Dia 25 de maio de 1952. Trajes de gala desfilavam pela rua Lauro Müller e milhares de pessoas presenciavam a maior goleada já sofrida pelo Avaí Futebol Clube nos seus 85 anos de história. Antes e depois disso, ninguém jamais fez quantidade igual de gols na esquadra azurra e, dificilmente, alguém baterá a marca registrada daquele Clube Atlético Carlos Renaux.
Detalhe do confronto que acabou 10 a 1 para os donos da casa: o goleiro do Avaí era ninguém menos que o maior camisa 1 da história do time da capital: Adolfinho.
Mas a data é tão constrangedora para avaianos que o próprio “goal keaper” faz questão de confundí-la. "Esse jogo não foi em 1947, não?", indaga, pra dizer na sequência: "lembro que o Meira (treinador do Avaí na época) foi me chamar em casa. Eu estava um tempo parado, mas ele insistiu para eu ir. Como não gosto de dizer não, fui. E fiz a maior besteira da minha vida", recorda Adolfinho do alto de seus 84 anos.
Quanto a data, o historiador Adalberto Jorge Klüser, 44 anos, garante que foi mesmo no dia 25 de maio de 1952. E salienta a força do Carlos Renaux daquele ano. “Este time era chamado de “Globotrotters” e tinha Petrusky, o único jogador a marcar seis gols em um único jogo contra o Avaí. Nenhum outro atleta conseguiu tal proeza nos 85 de história do Leão da Ilha”, destaca.
Segundo o livro “O Vovô do Futebol Catarinense”, de Eloy Koch e Antônio Heil, em 1952 o Carlos Renaux jogou 33 partidas. Nelas, fez 138 gols e sofreu 44. Obteve 27 vitórias, dois empates e apenas 2 derrotas, uma para o Flamengo/RJ por 3 a 0 e outra para o Chacaritas Juniors, da Argentina.
Conta a história que o Avaí jogava o campeonato estadual naquela época. Lá pelas tantas, teve uma partida (contra o Hercílio Luz) anulada e o Carlos Renaux aproveitou para convidar o time da capital para um amistoso em Brusque. O Avaí aceitou.
Uma das poucas memórias vivas daquela época e diretamente ligada ao futebol é seu Érico Zendron, o autor da foto que ilustra esta página. "Lembro que subi no Expresso Brusquense (ônibus da época) para tirar a foto. Foi uma goleada épica. O time deles era um timaço, mas o Renaux era melhor", acentua o ex-fotógrafo.
José Germano Schaefer, o seu Pilolo, também era jogador e, apesar do jornal “O Rebote”, datado de 31 de maio de 1952, colocar seu Pilolo como suplente da partida e como autor de um dos gols, ele afirma não ter participado do “match”. "Sei deste resultado. Lembro dos comentários, mas eu não joguei esta partida. Tenho impressão de que estava viajando ou machucado", contesta o ex-jogador, prestes a completar 84 anos.
Em seu lugar, naturalmente estaria Valmor Mafra, colocado como titular na escalação. “Eu joguei pouco tempo no Carlos Renaux, mas o Pilolo era o titular. Ele já era casado e quando não podia jogar, eu era o lateral”, recorda seu Valmor, hoje com 78 anos.
Além deles, os únicos do time brusquense que estão vivos, são Teixeirinha (que não respondeu ao nosso contato), Aderbal e Tesoura (atualmente residindo em Florianópolis).
E lá se vão 57 anos daquela jornada única. 10 a 1, com seis gols de Petruscki, um de Pilolo, um de Joine, outro de Otávio e o desconto de Saul para o Avaí. Tempos distantes e memórias difusas. Fatos marcantes.
Escalações
Carlos Renaux – Mosimann, Afonsinho, (Irineu) e Ivo; Tesoura, Bolonini, Mafra (Pilolo), Petruscki, Otávio, Teixeirinha, Aderbal (Curreca) e Joine.
