sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Paul Macca, nós fomos


Beatlemaníaco ou não, fã do Paul McCartney ou não, você ainda tem (ou tinha?) uma chance de assisti-lo no Brasil esse ano. Ele toca em São Paulo no domingo, 21, e na segunda-feira, 22. Serão as duas últimas apresentações dele em 2010. E acredite: vale muito a pena estar na frente do palco quando Sir Paul McCartney entrega todas as suas energias aos acordes de "Venus and Mars", a primeira música do setlist.

Fomos ao show dele em Porto Alegre, no dia 7. Não tínhamos grana suficiente, não tínhamos tempo, mas tínhamos muita vontade de ver um beatle no palco. Teríamos que fazer uma viagem "bate e volta", de carro, pagar R$ 160 no ingresso, comer na estrada, dormir ou não e voltar para trabalhar na segunda-feira. A vontade foi mais forte. Compramos os ingressos e caímos na estrada.

Depois das três horas de show, há quem tenha saído do estádio Beira Rio certo de que um espetáculo daqueles pode mudar o mundo. O jornalista Felipe da Costa Conti, que também viajou de Brusque até Porto Alegre nesta mini-caravana MDD e David Coimbra, editor do Jornal Zero Hora, concordam.

- Se tem um show destes por semana, acabam-se as guerras do mundo -, falou David Coimbra no dia seguinte, em sua participação no programa Pretinho Básico, da Rádio Atlântida.

- Passei a acreditar que um show de rock pode mesmo mudar o mundo. Não acreditava nisso antes. Saí diferente de lá. Fui trabalhar feliz no outro dia -, explica Felipe.

Eu, Mauricio Haas, sabia que seria um grande show, que o Paul era um grande músico, um artista fora de série, mas não sabia que era uma pessoa tão "do bem", simpático, atencioso e cortês. Ele agradeceu cada aplauso, em cada música!

Já eu, Aline Camargo, empolgada, na volta só sabia dizer: 'Inesquecível! Valeu cada centavo! Foi demais! Ele é incrível! Daqui alguns anos não vamos lembrar quanto custou o ingresso, se tínhamos ou não dinheiro para ir, vou lembrar da sensação de cada momento espetacular do show. Como aquilo marcou minha vida!'



Marcas para toda a vida

A volta para Brusque foi cheia de teorias e lembranças sobre os fatos do terceiro show de Paul McCartney no Brasil - ele já havia tocado em 1990 e 1993, no Rio de Janeiro e em Curitiba.

- As pessoas não têm senso histórico, e só pela história já vale a pena ver o show do Paul. Ele é um beatle, um dos quatro integrantes da maior banda de todos os tempos. Uma lenda esteve entre nós - dizia Felipe.

- Assistir a um show do Paul é participar da história. Não sabemos se ele vai voltar a tocar no Brasil, podemos ter visto a última turnê de um beatle pela América do Sul - completava Maurício.

- E o cara tá em plena forma aos 68 anos! Lembram dele agitando no palco, tocando, cantando e dançando o tempo inteiro? Eu não imaginava que ele fosse assim. Esperava um show mais contido, que ele fosse mais blasé. E de repente ele entra "sir" Paul McCartney, arrumadinho, de terno, e três músicas depois vira nosso amigão, todo descabelado, interagindo com o público a todo instante - relembra Aline.

- Deu para perceber que ele estava extremamente feliz no palco, e que tinha se preparado para tocar em Porto Alegre. No meio do show larga aquele "mas bá, tchê", levando o estádio inteiro ao delírio. Sem falar nas outras frases em português -, empolga-se Maurício.

- Sim, em "My Love", ele explicou em português, com sotaque britânico: "Esta música eu fiz para minha gatinha, Linda. E hoje ela é para todos os namorados" - repete Aline.

Se você ainda está se perguntando "será que vou no show em São Paulo?", esqueça os empecilhos e vá. Se pudéssemos, repetiríamos a dose. Já estamos arrependidos de não termos enfrentado a estrada até Buenos Aires, onde ele tocou quarta e quinta-feira desta semana.


Resumo em vídeo feito por Paulo Morelli
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Matéria escrita a quatro mãos com Aline Camargo. Publicada no dia 12 de novembro, no Jornal Município Dia a Dia, de Brusque.

1 comentários:

Pipo Pecoraro disse...

Descrição perfeita.
Acabei de chegar em casa do show dele do dia 21 aqui em São Paulo. Estou anestesiado. Ele é meu maior ídolo, tanto como pessoa quanto como músico!
Hoje o Paul mudou minha vida mais uma vez.