descobrir uma pouco da América. Passamos por Bolívia, Peru – obviamente fomos a Machu Picchu – e Paraguai. Meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) será composto por histórias sobre estes lugares e seus habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio é o seguinte: Tenho dúvidas sobre a qualidade do que estou fazendo, preciso de avaliações. Então, vou postar os capítulos da grande reportagem aqui no Pelejador e vocês opinam, beleza? Não vale dizer “tá legal”, “tá massa” – isso significa que tá fraco, sem tempero. Se for ruim, escreva “tá uma merda!”, “horrível”, ou, se for bom, “tá ducacildis!”, “ducarai”, entende? Coisas fortes, verdadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a colaboração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo mais tarde...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6381697800999460335-1970366126298119583?l=pelejador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelejador.blogspot.com/feeds/1970366126298119583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6381697800999460335&amp;postID=1970366126298119583&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/1970366126298119583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6381697800999460335/posts/default/1970366126298119583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelejador.blogspot.com/2007/10/estria.html' title='estréia'/><author><name>Mau Haas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16871558104772839944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g8IaNwn4d2E/S-HModhWsMI/AAAAAAAAAfk/JgSPJxszUSI/S220/URU.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