Avaí – Adolfinho, Beneval, Barbato (Bolão); Nenem, Jair, Minela, Didi, Nizeta, Bolão (Américo), Miltinho, Saul (Manára)
Detalhe do confronto que acabou 10 a 1 para os donos da casa: o goleiro do Avaí era ninguém menos que o maior camisa 1 da história do time da capital: Adolfinho.
Mas a data é tão constrangedora para avaianos que o próprio “goal keaper” faz questão de confundí-la. "Esse jogo não foi em 1947, não?", indaga, pra dizer na sequência: "lembro que o Meira (treinador do Avaí na época) foi me chamar em casa. Eu estava um tempo parado, mas ele insistiu para eu ir. Como não gosto de dizer não, fui. E fiz a maior besteira da minha vida", recorda Adolfinho do alto de seus 84 anos.
Quanto a data, o historiador Adalberto Jorge Klüser, 44 anos, garante que foi mesmo no dia 25 de maio de 1952. E salienta a força do Carlos Renaux daquele ano. “Este time era chamado de “Globotrotters” e tinha Petrusky, o único jogador a marcar seis gols em um único jogo contra o Avaí. Nenhum outro atleta conseguiu tal proeza nos 85 de história do Leão da Ilha”, destaca.
Segundo o livro “O Vovô do Futebol Catarinense”, de Eloy Koch e Antônio Heil, em 1952 o Carlos Renaux jogou 33 partidas. Nelas, fez 138 gols e sofreu 44. Obteve 27 vitórias, dois empates e apenas 2 derrotas, uma para o Flamengo/RJ por 3 a 0 e outra para o Chacaritas Juniors, da Argentina.
Conta a história que o Avaí jogava o campeonato estadual naquela época. Lá pelas tantas, teve uma partida (contra o Hercílio Luz) anulada e o Carlos Renaux aproveitou para convidar o time da capital para um amistoso em Brusque. O Avaí aceitou.
Uma das poucas memórias vivas daquela época e diretamente ligada ao futebol é seu Érico Zendron, o autor da foto que ilustra esta página. "Lembro que subi no Expresso Brusquense (ônibus da época) para tirar a foto. Foi uma goleada épica. O time deles era um timaço, mas o Renaux era melhor", acentua o ex-fotógrafo.
José Germano Schaefer, o seu Pilolo, também era jogador e, apesar do jornal “O Rebote”, datado de 31 de maio de 1952, colocar seu Pilolo como suplente da partida e como autor de um dos gols, ele afirma não ter participado do “match”. "Sei deste resultado. Lembro dos comentários, mas eu não joguei esta partida. Tenho impressão de que estava viajando ou machucado", contesta o ex-jogador, prestes a completar 84 anos.
Em seu lugar, naturalmente estaria Valmor Mafra, colocado como titular na escalação. “Eu joguei pouco tempo no Carlos Renaux, mas o Pilolo era o titular. Ele já era casado e quando não podia jogar, eu era o lateral”, recorda seu Valmor, hoje com 78 anos.
Além deles, os únicos do time brusquense que estão vivos, são Teixeirinha (que não respondeu ao nosso contato), Aderbal e Tesoura (atualmente residindo em Florianópolis).
E lá se vão 57 anos daquela jornada única. 10 a 1, com seis gols de Petruscki, um de Pilolo, um de Joine, outro de Otávio e o desconto de Saul para o Avaí. Tempos distantes e memórias difusas. Fatos marcantes.
Escalações
Carlos Renaux – Mosimann, Afonsinho, (Irineu) e Ivo; Tesoura, Bolonini, Mafra (Pilolo), Petruscki, Otávio, Teixeirinha, Aderbal (Curreca) e Joine.
Avaí – Adolfinho, Beneval, Barbato (Bolão); Nenem, Jair, Minela, Didi, Nizeta, Bolão (Américo), Miltinho, Saul (Manára)
_______________________________________
Texto publicado no Jornal Município Dia a Dia de 25 de maio de 2009.






